Ângela Oliveira Executiva em diversas empresas, nos segmentos de varejo, indústria, e serviços. Consultora e Especialista em Psicologia Organizacional. Sócia diretora da empresa AOF Assessoria onde tem a missão de assessorar empresas em educação corporativa (T&D), reestruturação, gestão comercial e geração de novos negócios. Pós-Graduação em Psicologia Organizacional (UNISA), Extensão em Docência (FGV) e Graduação em Serviço Social (OSEC). Colunista com artigos publicados em diversos veículos da mídia eletrônica.
"Na sua carreira o conhecimento é como um litro de leite, ele tem prazo de validade impresso na embalagem. O prazo de validade de um diploma universitário é de menos de dois anos. Portanto, se você não substituir tudo o que sabe a cada três anos, sua carreira irá deteriorar-se exatamente como aquele litro de leite" (Meister). Um novo momento bate a nossa porta, nada é permanente, nem mesmo o conhecimento. As mudanças são frequentes e profundas e exigem respostas ágeis e um novo profissional.
Se olharmos num passado distante, os países em destaque eram os possuidores da Terra através da colonização, um pouco mais a frente e com o advento da Revolução Industrial a máquina passa a ser a grande riqueza. Hoje, início do Século XXI, destacam-se a tecnologia e as convergências que advém do conhecimento. E como o conhecimento é uma produção humana e pertence às pessoas, estas são e serão o grande diferencial deste período.
Esse novo momento exige profundas mudanças estruturais, culturais e essencialmente na mentalidade das pessoas e das organizações. É preciso estimular um pensamento mais reflexivo, crítico e estratégico. É necessário ter uma postura voltada à aprendizagem de forma continuada. Já que o cerne do aprendizado está em potencializar a busca do conhecimento, a capacidade de aprender a aprender.
Mas, as pessoas só se dispõem a aprender algo quando estão mobilizadas, envolvidas por um motivo e quando percebem que este comportamento trará benefícios para si. Portanto, é preciso que a introdução do novo desperte a motivação, de modo que promova o desprendimento do habitual e rotineiro para a entrega ao novo, o que significa desaprender velhos conceitos para incorporar um novo.
Essas mudanças não são rápidas, visto que carregamos muitas crenças enraizadas ao longo da vida. Mudar pede a imposição de uma ação, a saída da posição de inércia e um esforço de adaptação. Exige um processo de exploração continuada do conhecimento para então conceber e inovar. As pessoas devem libertar-se dos paradigmas que limita as novas ideias. Deve buscar a criatividade e a liberdade para errar. Deve haver um maior comprometimento com a qualidade, desde o primeiro momento.
Numa era de mudanças e incertezas como a atual, fruto de uma globalização que acabou com a segurança, onde as relações trabalhistas não estão mais sob os pilares da estabilidade e as pessoas passam a ter mais importância nos resultados organizacionais. Exige dos profissionais uma constante reciclagem e a busca do autodesenvolvimento de forma que se possa superar o prazo de validade estampado na embalagem, assim como o litro de leite. Fica aqui um convite: avalie o seu prazo de validade e certifique se sua carreira irá deteriorar exatamente como aquele litro de leite.
Jair de Oliveira em 30/10/2009: Oportuno. Tocando. Real. Verdadeiro. Inequívoco. Atualíssimo.
Ângela, obrigado por compartilhar seus conhecimentos e me permitir "acordar" para a realidade nua e crua da vida profissional, pessoal e íntima. A única coisa que o homem deve temer é a ignorância, este mal que é a erva danina da humanidade; boa parte vive na fantasia da ilusão, sem conhecer o êxtase da realidade. Tudo no Universo está em movimento e quem fica parado é atropelado, não há compaixão por quem e de quem quer que seja.
Carla Burlamaqui em 30/10/2009: Parabéns pelo artigo.
As vezes apesar de parecer estar na validade, quando abrimos percebemos que o leite azedou.
Quantas pessoas conhecemos que ainda se acham na validade??
Michely Uany em 30/10/2009: O artigo ficou muito bom, porque mostra a perecibilidade das informações no mundo de hoje. Confesso que essa velocidade me assusta um pouco. Porém, a única coisa que sei é que aprender precisa ser um hábito. Parabéns pelo texto, ele é esclarecedor!
eurico fernandes em 29/10/2009: Perfeito, hoje as mudanças correm na velocidade da luz, sejam metodológicas, tecnológicas e afins. Parabéns, um abraço a todos
Jose Ramos de Melo em 29/10/2009: É importante saber que o conhecimento não é um acúmulo de informações, mas a utilização delas em nossa vida. Porque aquilo que não usamos, esquecemos, se esquecemos, não conhecemos.Dessa forma nem tudo caduca. Além do mais há o conhecimento técnico, esse sim, passível de constantes mutações e o conhecimento comportamental, de grande longevidade. As informações que acumulamos no curso superior em grande parte caducam, embora os conceitos e aspectos históricos se mantenham. Partindo desse prisma, a Angela foi muito feliz em nos acordar para o constante aprimoramento e que pode ser feito com leituras, participações de cursos, palestras e congressos. Parabéns e Abraços!
Deise em 27/10/2009: Sou concluinte do curso de administração de empresas e fiquei surpresa com o prazo de validade de um diploma.É certo que a atualização do profissional é fundamental, mas percebi que é ainda mais urgente e fundamental do que pensava.
Admilson Matias em 27/10/2009: Otimo texto Ângela, se todos profissionais fôssem assim, muitos já passaram do vencimentos e ainda insistem em ideias arcaicas.
Já faz 10 meses que me formei e já estou me sentindo meio fora do prazo, mas textos como o seu faz agente ter vontade de se reinvetar.
abraços
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