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06/10/2010
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Dois desafios do século XXI para mulheres executivas

Por Carla Fernanda G. Panisset para o RH.com.br

Mulheres em cargos executivos têm dois grandes desafios no século XXI: crescer profissionalmente sem sacrificar a maternidade e sua vida pessoal, e encontrar seu estilo de liderança.

Entre os anos 80 e o início dos anos 2000, vimos a ascensão das mulheres no mercado de trabalho, desbravando áreas dominadas anteriormente pelos homens e consolidando seus espaços, inclusive recebendo salários até então merecidos apenas por eles. Se por um lado esse avanço foi crucial para se abrir um novo caminho e deixá-lo de herança para as mulheres que ingressam em suas carreiras agora, por outro lado exigiu preços altos.

Os consultórios estão repletos de queixas sobre doenças, filhos hiperativos e educados por babás com cultura e vocabulário totalmente diferentes, insatisfação com ritmo de vida além do suportável, falta de tempo para desenvolver outros interesses e para usufruir do lazer e do casamento, que acaba "falindo".

Para vivermos de forma equilibrada, precisamos aprender a "Viver em compartimentos hermeticamente fechados", que é o primeiro princípio do americano Dale Carnegie para evitar as preocupações. Dale Carnegie foi o primeiro autor a abordar o assunto estresse no mundo, tendo publicado seu best-seller "Como evitar as preocupações e começar a viver", em 1948, e tendo vendido mais de 50 milhões de cópias em 36 idiomas, desde então. No caso das mulheres, não levar problemas do trabalho para casa talvez seja até mais fácil do que o contrário; afinal, qual mãe consegue trabalhar, mantendo o foco, tendo o filho doente em casa, sob cuidados de terceiros?

Algumas respostas possíveis seriam:
1 - Criar uma estrutura em casa que possa liberar a mãe para não "misturar as áreas" de sua vida e dedicar, consequentemente, seu tempo no escritório apenas a tarefas profissionais.
2 - Promover horário de meio-expediente.
3 - Dividir as tarefas que precisem ser feitas no local da empresa e aquelas que podem ser feitas remotamente, reorganizando seu horário.
4 - Trabalhar em sistema de home office, quando a empresa abre essa possibilidade.

Em 2005, mais de 11 milhões de profissionais já trabalhavam em casa nos Estados Unidos e, deste número, 51% do total eram de mulheres. Essa opção apresenta riscos para quem não consegue se disciplinar, mas vem conquistando empresas que desejam reduzir custos fixos com imóveis, mobiliários, equipamentos e infraestrutura. Muito já se discutiu sobre como esses custos engolem vorazmente os lucros das organizações.

Além do excesso de horas fora de casa, outras grandes fontes de estresse em mulheres executivas são as frustrações e a pressão a que são submetidas. Segundo Dale Carnegie: "Nossa fadiga com frequência não é causada pelo trabalho, mas por preocupações e ressentimentos". Criar novas atitudes e variar os hábitos diários ajuda a baixar os níveis de estresse.

Para aquelas mulheres que vivem queixando-se, mas nunca se imaginaram trabalhando em horários e sistemas alternativos, pode ter chegado o momento de arriscar! Para isso, é necessário abrir mão de antigos apegos. Um deles, por exemplo, é acreditar que sua ausência ao escritório a fará perder poder e se tornar descartável. Aprenda a delegar e forme sucessores. Brilhe por seu resultado, por sua habilidade em inspirar pessoas, e não pela bela cadeira na qual você se senta!

 

Palavras-chave: | mulher | inovação |

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COMENTÁRIOS (2)
Claudia Santos em 13/10/2010:
Achei essa matéria muito boa e vem confirmando algo que tenho pensado muito que é o desenvolvimento de parte do meu trabalho em casa. Tenho duas filhas pequenas ( 5 e 1 ano de idade) e tem me pesado muito ficar afastada delas. Boa dica esse texto!

Patricia Utida em 06/10/2010:
Acredito que se as empresas oferecessem mais oportunidades dentro do sistema de home office, muito mais mulheres estariam no mercado de trabalho.

 
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