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02/03/2009
RH » Carreira » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Profissional valorizado

Por Valdemir José Francisco para o RH.com.br

As mais recentes pesquisas na área de Recursos Humanos apontam como destaque principal o interesse das organizações por candidatos que possuam autoestima elevada. Preferem a profissionais que olham a vida como um presente de Deus e não como um purgatório, onde a passagem por ela não é expiatória e nem a pior forma de purificação é o trabalho, não sendo a segunda-feira o pior dia da semana e, muito menos, o verbo "trabalhar" causa arrepio.

O trabalho não pode ser visto como uma "maldição", e sim como uma das mais sábias formas de desenvolver as potencialidades do ser humano. Ele pode ser considerado o único meio legítimo de sobrevivência, estabelecido pelas próprias necessidades do homem e também uma maneira de realização pessoal.

O perfil do novo colaborador no presente século é de alguém que está predominantemente "UP", para cima. Que sabe o seu valor, que reconhece que de todas as invenções, ele é o maior milagre da "criação". Nada, por mais moderno, mais fascinante, mais pragmático, poderá substituí-lo. Nenhuma máquina será melhor do que ele, o ser humano.

As novas invenções não vieram para nos aniquilar, e sim para nos ajudar a vencer os desafios contemporâneos. Não precisamos ter medo delas, precisamos incorporá-las ao nosso dia-a-dia e extrair o máximo delas, para podermos nos dedicar com mais tempo e sabedoria à algo que elas não podem fazer: "pensar" e "decidir". Valorização pessoal é o primeiro degrau da escalada pessoal e profissional.

No contexto organizacional, não basta somente ser alguém "UP", para cima. É preciso que ele seja também SENHOR das suas emoções, pois o mundo corporativo moderno é altamente competitivo e às vezes chega ser cruel com alguns. A pressão por resultados cada vez mais imediatos cresce como uma avalanche, de acordo com as céleres mudanças de mercado. Não há mais tempo para a acomodação, para os planejamentos de longo prazo, nem para as lamentações públicas, estas devem ser administradas no recôndito mais secreto possível ou compartilhadas somente com as pessoas mais confiáveis, de preferência as que não pertençam ao ambiente de trabalho.

Administrar as emoções, nem sempre é fácil, pois elas fazem parte intrínseca do ser humano, porém, se não forem reconhecidas, trabalhadas, reprocessadas, podem trazer sérios prejuízos à carreira profissional. Muitos excelentes profissionais não conseguem se controlar quando sua palavra ou projeto é questionado por outras pessoas, quando a empresa passa por momentos instáveis ou quando alguém comete um deslize ou até mesmo uma falha grave. Para ser senhor das emoções é necessário respirar profundamente, várias vezes, antes de tomar qualquer decisão precipitada.

Em complemento ao estado "UP" e ao domínio das emoções, o colaborador valorizado tem visão de águia. Ele enxerga além do seu umbigo, isto significa ver além do expediente, do salário mensal, dos benefícios, das promoções, dos retornos pessoais. Ele vê o futuro da organização a qual pertence, vislumbra os dias futuros com otimismo e dedicação, ultrapassa a mediocridade daqueles que trabalham somente pelo "vil metal" ou somente para "subsistir".

Recentemente ouvi a história de um colaborador que estava para ser demitido de uma empresa, mas antes os patrões pediram que ele montasse os equipamentos e as máquinas em outra cidade, onde a nova fábrica iria funcionar. O colaborador mesmo sabendo que todos seriam demitidos, incluindo ele e que seriam contratadas novas pessoas, nesta nova cidade, comportou-se com extrema ética e profissionalismo. Convocou e estimulou colaboradores desanimados, contratou transporte, enfim, realizou todos os procedimentos necessários e trabalhou com sua equipe todo um final de semana, não tendo hora específica para descansar ou parar. E assim, deixou a fábrica montada em apenas um final de semana, prontinha para funcionar na segunda-feira seguinte.

Quando os patrões chegaram e viram o estabelecimento pronto para funcionar (o que levaria no mínimo uma semana) e o comportamento daquele profissional, perceberam que estavam diante de um funcionário altamente valorizado. Não tiveram dúvidas e imediatamente chamaram-no e fizeram uma proposta para ele mudar de cidade e permanecer trabalhando naquela empresa.

Este exemplo mostra-nos que ainda vale a pena se valorizar, fugir das atitudes convencionais e superar os momentos "DOWN". O maior peso na valorização pessoal ainda continua sendo os comportamentos e as atitudes. Profissional que se valoriza, certamente tem seu espaço reconhecido e garantido no mundo corporativo.

Palavras-chave: | produtividade |

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COMENTÁRIOS (2)
josé flavius torres portugal júnior em 05/03/2009:
As empresas estão começando dar o verdadeiro valor aos profissionais. Obrigado pela ótima leitura.

Renata Canella em 03/03/2009:
Muito bom! Valorização pessoal é fundamental nos dias atuais, pois para ser reconhecido é necessário primeiro se reconhecer e fazer diferença. Artigo estimulante! Parabéns!!

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