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24/08/2009
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Com a crise, não estou conseguindo arrumar emprego

Por Patrícia Almeida para o RH.com.br

Ao iniciar o curso de Psicologia, já tinha certo que trabalharia na área de Recursos Humanos e, embora várias dúvidas e inseguranças surgissem, não parava de pesquisar ou agir: lia muito sobre o assunto, conversava com estudantes dos últimos períodos e vivia atualizando o meu currículo, é claro.

No segundo ano de curso iniciei a minha experiência no RH, especificamente no departamento de Recrutamento & Seleção de uma empresa com 500 empregados. Ao mesmo tempo em que trabalhava para aprender a ser uma boa profissional, também tentava entender o que uma organização busca em um trabalhador, afinal, além de estagiária de Psicologia, também era uma candidata a emprego.

A proporção do medo somente reduziu ao perceber que não era a única a ter tantas inseguranças. Com frequência, os funcionários das companhias por onde passei perguntavam: "Vem cá, para que servia aquela dinâmica?", "Nossa, quando eu respondi que tinha filhos, achei que vocês não ia me selecionar", "Eu pensei que não seria selecionado, afinal, eu não consegui resolver aquele problema". Sim, estas eram parte de uma infinidade de perguntas que as pessoas faziam.

Aos poucos, percebi que por trás deste tipo de pensamento não só das pessoas, mas também meu, existia uma crença de que somente à empresa cabe a responsabilidade por admitir um profissional. É ela quem escolhe a pessoa. Não se subestime, meu caro, porque o seu papel na conquista de um bom trabalho é essencial.

Se por um lado as organizações podem e devem melhorar os seus processos seletivos, por outro, é ao candidato que se deve uma revisão em sua atitude. Para ser um vendedor é necessário, no mínimo, conhecer sobre o produto que irá vender, saber ouvir, saber persuadir, ir além das aparências e gostar do que faz. E não será um psicólogo ou algum profissional da companhia quem irá indicar ou contraindicar alguém.

Às vezes, sem perceber a pessoa sabota a si mesma enquanto profissional. Como? Chegando atrasado porque errou o endereço; apresentando-se de boné porque o sol está quente; não demonstrando o devido interesse à vaga. Neste caso, meu caro, não adianta pular da cama com a síndrome de Hardy: "Oh dia, oh céus, oh azar!".

Para ter um bom trabalho, uma boa renda ou ser reconhecido é necessário criar um ambiente de ganha-ganha e se comprometer. A mim, candidato, cabe: entender, aprofundar e desenvolver determinado saber e demonstrá-lo com prazer à empresa, sempre lembrando que tem um futuro. Aja com ética, respeito, honestidade, indicando soluções e contribuições positivas para a área hoje, porque amanhã colherá os frutos do seu feito.

O importante mesmo é pensar que a crise não deve ser desculpa para você mesmo, porque se o seu desejo é conseguir um trabalho, seja interessado, sensível às necessidades do outro. Não pare diante das regras e políticas estabelecidas. Lute!

Palavras-chave: | adversidade | empregabilidade | atitude |

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COMENTÁRIOS (5)
Givanildo em 14/11/2009:
Típico comentariozinho de RH.....O RH só serve para uma coisa nas organizações: apenas vetar contratações que o GESTOR CONTRATANTE selecionou...E já vi o RH vetar muita gente boa! E já vi o RH aprovar gente sem escrúpulos, que semeia a discórdia entre os colaboradores, mal caráter e sem capacidade técnica para desempenho das funções. Essa é hoje uma área totalmente dispensável dentro de uma organização, apenas é necessário o departamento pessoal, as contratações devem ser de inteira responsabilidade do gestor contratante.

Magda Tauchen em 27/09/2009:
Parabéns ! Patricia Infelizmente ainda nos dia de hoje as pessoas não tomam ciência que a sua contratação se deve muito mais pelo seu comportamento, do que por suas experiências. O que adianta ter um currículo excelente e quando chega em uma entrevista se jogam literalmente na cadeira, muitas vezes de boné, mochila nas costas e ainda para completar têm aqueles que vão de fone de ouvido como se estivessem indo para um passeio com os amigos e não para uma entrevista de emprego. E o que mais me indigna nisso tudo que embora você dê o feedback para que numa próxima oportunidade eles não repitam o erro alguns ainda se sentem ofendidos. Concordo que os processos devam ser cada melhores para o encontro dos melhores candidatos mas também penso que as organização deva também dar esse retorno informando o porque da sua não seleção, para que cada vez os feedbacks façam parte da vida desses candidatos e que com isso eles não fiquem imaginando e tenham certeza do que devem melhoras. Um grande abraço.

Giselle Martins em 28/08/2009:
Muito bom Patrícia. Este ano estarei passando pelo processo de recolocação. Após ler o seu artigo, pude perceber que estou no caminho certo. Parabéns e obrigada pelas dicas. Giselle Martins - Belo Horizonte

Angela em 26/08/2009:
Patrícia, obrigada pela dica. Um abraço.

PAULA CRISTINA FEITOZA NUNES em 26/08/2009:
É muito importante a sua colocação, hoje sou estagiária de rh de uma empresa e sinto que o rh ainda é um tabú a ser desvendado, pois quanto mais conhecemos a área, mais novidades surgem e acabam se tonando algo renovável a todo tempo

 
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