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28/06/2011
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Jovens estão mais dispostos a mudar de país e a deixar o emprego atual, aponta pesquisa da GfK

Trabalhadores no mundo todo estão cada vez mais intencionados a buscar um emprego melhor fora do seu país, principalmente os mais jovens, conforme aponta um estudo global da GfK, 4ª maior empresa de pesquisa de mercado no Brasil e 4º maior grupo mundial do setor.

O estudo detectou que, globalmente, 27% da força de trabalho está disposta a mudar para outro país. Entre os trabalhadores dos 18 aos 29 anos, o índice sobre para 41%. A pretensão também é maior para aqueles com pós-graduação, 37%, e cai para 32% entre aqueles que têm graduação e para 22% dos trabalhadores que têm o Ensino Médio. Diante disso, verifica-se um cenário bastante preocupante para as empresas e países que ainda se recuperam da recessão e podem vir a se tornar "cidades-fantasmas" do emprego.

Para Daniela Salles, Diretora da Unidade de Satisfação e Lealdade da GfK Brasil, a pesquisa indica um risco de "fuga de inteligência" no próximo ano e isso pode representar problemas significativos para as empresas e também para países que estão tentando sair da crise.

"Tanto profissionais de cargos mais operacionais quanto os diretores de empresas têm se mostrado dispostos a procurar emprego fora do país. E o número aumenta entre os que têm nível de escolaridade mais elevado", avalia Daniela.

América Latina é a mais atingida - Não é surpresa que a América Central e a do Sul serão as regiões que mais vão enviar mão de obra para os países em retomada de crescimento. Aproximadamente seis em cada 10 trabalhadores mexicanos (57%), 52% da Colômbia, 41% do Brasil e 38% do Peru estão prontos para cruzar a fronteira em busca de melhores oportunidades de carreira. Mas essa tendência não se limita aos países em desenvolvimento e inclui outros como: Turquia (46%), Hungria (33%), Rússia (29%), Portugal e Reino Unido (27%).

Mesmo o Canadá e os EUA - Países tradicionalmente conhecidos pelos relativos desinteresses de seus trabalhadores em morar fora - encaram 20% e 21% de sua força de trabalho dizendo que está pronta para mudar de seu país para encontrar uma melhor recolocação.

Fuga de inteligência - A GfK International Employee Engagement Survey identificou ainda que, assim como os países precisam se proteger contra a "fuga de inteligência" para além da fronteira, há um alerta também para as empresas, já que na média global mais de um em cada quatro trabalhadores tem a pretensão de deixar seu emprego dentro de 12 meses. A pesquisa revela que 35% estão ativamente procurando por um novo trabalho e 18% querem mudar de emprego nos próximos seis meses. Apenas 8% dos trabalhadores dizem que vão esperar a economia se estabilizar.

No Brasil, a situação é mais otimista, com apenas 15% dos trabalhadores procurando ativamente outro trabalho, e apenas 5% que pretendem mudar nos próximos seis meses. Já no outro extremo da escala, a situação parece particularmente preocupante para Colômbia e os EUA, onde quase metade (55% e 47%, respectivamente) de seus trabalhadores estão em busca de outra colocação profissional.

Daniela Salles avalia o cenário e afirma que os resultados destacam como o mercado de trabalho tem se tornado globalizado e fluido em alguns países. "A verdade é que, para muitos empregadores, mudar de país é não menos assustador do que mudar de empresa. Por isso, as empresas devem procurar recrutar, engajar e reter o seu melhor quadro de pessoal para competir, não apenas com empresas rivais em seu próprio país ou mercado, mas ao redor do mundo."

Sobre a pesquisa - A GfK International Employee Engagement Survey foi realizada internacionalmente pela GfK. Ela inclui as opiniões de 30.556 adultos, que trabalham em 29 países e foram entrevistados entre 8 de fevereiro e 4 de abril de 2011, usando os seguintes meios: online, telefone, pessoal ou alguma outra técnica de entrevista adequada para o país.


FONTE: LVBA COMUNICAÇÃO E PROPAGANDA LTDA.

 

Palavras-chave: | GfK International Employee Engagement Survey | Daniela Salles | jovem | mercado de trabalho |

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