Por Fabrício Vieira Sucupira para o RH.com.br 
Tudo bem, só que talvez seja uma idéia interessante não radicalizar sua eventual paixão pelo planejamento. Um pequeno texto de humor publicado no venerável Fankfürter Allgemeine certamente vai ajudá-lo a esse respeito.
O diretor de uma grande empresa presenteou um de seus colaboradores, craque da área de planejamento, com ingressos para uma apresentação da Sinfonia Inacabada de Schubert. 'E então, o que você achou do concerto?', perguntou a ele no dia seguinte. 'Está tudo aqui, neste relatório', respondeu o subordinado. O texto dizia o seguinte:
"Por um período considerável, os quatro tocadores de oboé nada tinham a fazer. Portanto, a parte deles deve ser eliminada e o trabalho, redistribuído para toda a orquestra.
Todos os 12 violinistas tocaram as mesmas notas. Esta é uma duplicação de trabalho desnecessária. O número de membros deste grupo deve ser reduzido drasticamente. Caso realmente seja necessário um forte volume de som, este poderia ser obtido através de amplificadores eletrônicos.
Custou também considerável trabalho tocar as notas semifusas (trigésima segunda parte da nota). Trata-se de um refinamento desnecessário. Portanto, é recomendável que todas as notas sejam arredondadas para cima ou para baixo. Se esta recomendação for seguida, será possível admitir-se músicos temporários e com menor qualificação.
Também é inútil que as cornetas repitam as mesmas passagens que já foram tocadas pelos instrumentos de corda.
Se todas as passagens supérfluas fossem eliminadas, o concerto, que tem 25 minutos de duração, poderia ser reduzido a quatro minutos. Se Shubert tivesse se utilizado desses dados, provavelmente teria estado em condições de acabar sua sinfonia."
Divertido? Sim, mas olhe à sua volta: será que já não passaram perto de você, alguma vez, relatórios vagamente parecidos? Cuidado com eles.
Palavras-chave: | Comportamento | Organizacional | Planejamento |
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