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10/04/2012
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Transforme sua carreira ou o início dela

Por Rute Paixão dos Santos para o RH.com.br

Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua, dirigido por Michael Bay, é um filme de ação e ficção científica. Contudo, podemos perceber, no desenrolar do filme, as dificuldades que os jovens enfrentam quando da inserção no mercado de trabalho; a necessidade deles terem objetivos concretos e determinação para conseguirem inclusão no tão competitivo mundo empresarial.

O filme narra (para quem tem o olhar de RH) a dificuldade do jovem Sam Witwicky, interpretado por Shia LaBeouf, para se inserir no mercado de trabalho, mesmo tendo se formado em uma faculdade de renome como a Ivy League, e sendo considerado um heroi por salvar o planeta duas vezes - o que lhe deu uma medalha, entregue pelo presidente Barack Obama.

À parte os exageros do filme referentes às desgraças com Sam Witwicky, mesmo ele possuindo as "bagagens" citadas anteriormente, o personagem consegue apenas um emprego como contínuo em uma empresa de tecnologia. Esta, por sinal, trata os seus funcionários como meros robôs, destituídos de sentimentos, o que podemos perceber através da cena que retrata a definição de cores por andar. E essas mesmas cores, que identificavam os andarem, nunca poderiam se misturar.

Podemos fazer uma associação com o Projeto Jovem Aprendiz e a inclusão dos jovens no mercado de trabalho. Para quem não conhece o projeto, segue uma explicação simples: é um incentivo do Governo para a inclusão de jovens, na faixa etária de 14 a 24 anos, que estejam preferencialmente matriculados no ensino fundamental, cuja jornada de trabalho seja de, no máximo seis horas diárias, podendo em alguns casos estender-se para oito horas se o jovem já houver concluído os estudos, mas nesses casos serão computadas as horas de aprendizagem teórica.

É na aprendizagem teórica que esses jovens recebem uma educação voltada para "o aprender a aprender para a vida". Tenho o privilegio de participar da instrução de alguns alunos do Projeto Jovem Aprendiz e percebo, entre a maioria dos professores, supervisores e coordenadores do projeto, um direcionamento para o desenvolvimento e a capacitação de profissionais pensantes, que saibam lidar com o outro, resolver conflitos, trabalhar em equipe, ter conhecimento técnico e, o principal, um bom relacionamento interpessoal.

Na maioria das vezes, os jovens saem da teoria e se deparam com empresas que ainda mantêm o trabalho "escravo", que preferem a mão de obra barata e não incentivam o conhecimento entre os funcionários. Estes, na sua maioria, não têm um bom relacionamento interpessoal com os colegas de trabalho e assim, infelizmente, o jovem tem que conviver em um clima totalmente hostil.

O filme Transformers 3 foca muito bem a desvalorização dos jovens no mercado de trabalho, como se eles não possuíssem experiências de vida, e percebemos isso nas cenas em que Sam Witwicky é chamado de moleque por um dos funcionários da NASA. Outra cena que enfoca a desvalorização dos jovens é a sátira feita pelo chefe de Sam Witwicky na empresa de tecnologia, por ele usar os sites de relacionamentos como Twitter e Facebook.

Não serei ingênua ao ponto de creditar a culpa totalmente às empresas, mas infelizmente a maioria delas não incentiva o desenvolvimento e a capacitação de talentos e, geralmente, não prioriza a aprendizagem em um mundo que visa à educação continuada. Sem dúvidas, não podemos ignorar que existe uma grande quantidade jovens que não querem ter compromisso com o trabalho e que não têm objetivos definidos para suas vidas.

Mas, o que fazer para realmente se inserir no mercado de trabalho? O filme dá algumas dicas: você precisa conhecer as suas habilidades, ter fé em você, acreditar no seu potencial, correr atrás dos seus sonhos e amar seus objetivos e as pessoas que estão ao seu redor. O que moveu Sam Witwicky a correr atrás dos seus sonhos foi o amor pela namorada e o desejo de "salvar" a humanidade. No livro de William Damon, intitulado "O que o Jovem quer da vida? Como pais e professores podem orientar e motivar os adolescentes", o autor sugere um projeto vital que tem como definição: uma razão mais profunda para os objetivos e os motivos imediatos que orientam a vida cotidiana e recomenda que o jovem comece a se questionar: por que estou fazendo isso? Por que isso tem importância para mim? Por que isso é importante? (...) Um projeto vital pode ser nobre sem ser "heroico" ou requerer aventuras ousadas e arriscadas, e nossos livros de histórias estão repletos de narrativas dramáticas de atos corajosos que realmente "salvaram a pátria".

Mas projetos vitais nobres também podem ser encontrados na rotina que tece a existência comum. Uma mãe que cuida do seu bebê, um professor que ensina aos seus alunos, um médico tratando de seus pacientes, a campanha de um cidadão em favor de um candidato pelo bem da comunidade, todos eles estão perseguindo projetos vitais nobres. Como também estão as legiões de pessoas comuns que dedicam tempo, cuidado, esforço e bens à caridade, aos amigos e à família, às suas comunidades, à sua fé ou ao trabalho.

E o que moverá você a ir atrás dos seus sonhos e projetos? Acredito que seja o amor. Seja pelos seus sonhos, familiares ou pela vida. Podemos perceber isso através da música Monte Castelo, interpretada pelo grupo Legião Urbana, que cita: "ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, sem amor eu nada séria". Então, tenha amor por você e pela sua carreira ou início de carreira e seja o que você deseja ser.

 

Palavras-chave: | crescimento profissional | talento | jovem |

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COMENTÁRIOS (2)
Bryan Pedroso em 15/04/2012:
Olá! como mais um gladiador no mercado de trabalho, acabo de finalizar um programa de Jovem Aprendiz. Durante este 1 (um) ano tive o prazer de atuar na área de Recursos Humanos, realmente sou priveligiado por esta oportunidade. Concordo plenamente com a Rute. Atualmente, os jovens são quase sempre tidos como mão de obra barata, e ao invés da prospecção e desenvolvimento de novos talentos, as organizações criam personalidades baseadas na pressão e alta cobrança por resultados. A maioria de meus colegas aprendizes passaram todo o perído do progama isentos de qualquer tipo de insentivo ou feedback's, garantindo a aprendizagem apenas no Centro Profissionalizante participante do programa. É triste ver que parte das empresas não tenham esta percepção. Os jovens de hoje serão os grandes talentos de amanhã e perder a oportunidade de tê-los presentes em sua organização, lutando em prol do sucesso, não é ideia de um bom empreendedor.

Jaime Khoury em 11/04/2012:
Muito bom o artigo. Acredito que as empresas devem valorizar os jovens aprendizes, não apenas dando-lhes oportunidade de trabalho, mas estimulando seu potencial e processo de desenvolvimento profissional.

 
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