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07/12/2009
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Um novo profissional e suas competências

Por Sonia Jordão para o RH.com.br

Há organizações que em tempos difíceis demitem alguns de seus funcionários. Porém, há profissionais que sempre ficam na empresa. Eles não correm riscos, passam por várias crises e só saem se quiserem, e não porque são demitidos. São aqueles talentos considerados como estrelas na corporação. A companhia depende mais desse profissional do que ele dela.

O que diferencia o "profissional-estrela" daqueles que são demitidos? Normalmente é o famoso CHA - Conhecimentos, Habilidades e Atitudes. Esses são os profissionais competentes naquilo que fazem. Então, como ser um profissional-estrela? Como ser um vencedor nesse mundo de extrema competitividade? Acredito que se entendermos o que as organizações esperam é possível melhorar a empregabilidade e ser um trabalhador vencedor.

O profissional precisa apresentar um determinado nível de conhecimento sobre os procedimentos, as normas e os padrões internos da empresa necessários para exercer suas atividades: é isso que as organizações querem. As companhias, também, esperam que o funcionário se desenvolva, tome para si a responsabilidade de manter-se atualizado. Que procure prover os meios de preencher as lacunas de competências técnico-funcionais solicitando, quando necessário, apoio institucional. Enfim, que tenha conhecimento.

Muitas são as habilidades que esses profissionais precisam ter. Algumas, porém são comuns à maioria dos colaboradores nas mais diversas organizações. A primeira que relaciono é a responsabilidade. A empresa espera que o profissional tenha envolvimento e comprometimento com o trabalho. Espera, também, que se empenhe em manter organizado e em bom estado equipamentos, ferramentas, instrumentos e o próprio local de trabalho.

Outra habilidade fundamental nos dias de hoje é a capacidade de trabalhar em equipe e de ter bom relacionamento interpessoal; é preciso ter habilidade para interagir com os demais membros da equipe e saber ouvir posições contrárias. É necessário ter espírito de cooperação, ter desenvoltura no relacionamento com seus pares, lideranças e liderados, além de ter a disposição de aceitar a diversidade que existe dentro da organização.

Outras habilidades que têm valor no mundo globalizado são flexibilidade, participação, criatividade e iniciativa. O profissional precisa ter facilidade para utilizar novos métodos, procedimentos e ferramentas; reagir bem às mudanças, adaptando-se rapidamente às novas rotinas em seu trabalho. Necessita também demonstrar interesse, entusiasmo e determinação na execução de suas atividades. Ser pró-ativo, contribuir com ideias e sugestões, e não levar somente problemas para seus líderes.

Para ser competente é preciso, também, ter atitude; é preciso agir. As empresas esperam que seus profissionais ajam com disciplina. O profissional-estrela segue programações, observa as determinações das lideranças, não recusa tarefas e aceita as normas e regras da organização.

Ele também é pontual e assíduo. Pontual no início das atividades do dia e após os intervalos. Chega no horário combinado para reuniões e treinamentos. Entrega suas tarefas no tempo previsto. Além disso, está presente nos dias e horários combinados. Não sai para resolver problemas particulares em momentos que a empresa necessita de seu trabalho. Sabe que suas atividades são importantes e que se faltar com suas obrigações pode prejudicar seus colegas, sobrecarregando-os.

Outra atitude que é muito valorizada é a ética. E isso nada mais é do que agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. Ser ético é também agir de acordo com os valores morais de uma determinada sociedade em itens como: integridade, sigilo, discrição, respeito, cortesia, discernimento entre questões profissionais e pessoais. Profissionais éticos assumem seus erros, respeitam seus colegas e seus líderes. Também não dão prejuízo para a empresa, valorizam seu horário de trabalho como sendo um tempo que a companhia está pagando por ele e, portanto, deve ser usado para assuntos profissionais.

Além do CHA, as organizações esperam que o colaborador tenha produtividade e que se concentre nos resultados, assumindo compromissos com as metas. Que tenha habilidade em administrar prazos e solicitações, apresentando resultados satisfatórios, mesmo diante de demandas excessivas. Claro que isso inclui ter capacidade de trabalhar sob pressão, para conseguir obter a produtividade necessária.

Por último, e não menos importante, o profissional-estrela trabalha com qualidade. Faz bem feito, realiza suas atividades de forma completa, precisa e criteriosa, atendendo aos padrões de qualidade esperados.

Há diversas outras habilidades e atitudes que os bons profissionais podem desenvolver. Algumas funções, inclusive, exigem outras. Entre elas podemos citar a habilidade de liderar, a capacidade de concentrar-se, ser assertivo, ter empatia e agir com objetividade. As que listei nesse artigo são aquelas que eu considero comuns a muitas profissões e em diversas funções.

Ser um profissional-estrela não é fácil, por isso eles são poucos. O ideal é buscar o autoconhecimento e saber o que você precisa trabalhar em suas características, fortalecer seus pontos fortes e minimizar os fracos. É importante lembrar que o profissional que reúne as características acima vale ouro no mercado de trabalho.

Palavras-chave: | competência | profissionalismo |

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COMENTÁRIOS (5)
Maria de Lourdes Faria Leite em 16/08/2010:
Parabéns. Este artigo vem mostrar que buscar conhecimento para aprender é o exercicio que deve ser feito todos os dias e em todas as áreas da vida.

Shirley em 14/12/2009:
Interessante sua abordagem. Há algum tempo os processos seletivos vem sendo conduzidos com foco em competências. Competências estão associadas a um contexto e a um perfil. Considerando essa premissa, porquê se é cada vez maior essa adequação o número de profissionais insatisfeitos no trabalho, de acordo com pesquisas, é considerado grande?

Flavius júnior em 10/12/2009:
Eu almejo esta denominação. Ótimo texto.

Lice Enderlein em 10/12/2009:
Sonia abordou o assunto de forma completa e clara. Sou docente e estou com uma turma de T&D e justamente abordei este assunto CHA e Desenvolvimento de Competências na segunda-feira passada; tudo o que você falou no seu texto foi o que transmiti aos alunos. Bom saber que estamos, ambas, antenadas. Parabéns.

Ronaldo Aguiar Nunes em 09/12/2009:
Parábens pelo artigo. Simples e objetivo.

 
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