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16/02/2009
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Desperte seu potencial

Por José Emilio Menegatti para o RH.com.br

O que você tem feito pelo seu potencial? A maior ameaça para ser tudo o que poderia ser é a satisfação com o que você é. O que você poderia ser é sempre prejudicado por aquilo que você tem feito. Há milhões de pessoas que sepultaram os seus talentos, dons e habilidades no cemitério de sua última realização.

Uma rápida vista de olhos pela história revela que os personagens que causaram impacto em suas gerações e afetaram dramaticamente o mundo foram pessoas que, devido a uma circunstância, pressão ou decisão, desafiaram seus limites, alargaram as barreiras da tradição e violaram expectativas. Grandes coisas jamais foram feitas dentro do comum que todos fazem.

Por que seguir um caminho se você pode fazer uma nova trilha? É dever de cada um perguntar a si mesmo sobre as seguintes questões:
• Temos nos tornado tudo aquilo de que somos capazes?
• Temos nos expandidos ao máximo?
• Temos feito o melhor que podemos?
• Temos usado nossos dons, talentos e habilidades até o limite?

Muitas pessoas não utilizam todo o seu potencial por não saberem que o tem. Quando compramos um vídeo cassete, por exemplo, as únicas funções que utilizamos é ligar, parar, pausa, ir e voltar. Se você pegar o controle do seu vídeo irá perceber a imensa quantidade de botões. Recusamo-nos a ler o manual e seguir as instruções contidas nele, com isso somos incapazes de utilizar o potencial máximo do produto. Eu nunca vi uma pessoa que soubesse utilizar todas as funções.

Em resumo, o desempenho desse produto foi restrito por mim e não pelo fabricante. Não importa a experiência que eu tive com ele ou a minha opinião dele, seu potencial sempre estará lá. É exatamente isso que acontece com você. Seu potencial está dentro de você, esperando ser liberado.

A comparação não é um bom negócio. Um dos maiores erros cometidos por nós, seres humanos, é a comparação; a medição de si mesmo conforme os padrões, os feitos ou as realizações das outras pessoas. Desde pequeno somos comparados aos nossos irmãos, aos filhos dos vizinhos ou a qualquer outra pessoa. Este espírito comparativo continua durante a adolescência e a idade adulta, tornando-se traumatizante, porque passamos a maior parte de nossas vidas tentando competir com os outros, comparando nossas realizações com outras pessoas do nosso meio e tentando viver de acordo com os seus modelos de aceitação.

Sempre que você compara os seus talentos e habilidades com os outros, quer favorável ou desfavoravelmente, desperdiça a oportunidade de se tornar melhor; tentando transformar em iguais, pessoas que são totalmente diferentes.

Durante a infância, minha família e eu viajávamos de carro e tínhamos o hábito de ficar pedindo para que o pai ultrapassasse todo mundo. Torcíamos para que ele conseguisse e comemorávamos muito fazendo caretas para o carro que acabávamos de deixar para trás. Mas teve um dia que um carro passou por nós tão rápido que eu e o meu irmão ficamos de boca aberta.

Embora o pai estivesse "liderando" todos os outros carros, aos olhos deles nós tínhamos sucesso, por que estávamos viajando bem mais rápido do que os outros. Quando comparado ao desempenho do nosso carro à sua verdadeira capacidade, não estávamos sendo bem-sucedidos, pois o veículo trafegava abaixo da sua capacidade máxima constituída pelo fabricante.

A lição aqui não é que o verdadeiro sucesso não é medido pelo quanto você fez ou realizou em comparação ao que outros fizeram; o verdadeiro sucesso é o que você fez comparado ao que você poderia ter feito. Em outras palavras, viver em plenitude é competir com você mesmo.

Em vez de sermos nós mesmos, ficamos preocupados em ser o que os outros acham que deveríamos ser. Sempre existirão pessoas que iremos superar e outras que nos superarão. Se competirmos com nós mesmos, e não com os outros, não importa quem está atrás ou na frente; nossa meta é nos tornar tudo aquilo que somos capazes de ser e de realizar, e isto acontece à medida da nossa satisfação. Todas as experiências que você terá durante a sua vida não eliminarão a capacidade de fazer tantas vezes forem necessárias.

Palavras-chave: | potencial | atitude |

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COMENTÁRIOS (3)
Flavius Júnior em 26/02/2009:
Obrigado pela ótima leitura. Vejo que a luta interior supera de longe a luta com outras pessoas, embora nosso foco competidor seja voltado para outras pessoas.

Pollyana P. Faria em 18/02/2009:
J. Emílio, oportuno e pertinente seu artigo. Realmente, não somos melhores que ninguém, mas devemos, a cada dia, ser melhores que nós mesmos. Agradeço a leitura do seu artigo porque ela me fez ter mais clareza disso. E também é um convite a perseverar nas mudanças necessárias. Abraços Pollyana

Silvio em 17/02/2009:
Vou utilizar em primeira mão o aprendizado sobre assertividade para comentar este excelente texto. Conhece-ti a si mesmo e vença os fantasmas que impedem o seu progresso, sua realização e felicidade.

 
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