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10/08/2009
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O profissional holístico

Por Ângela Oliveira para o RH.com.br

Não nascemos profissionais, nos tornamos a partir de um processo de crescimento, amadurecimento, vivências e experiências com determinadas áreas e atividades. Cada vez mais o mercado exige de nós a capacidade de atuarmos em áreas que não são efetivamente de nossa preferência e passa a exigir flexibilidade para entender que ao realizá-la podemos adquirir novos conhecimentos, além de desenvolvermos habilidades e atitudes importantes, de modo a contribuir para o processo de conquista da posição que pretendemos estar no futuro.

O profissional holístico é composto de uma totalidade, em que o pensar, o sentir e o querer são as energias básicas para a realização. O sentir faz a ponte entre o pensar e o agir. Essa esfera nos coloca em contato com a experimentação e consequentemente nos leva ao aprendizado.

Cada atividade que realizamos faz parte de um quadro maior, onde as peças se completam e se somam ao alcance do objetivo final. São estágios nos quais se obtêm informações, novo olhar e desenvolvem capacidades na direção da área ou profissão escolhida.

Neste contexto, é importante que se compreenda a ideia holística, o pensar sistemicamente, ou seja, entender que as ações, a existência e as demais ocorrências do dia-a-dia não são isoladas. Está conectado a outros acontecimentos ou à vida de outras pessoas e organizações. Pensar e agir sistemicamente não são privilégios, mas, sim, necessidades, e cabem a todos, estejam atuando onde estiverem.

Encare qualquer emprego, tarefa, apresentação ou outra prática como uma licença para aprender. Faça muitas perguntas, pense como cliente, observe o processo total do qual faz parte e como ele pode ser melhorado. O importante é estar engajado psicologicamente nas tarefas e conexões, e estar aberto para aprender. Em outras palavras: o esforço faz a diferença.

As qualidades mais importantes para a construção de uma carreira de sucesso não são atributos congênitos como, por exemplo, altura ou cor dos olhos, mas a flexibilidade, a tolerância à incerteza, a capacidade de levantar-se depois da queda. É tornar-se um autoaprendiz, é encontrar o seu caminho com o coração, é usar o processo de autorreflexão e de uma revisão constante de importantes verdades a respeito de nós mesmos. Redescobrir a estrada que percorremos ao longo da vida, ainda que você seja jovem.

Certa vez, alguém perguntou a um velho se ele tinha crescido naquela cidade. A resposta dele foi: "ainda não". O processo de crescimento é contínuo, essa é a mensagem que nos ensina a resposta do velho sábio.

Palavras-chave: | flexibilidade | profissionalismo |

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COMENTÁRIOS (3)
Cleber Barros em 05/04/2010:
Olá Ângela, parabéns pelo excelente artigo; não só por ele ter sido abordado em um processo seletivo para uma grande empresa brasileira, mas principalmente por se tratar de uma realidade nos dias atuais. E falo esta última parte por experiência própria. Pretendo ler outros artigos de sua autoria.

Ângela em 30/03/2010:
Seu artigo é muito pertinente, pois os que estão em busca de uma profissão, esquecem do estar aberto para as suas qualidades, e é isso que faz toda a diferença ao longo da vida. Parabéns!

Marly Magalhães em 29/03/2010:
Parabéns pelo artigo. Muito rico e digno de figurar num concurso como o que fiz esse final de semana.

 
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