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31/03/2000
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Por que os executivos falham?

Por Luiz Roberto Nascimento para o RH.com.br

Temos passados um período de dificuldade da manutenção da empregabilidade, pois a oferta de emprego tem sido inferior à grande massa de jovens que atingem a idade do primeiro trabalho, aliado ao discurso do Presidente Fernando Henrique, acompanhado pela equipe econômica que as pessoas estão perdendo emprego em função da Globalização e Ajustes de Custos para Melhoria da Competitividade, bem como a falta de especialização dos que perdem seus postos de trabalho.

Acabo de comemorar um novo emprego obtido como Gerente de Contas da CONTROLE SOLUÇÕES EMPRESARIAIS LTDA, especializada em terceirização das áreas contábeis e financeiras de multinacionais, após longo tempo sem emprego formal, pude observar os motivos que levam à baixa performance, ou mesmo que executivos de alto grau de especialização e potencial não sejam bem sucedidos nas empresas, decorre de três motivos básicos: Os Superiores, Si Mesmos e Pares e/ou Equipe. Derrota pelos Superiores: Quando um profissional ou executivo da média ou alta gerência não consegue seu objetivo de realizar um bom trabalho, de acordo com as premissas que o levaram a ser escolhido, bem como suas propostas de trabalho não são possíveis de ser implementadas, chegando mesmo a ser demitido ou levado a buscar uma nova colocação, tem sua justificativa quando os superiores não são capazes de ser explícitos na avaliação periódica da performance do recém admitido. Assim, para que um bom profissional possa obter os resultados esperados, por ambas as partes, os membros da alta direção devem ter o desprendimento de dar-lhe feed-back para que ele possa eliminar os pontos fracos e aperfeiçoar os pontos fortes. Quando isto não ocorre, os Diretores subvertem sua própria predisposição, que deve ser inerente a um grande líder, que é a de "moldar" o profissional às condições da empresa, fazendo com que ao demiti-lo ou permitir que afaste-se da empresa haja desperdício de tempo e recursos de ambas as partes, além de desrespeito humano ao profissional que foi traído de não ter sido alertado das deficiências, pois eventualmente poderia estar acreditando que estava dentro das expectativas de seu superior.

Derrota por Si Mesmo: Está é a principal causa de insucesso dos executivos, pois deixou de observar as outras duas causas. Mas gostaria de qualificar estes motivos. A falta de uma rápida adaptação às especificidades da nova empresa, faz com que nem mesmo o esforço dos diretores e da equipe possa fixar o executivo na empresa. Quando percebe que as exigências estão acima de sua capacidade, ou o profissional rejeita a oferta de emprego ou deve buscar, o quanto antes possível, a capacitação ainda que seja por seus próprios recursos. A falta de humildade em perceber ou admitir seu desconhecimento ou fragilidade conceitual em algum assunto, demonstrando necessidade de reciclagem ou orientação destinada ao aperfeiçoamento de sua performance, pode levar a dificuldades de desempenho. Outro aspecto a ser abordado diz respeito à ética para uma conduta reta e que seja ausente disputas internas, sendo um ser diferente do comumente admitido pela coletividade atual.

Derrota pelos Pares e/ou Equipe: O executivo deve cuidar para que seja capaz de cultivar amizade e simpatia, tanto de seus pares como de sua nova equipe, pois se assim não proceder a arrogância, antipatia e propensão à onisciência poderão levá-lo a ser rechaçado do ambiente de trabalho. Estar sempre pronto a orientar e trocar experiências, facilita a aceitação na nova empresa, consequentemente possibilitando um desempenho favorável e fadado ao sucesso.

Os motivos do fracasso e/ou derrota de executivos são os mais variados possíveis, o objetivo destas palavras não foram de esgotar o assunto, no entanto trazem à reflexão de todos para que, se hoje estamos rejeitando um profissional, as leis universais certamente, no futuro, também nos atingirão, pois não fomos capazes de ter uma conduta elevada e de consideração ao ser humano que chega à organização. Já que mencionei as leis universais, gostaria de encerrar trazendo os conceitos diferenciados do grande pensador argentino Carlos Bernardo Gonzalez Pecotche, que em seu livro INTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO LOGOSÓFICO-pag.226, do mesmo livro, deixou: "Todas as leis universais estão estruturadas sobre bases eternas. Elas castigam aqueles que as infringem, mas movem-se tão pausadamente que não se nota quando o fazem. Ninguém adverte o movimento das leis até o castigo, e quando isso é percebido, a lei já se moveu sobre toda a humanidade, castigando-a sem exceção, para que cada um recorde que não deve violar as leis universais."

Palavras-chave: | Executivos | Empregabilidade | Comportamento |

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