Por Werner Kugelmeier para o RH.com.br 
A Administração Japonesa revolucionou o modo de gerenciar uma empresa através de práticas de rigor oriental como: QT – Qualidade Total do processo de produção (não do produto final); CCQ – Círculos de Controle de Qualidade que buscam soluções criativas para os problemas; JIT – Just In Time que abastece a linha de produção no momento certo.
A competição “sem fronteiras” fez com que as empresas ocidentais seguissem com a implementação da “Gestão Participativa” e da “Gestão Empreendedora”, ambos com seu foco no envolvimento do fator humano.
A Gestão Participativa incentiva a participação de todos na gestão da empresa, obtendo assim, um comprometimento elevado com os resultados. Excesso de “participação de todos” implica risco de assembléia geral permanente; dosagem certa evidencia: “empresa: um ser vivo”.
Na Gestão Empreendedora nascem propulsores corporativos como Unidades de Negócios, que geram resultados sob autonomia (profit centers), Equipes Empreendedoras, que desenvolvem novos negócios e a figura do Intrapreneur, o profissional "empresário", que busca inovação e resultado.
A valorização das pessoas avançou com a Gestão Holística (a palavra hólos vem do grego e significa “todo”), modelo que visa “centros pensantes” espalhados por toda a organização e rodízio de funções que torna os colaboradores polivalentes. No entanto, a empresa do futuro exige mais; exige uma postura vencedora através de líderes com comportamentos que impactam significativamente nos negócios e que provam inteligência situacional através de equilíbrio mental, físico, emotivo e espiritual, fatores decisivos para suceder em situação de conflito e/ou de estresse.
A Corporação Virtual catalisa este imperativo com seu foco no negócio central (Core Business), na estrutura organizacional enxuta e na automação dos processos operacionais.
Todos estes modelos de gestão devem apoiar-se na “Gestão do Conhecimento”, alinhando dados, informação e conhecimento. Os dados são a matéria-prima para criar a informação, a informação é o fluxo de mensagens para construir conhecimento e o conhecimento refere-se a compromissos, articulados pela pessoa. Desta forma, o processo aplica os conhecimentos individuais, o que permite à organização saber o que ela sabe. Um processo corporativo focado na estratégia em ação.
A Gestão do Capital Intelectual liga estratégia com ação, através do intercâmbio entre o capital humano, as pessoas com seu intelecto e sua experiência; o capital criativo, a competência de criar valor através de “fazer mais, melhor, com menos” e o capital digital – o conhecimento disseminado pela Inter, Intra e Extranet.
A Aprendizagem Organizacional faz com que as pessoas expandam sua capacidade de otimizar resultados e desenvolver maneiras novas de pensar. Cria-se a organização que aprende com seus casos de sucesso, e de fracasso também.
A Inteligência Corporativa pergunta: como ganhar dinheiro com aquilo que conhecemos? A vertente observadora capta sinais das mais diferentes fontes. A vertente analítica transforma a informação em inteligência. As duas vertentes convergem no suporte para a tomada de decisão, que por sua vez, implica em impulsos para inovação contínua.
A Educação Corporativa responde com a definição da competência do profissional que sabe trabalhar para gerar soluções (empreendedor) e a identificação do aprendizado contínuo com suporte eletrônico. Através do e-learning ou do Ensino à Distância – EAD – é possível treinar mais pessoas com maior economia – o learning tour do futuro.
Resta salientar que é preciso romper com mesmices e olhar por um prisma diferente para enxergar práticas de gestão corporativa que vão de encontro com crescimento e expansão em nível individual, e por tabela, em nível corporativo. Chegou a hora de aprender a repensar, a compartilhar e a integrar Carreira, Gestão e Competência – o “CGC” do futuro. Boa decolagem para todos!
Palavras-chave: | carreira | competição |
Seja o primeiro, clique no ícone disponível logo acima e faça seus comentários. 


