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03/07/2006
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Administrador de Pessoal e RH: o valor de uma profissão

Por Alexandre Vailatti para o RH.com.br

Quando criança contamos com o ensino paternal e escolar, com a herança cultural e com algumas experiências (do tipo errando e aprendendo) para constituirmos a nossa base de conhecimentos, nosso caráter. Quando adultos reconhecemos que grande parte dos sucessos ou dos fracassos nas passagens de nossa vida são devidos a eles. E, assim, atribuímos reconhecimento e valorização sejam eles para o sucesso ou para fracasso.

Da mesma forma agimos com o nosso time de futebol, de vôlei, o piloto de fórmula 1, o bombeiro herói, o bom médico ou o presidente, ou seja, aqueles que nos proporcionam bons momentos e projeção de vida são muito valorizados e não mensuramos esforços para idolatrá-los ou contribuirmos com suas fartas remunerações e mordomias. E por incrível que pareça, consideramos isto extremamente normal.

Na vida profissional, também é assim. Atribuímos conquistas e derrotas aos nossos superiores ou colegas de trabalho (principalmente os ligados diretamente), sejam eles pares, superiores ou inferiores e, por algumas vezes, a empresa, a oportunidade ou a junção de vários fatores. O que muitas vezes não vemos é que por trás de toda esta estrutura existe um profissional (e sua equipe) que trabalha para uma melhora profissional de toda coletividade.

Esses são os profissionais de Recursos Humanos (RH) ou Administração de Pessoal (AP), que focam seus conhecimentos para a elaboração de um trabalho visando o desenvolvimento dos demais profissionais e da empresa. Não vou diferenciar, aqui, os profissionais de RH e de AP até mesmo porque os dois e suas áreas estão diretamente ligados.

Nos aprofundemos mais no assunto. Você já ouviu algum jovem dizer que quando crescer quer ser um profissional de RH ou AP? Que sonha com estas profissões? Talvez sim, mas o mais provável é um não. É fato que a grande maioria inicia sua carreira em uma área administrativa ou contábil e, em função de uma oportunidade ou remanejamento interno, embarca em uma das áreas. Posteriormente, acaba identificando-se com as áreas e procura aprofundar-se e se dedicar. Confesso que comigo foi assim!

Para os que não trabalham com RH ou AP talvez seja difícil imaginar o esforço dos profissionais das áreas em conciliar números, exigências, tendências, legislação e, claro, pessoas. Os números são simplesmente orientadores, a legislação o caminho e as pessoas os resultados, que sempre serão diferentes umas das outras.

Nos deparamos com diversas situações em nosso dia-a-dia, as quais temos que administrar visando o objetivo, o profissional e a empresa. É imensa a quantidade de legislação e obrigações envolvidas; as mudanças ocorrem quase que diariamente e é impossível fazer com que todos estejam satisfeitos.

Veja o perfil dos profissionais de RH ou AP de sua empresa: geralmente trabalham muito, são menos "sociais" (principalmente nas festinhas de confraternização no final do ano, época de maior trabalho) e alvos de críticas ou assédio por informações confidenciais. É claro que existem profissionais de outras áreas que trabalham igualmente ou até mais, mas o fato é que o trabalho é árduo e continuo.

E qual o reconhecimento? Certamente não é o salarial - até mesmo porque salário é a contrapartida do acordo de trabalho, benefícios - que geralmente são os mesmos para todos ou tão pouco o mais esperado e foco deste texto: os dos profissionais os quais dedicamos o nosso trabalho.

Como disse, é nosso trabalho. Assim como um médico, fazemos a nossa parte. Porém, agradecemos ao médico e o reconhecemos quando ele salva uma vida querida. Fazemos o mesmo com o jogador do time de futebol e todos os outros que já citei anteriormente. Mas, por que não o fazemos com aqueles que se dedicam tanto para nosso desenvolvimento, para nossa melhora profissional e, conseqüentemente, de vida?

A resposta é muito simples: cultura. Somos acostumados a reconhecer aos que nos dão alguns bons momentos, mas que nunca nos dão tristezas. Infelizmente trabalho é visto como uma necessidade pela maioria. São poucos os que vêem nele a oportunidade de absorção de novos conhecimentos e enriquecimento do intelecto. Por isso, muitas vezes o trabalho é uma "tristeza" e por poucos momentos nos proporciona alegria.

Desta linha de raciocínio é que não reconhecemos os profissionais de RH ou AP. Não importa se suas origens são tão humildes quanto o jogador de futebol ou presidente da República, que eles tenham lutado para serem e se manter o que são, que suas profissões estarão sempre ligada às nossas, que os mesmos são peças fundamentais em nossas vidas.

Assim, passamos a vida trabalhando e crescendo profissionalmente sem reconhecê-los e muitas vezes, aos menos, sem saber quem são. Uma triste realidade! Quer fazer um teste? Tente relembrar qual foi a última vez que você elogiou ou agradeceu algum profissional de RH ou AP de sua empresa (não vale contar aquele que o entrevistou e admitiu, mas que também se enquadra nas categorias acima).

Mas este quadro pode ser mudado e depende somente de você: reconheça e valorize mais aqueles que não são destaques da mídia ou lhe proporcionam apenas bons momentos. Valorize e reconheça aqueles que não são vistos, que não aparecem, mas que fazem por você e por sua vida profissional, o seu grande desafio profissional. E não falo somente dos profissionais de RH ou AP. Lembre-se da importância do lixeiro, do carteiro, do caixa do supermercado e de todos aqueles que trabalham para nos proporcionar comodidade e bons momentos, sem para isto, ser um astro popular ou ganhar milhões e ajudar a aumentar o quadro de desigualdade social presente neste país.

Fica aqui a sugestão: se você é um profissional de RH ou AP faça mais para o reconhecimento da profissão. Se você não é um destes, analise com mais detalhes a contribuição destes em sua vida, em seu crescimento, em seus resultados. Estude e avalie os conceitos e objetivos de RH e AP, para melhor entendê-los.

Palavras-chave: | carreira | reconhecimento |

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COMENTÁRIOS (4)
Edivaldo J. Silva em 03/04/2012:
Boa noite. É um artigo que faz uma boa reflexão no passado não tão longínquo, onde os profissionais do DP, atual RH, viviam debaixo das verdadeiras submissões dos empresários e da cúpula que geria as empresas em todo mundo. Hoje com a formação universitária, o profissional consegue impôr sua autenticidade. Parabéns pelo artigo

jezrael em 22/03/2012:
Estou me formando esse ano na área, e graças a uma profissional de mão cheia tive a curiosidade que hoje transformou-se em prazer de ser um profissional em RH. Na verdade são as empresas que muitas vezes não valorizam o trabalho desse profissional. Espero que essa mentalidade mude. Boa sorte a todos do RH.

Daiane em 21/03/2011:
Adorei o reconhecimento pelo nosso trabalho, espero que muitas pessoas possam divulgar esse site assim como eu o farei. Gostaria que as pessoas percebessem que todos somos muito importantes para sociedade - não importa a profissão. Grata. Viva o time RH!!! ;) Daiane Pirelli

Ariela em 15/03/2011:
Estou no terceiro semestre do curso de Gestão em Recursos Humanos... Gostei muito do conteúdo... ao mesmo tempo de me desanimou, me abriu os olhos pra uma atitude mais positiva... Att, Ariela.

 
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