Por Patrícia Almeida para o RH.com.br 
Ao iniciar o curso de Psicologia, já tinha certo que trabalharia na área de Recursos Humanos e, embora várias dúvidas e inseguranças surgissem, não parava de pesquisar ou agir: lia muito sobre o assunto, conversava com estudantes dos últimos períodos e vivia atualizando o meu currículo, é claro.
No segundo ano de curso iniciei a minha experiência no RH, especificamente no departamento de Recrutamento & Seleção de uma empresa com 500 empregados. Ao mesmo tempo em que trabalhava para aprender a ser uma boa profissional, também tentava entender o que uma organização busca em um trabalhador, afinal, além de estagiária de Psicologia, também era uma candidata a emprego.
A proporção do medo somente reduziu ao perceber que não era a única a ter tantas inseguranças. Com frequência, os funcionários das companhias por onde passei perguntavam: "Vem cá, para que servia aquela dinâmica?", "Nossa, quando eu respondi que tinha filhos, achei que vocês não ia me selecionar", "Eu pensei que não seria selecionado, afinal, eu não consegui resolver aquele problema". Sim, estas eram parte de uma infinidade de perguntas que as pessoas faziam.
Aos poucos, percebi que por trás deste tipo de pensamento não só das pessoas, mas também meu, existia uma crença de que somente à empresa cabe a responsabilidade por admitir um profissional. É ela quem escolhe a pessoa. Não se subestime, meu caro, porque o seu papel na conquista de um bom trabalho é essencial.
Se por um lado as organizações podem e devem melhorar os seus processos seletivos, por outro, é ao candidato que se deve uma revisão em sua atitude. Para ser um vendedor é necessário, no mínimo, conhecer sobre o produto que irá vender, saber ouvir, saber persuadir, ir além das aparências e gostar do que faz. E não será um psicólogo ou algum profissional da companhia quem irá indicar ou contraindicar alguém.
Às vezes, sem perceber a pessoa sabota a si mesma enquanto profissional. Como? Chegando atrasado porque errou o endereço; apresentando-se de boné porque o sol está quente; não demonstrando o devido interesse à vaga. Neste caso, meu caro, não adianta pular da cama com a síndrome de Hardy: "Oh dia, oh céus, oh azar!".
Para ter um bom trabalho, uma boa renda ou ser reconhecido é necessário criar um ambiente de ganha-ganha e se comprometer. A mim, candidato, cabe: entender, aprofundar e desenvolver determinado saber e demonstrá-lo com prazer à empresa, sempre lembrando que tem um futuro. Aja com ética, respeito, honestidade, indicando soluções e contribuições positivas para a área hoje, porque amanhã colherá os frutos do seu feito.
O importante mesmo é pensar que a crise não deve ser desculpa para você mesmo, porque se o seu desejo é conseguir um trabalho, seja interessado, sensível às necessidades do outro. Não pare diante das regras e políticas estabelecidas. Lute!
Palavras-chave: | adversidade | empregabilidade | atitude |



