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27/10/2008
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Seja um craque na carreira

Por Ewerton Dias para o RH.com.br

Ao analisar alguns jogos na última Olimpíada, realizada em Pequim, pensei um pouco sobre os craques, sejam eles de qualquer modalidade: a alegria e a motivação estampadas nos rostos ao subir no pódio; o cansaço físico arrebatado pelo alívio da vitória. Vendo essas cenas, ocorreu-me transpor para o mundo corporativo os exemplos de sucesso que nós, brasileiros, sempre tivemos no esporte. Grandes talentos individuais saíram das terras do Brasil para encantar o mundo: Ayrton Senna, Pelé, Oscar, Romário, Ronaldinho, Guga e outros.

Todos esses grandes brasileiros não alcançaram o topo sozinhos. Inicialmente, tiveram que ser descobertos e incentivados a prosseguir em sua carreira por alguém mais experiente e com visão de futuro. Certamente, houve no caminho deles alguém que os orientassem e apontassem trilhas a seguir. Da mesma forma, em nossa carreira, nós devemos nos cercar de pessoas mais experientes e competentes, e nos aconselharmos com elas, aprender a seguir os bons exemplos.

Compartilhar o conhecimento é ponto fundamental da lei do "dar e receber", imprescindível para quem almeja o sucesso. A liderança é outro ponto básico em qualquer carreira que venhamos a abraçar. Quem já teve a sorte de encontrar um verdadeiro "líder" em sua vida profissional sabe como ele é importante no incremento da nossa auto-estima e motivação.

Um técnico no esporte, da mesma forma que o líder na empresa, deve se esmerar na capacidade de entender e se relacionar com pessoas. Nos treinamentos diários em cada clube, pequeno ou grande, aprimoram-se na arte de harmonizar talentos individuais. Sua missão é obter o máximo de cada um, visando ao melhor resultado para a equipe. Essa habilidade de construir uma equipe forte e coesa é mais importante que montar uma boa estratégia de jogo. Se o time não caminhar junto, não há como executar a mais incrível das táticas.

Mas, será mesmo que é fácil aplicar na prática o trabalho em times? Penso que não seja tarefa das mais simples, pois onde há pessoas trabalhando juntas, não se pode separar a razão da emoção. Mais complicado que um ser humano, só um grupo deles reunido. Por isso, poucas são as empresas que conseguem transformar esse ideal em realidade.

Cada pessoa tem os seus próprios objetivos, nível de maturidade e dificuldades existenciais. Trazem para o relacionamento com o outro suas vaidades, inseguranças, medos, crenças e escala de valores. Torna-se, então, muito difícil compatibilizar isso tudo com a disposição para trabalhar com outras pessoas, compartilhar conhecimentos, comprometer-se com metas e resultados.

Mas não é só o líder o responsável por essas pessoas. Todos nós devemos nos esforçar por entender e ajudar esses colegas, trazendo-os para dentro do grupo, e não os condenando ao isolamento. O gestor também deve saber administrar conflitos e preservar as pessoas de sua equipe, jamais deixando que fiquem expostas ou constrangidas na presença dos colegas.

Outro aspecto que devemos tomar do esporte é a comunicação eficaz. No time, todos conhecem a estratégia traçada pelo técnico e sabem o que ele espera de cada um. Os lances são previamente combinados e a bola vai passando de um para outro, despistando o adversário, até se conseguir o suado ponto. Cada atleta já tem uma senha ou sinal combinado para mostrar ao outro quem receberá a bola e quem dará a cortada fatal.

O senso de cobertura e apoio é mais um que devemos aplicar na empresa. Quando um colega estiver em dificuldade, devemos estar atentos para livrá-lo da marcação, estando a postos para receber a bola ou assumirmos o seu lugar e não deixarmos a empresa descoberta perante o cliente. Seja solidário. Assim ganham todos, e você mais ainda, pois ganha o apoio de seus companheiros.

Não perca de vista também a humildade: marca dos grandes talentos do esporte. Saiba aceitar ficar no banco, quando não estiver jogando tão bem. Deixe espaço para seus colegas também brilharem. Não queira trazer para si todos os louros da vitória. Mostre que está sempre aprendendo. Tenha sempre em mente que a disciplina é necessária e também o aprimoramento constante. Como nos diz Oscar: "não existe mão santa, existe é mão treinada".

Por último, não desista diante da primeira dificuldade. A superação é a ultima das lições dos esportistas. Caminhe, persista, por mais que esteja difícil, não desista nunca. Coloque seu coração e sua alma em tudo o que fizer. Una-se com seus colegas, dêem as mãos e preparem o "show de bola" tal como nossos jogadores no vestiário americano. Lá, eles conseguiram o que parecia impossível: a bola chutada por Baggio ir para fora. Você também conseguirá. Acredite nisto.

 

Palavras-chave: | carreira | grupo |

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