Por Sonia Jordão para o RH.com.br 
Há organizações que em tempos difíceis demitem alguns de seus funcionários. Porém, há profissionais que sempre ficam na empresa. Eles não correm riscos, passam por várias crises e só saem se quiserem, e não porque são demitidos. São aqueles talentos considerados como estrelas na corporação. A companhia depende mais desse profissional do que ele dela.
O que diferencia o "profissional-estrela" daqueles que são demitidos? Normalmente é o famoso CHA - Conhecimentos, Habilidades e Atitudes. Esses são os profissionais competentes naquilo que fazem. Então, como ser um profissional-estrela? Como ser um vencedor nesse mundo de extrema competitividade? Acredito que se entendermos o que as organizações esperam é possível melhorar a empregabilidade e ser um trabalhador vencedor.
O profissional precisa apresentar um determinado nível de conhecimento sobre os procedimentos, as normas e os padrões internos da empresa necessários para exercer suas atividades: é isso que as organizações querem. As companhias, também, esperam que o funcionário se desenvolva, tome para si a responsabilidade de manter-se atualizado. Que procure prover os meios de preencher as lacunas de competências técnico-funcionais solicitando, quando necessário, apoio institucional. Enfim, que tenha conhecimento.
Muitas são as habilidades que esses profissionais precisam ter. Algumas, porém são comuns à maioria dos colaboradores nas mais diversas organizações. A primeira que relaciono é a responsabilidade. A empresa espera que o profissional tenha envolvimento e comprometimento com o trabalho. Espera, também, que se empenhe em manter organizado e em bom estado equipamentos, ferramentas, instrumentos e o próprio local de trabalho.
Outra habilidade fundamental nos dias de hoje é a capacidade de trabalhar em equipe e de ter bom relacionamento interpessoal; é preciso ter habilidade para interagir com os demais membros da equipe e saber ouvir posições contrárias. É necessário ter espírito de cooperação, ter desenvoltura no relacionamento com seus pares, lideranças e liderados, além de ter a disposição de aceitar a diversidade que existe dentro da organização.
Outras habilidades que têm valor no mundo globalizado são flexibilidade, participação, criatividade e iniciativa. O profissional precisa ter facilidade para utilizar novos métodos, procedimentos e ferramentas; reagir bem às mudanças, adaptando-se rapidamente às novas rotinas em seu trabalho. Necessita também demonstrar interesse, entusiasmo e determinação na execução de suas atividades. Ser pró-ativo, contribuir com ideias e sugestões, e não levar somente problemas para seus líderes.
Para ser competente é preciso, também, ter atitude; é preciso agir. As empresas esperam que seus profissionais ajam com disciplina. O profissional-estrela segue programações, observa as determinações das lideranças, não recusa tarefas e aceita as normas e regras da organização.
Ele também é pontual e assíduo. Pontual no início das atividades do dia e após os intervalos. Chega no horário combinado para reuniões e treinamentos. Entrega suas tarefas no tempo previsto. Além disso, está presente nos dias e horários combinados. Não sai para resolver problemas particulares em momentos que a empresa necessita de seu trabalho. Sabe que suas atividades são importantes e que se faltar com suas obrigações pode prejudicar seus colegas, sobrecarregando-os.
Outra atitude que é muito valorizada é a ética. E isso nada mais é do que agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. Ser ético é também agir de acordo com os valores morais de uma determinada sociedade em itens como: integridade, sigilo, discrição, respeito, cortesia, discernimento entre questões profissionais e pessoais. Profissionais éticos assumem seus erros, respeitam seus colegas e seus líderes. Também não dão prejuízo para a empresa, valorizam seu horário de trabalho como sendo um tempo que a companhia está pagando por ele e, portanto, deve ser usado para assuntos profissionais.
Além do CHA, as organizações esperam que o colaborador tenha produtividade e que se concentre nos resultados, assumindo compromissos com as metas. Que tenha habilidade em administrar prazos e solicitações, apresentando resultados satisfatórios, mesmo diante de demandas excessivas. Claro que isso inclui ter capacidade de trabalhar sob pressão, para conseguir obter a produtividade necessária.
Por último, e não menos importante, o profissional-estrela trabalha com qualidade. Faz bem feito, realiza suas atividades de forma completa, precisa e criteriosa, atendendo aos padrões de qualidade esperados.
Há diversas outras habilidades e atitudes que os bons profissionais podem desenvolver. Algumas funções, inclusive, exigem outras. Entre elas podemos citar a habilidade de liderar, a capacidade de concentrar-se, ser assertivo, ter empatia e agir com objetividade. As que listei nesse artigo são aquelas que eu considero comuns a muitas profissões e em diversas funções.
Ser um profissional-estrela não é fácil, por isso eles são poucos. O ideal é buscar o autoconhecimento e saber o que você precisa trabalhar em suas características, fortalecer seus pontos fortes e minimizar os fracos. É importante lembrar que o profissional que reúne as características acima vale ouro no mercado de trabalho.
Palavras-chave: | competência | profissionalismo |



