O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Conheça os cursos online e os eventos virtuais do RH.com.br
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »






09/03/2010
RH » Carreira » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Jovens executivos descobrem oportunidades de carreira

Por Octavio Pitaluga Neto para o RH.com.br

Iniciamos a saga do CNO - Chief Networking Officer publicando um artigo em revista de circulação nacional, quando definimos todas suas responsabilidades e o processo de implementação de gestão de redes de negócios nas organizações. Depois, analisamos o CNO como oportunidade de carreira para mulheres executivas e executivos seniores. Continuaremos a discutir o CNO com foco em executivos no início de carreira. Esse é um assunto que interessa a qualquer profissional que queira desenvolver novas competências, ampliar a rede de relacionamentos, inclusive para quem atua na área de Recursos Humanos.

Todo mundo conhece o conto de João e Maria. Vejamos uma versão mais moderna do mesmo. João é o melhor aluno da turma, mas é um tanto introspectivo. Suas melhores notas são nas matérias: matemática e física. Ele é aparentemente tímido, mas muito observador e com um raciocínio estratégico/analítico de fazer inveja. Ele é aprovado numa das melhores faculdades do país na área de Exatas. Já Maria é a menina mais popular da turma. Ela conhece a todos e todos a conhecem. Ela possui uma memória incrível e um sincero interesse por pessoas, em geral. Ela resolve fazer faculdade na Área de Humanas, mais precisamente, Comunicação.

Anos mais tarde, os dois reencontram-se num evento corporativo. João está como analista de um grande banco. Maria já trabalha faz dois anos na área comercial de um grande grupo de telecomunicações. Ambos estão muito bem em suas carreiras e, recentemente, fizeram um treinamento sobre o novo modelo de liderança do CNO - Chief Networking Officer. Eles discutem sobre as possibilidades e os desafios de implementar essa metodologia em suas respectivas empresas e carreiras.

Ambos já estão bem familiarizados com as principais redes sociais. Desde os tempos da faculdade e dos estágios que eles mantêm contato com todos os colegas, os familiares e os profissionais dos mais diversos ramos e perfis que encontraram nessa caminhada. Nenhum contato foi negligenciado, pois tanto João quanto Maria entenderam, desde cedo, o profundo valor desses relacionamentos para suas carreiras.

As redes sociais muito os ajudaram a se manter na mente dessas pessoas nas mais diversas ocasiões como celebrações de aniversário, Natal e mesmo em momentos difíceis da vida de cada um. Isso sem contar com almoços e happy-hours regulares ao longo do ano. Por vezes, Maria organizava uma grande festa em algum lugar apenas para manter o contato ao vivo com os colegas da faculdade e saber como todos estavam.

Maria tem um banco de dados pessoal na ordem de dez mil contatos, espalhados nas mais diversas redes sociais. João contava apenas com dois mil, alegando que não tinha muito tempo para manter os contatos atualizados. Maria enfatizou para João a importância de aprender a usar as redes sociais eficientemente com foco em carreira, empreendedorismo e negócios corporativos.

Ela contou que graças a um relacionamento virtual em redes sociais com um executivo Europeu, ela ajudou a tecer uma parceria muito importante para sua empresa que já estava dando bons resultados financeiros, para ambas as organizações. Essa atitude construtiva foi reconhecida pelos seus superiores na forma de um bônus e de uma viagem internacional ao país, onde o parceiro estava localizado como membro integrante da equipe brasileira.

Então, João começou a rapidamente calcular que se ele desenvolvesse apenas dez novos contatos através das redes sociais por dia de trabalho, isso daria uma média de 200 novos contatos por mês, 2.400 novos contatos por ano e 24 mil contatos adicionais, em 10 anos. Nesse período, ele já esperava estar posicionado como Gerente Pleno na sua organização ou em similar de destacado porte. Certamente que seu capital de relacionamento seria muito apreciado por diversas organizações, ajudando a acelerar ainda mais sua carreira mesmo numa eventual crise econômica.

Ambos concluíram que o primeiro passo a ser dado como CNO - Chief Networking Officer é a familiarização imediata com redes sociais e o mapeamento de todos seus contatos, através das mesmas e sempre tendo um banco de dados pessoal como back-up para qualquer eventualidade. João e Maria resolveram destacar esse patrimônio em seus respectivos resumes, de agora em diante.

Rapidamente eles entenderam que o eficiente uso de recursos como o tempo e as ferramentas oferecidas pela Internet podem fazer uma tremenda diferença nas suas vidas, tanto social quanto profissional.

 

Palavras-chave: | crescimento profissional | networking |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (1)
João Felipe Brazão Picorelli em 10/04/2010:
O texto é muito bom e de fácil entendimento. A mensagem transmitida realmente ilustra uma realidade ainda pouco praticada pelos profissionais. Hoje em dia, muita se fala em networking, porém, pouco se pratica, ou seja, o networking é feito, mas não é mantido. Os profissionais vivem nas condições do "João", nunca temos tempo para isso ou aquilo". Essa é uma realidade que eu tento transmitir para os profissionais os quais administro o plano de carreira. Vou sugerir em meus treinamentos, que os profissionais adotem a metodologia "João e Maria" de networking, utilizar redes sociais e criar um banco de dados visando manter ativos os mais diversos contatos.

PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Curso Online do RH.com.br

Curso Online do RH.com.br



PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.