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02/04/2004
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Compartilhando idéias

Por Eliane C. Michelazzo para o RH.com.br

Várias vezes, durante nossa trajetória profissional ou até mesmo pessoal, deparamo-nos com situações de pura dúvida. Algumas são do tipo: "e agora, o que é que eu faço?", "mas, e se...?", "quando assumir e como resolver?". Entretanto, sem medo de assumir riscos, devemos limitar nossos medos, sempre buscando circunstâncias que precisamos e, caso não encontrarmos, devemos criá-las.

Os obstáculos existem e sempre vão existir!

Pela questão do livre arbítrio, cabe a nós mesmos decidirmos se vamos estagnar no tempo ao nos depararmos com alguma dificuldade ou se vamos nos superar para enfrentarmos a situação com dedicação e determinação e, logicamente, com a valentia necessária para atingir nossos objetivos!

Neste ponto, cabe ressaltar dois alertas:
* não devemos agir a qualquer custo, a qualquer preço, de qualquer forma. Devemos procurar um raciocínio lógico e benéfico, para atingirmos um resultado considerado duplamente satisfatório;
* para quem atua profissionalmente como verdadeiro gestor em Recursos Humanos, saber ouvir, compartilhar informações e aceitar sugestões que possam ser diferentes das próprias idéias ou ideais, é de fundamental importância.

Mas como? Em primeiríssimo lugar, devemos sempre lembrar que em qualquer situação sempre existem dois lados, ou seja, o nosso e o outro. Do outro lado sempre existirá uma ou mais pessoas e, antes de qualquer passo, devemos tentar nos colocar na posição das mesmas. Para quê? Para analisarmos de que forma nossa ação afetará o outro ou os outros. E, se não queremos ou desejamos nada de ruim para nós mesmos, não devemos buscar a solução para nossa questão, de forma que afete negativamente o outro lado.

A partir de agora, onde entra a negociação, é quando "o bicho pega legal", ao nos depararmos com algumas dúvidas.
E se o outro lado pensa de outra forma ou acredita num padrão diferente do meu? Que bom! Já pensou se todo mundo pensasse da mesma forma, se todos só gostassem do vermelho ou se todos fossem chamados João ou Maria? Em situações que envolvem seres humanos, existem interesses, formas e maneiras de pensar e agir diferentes, mesmo que seja para alcançar o mesmo objetivo.

Aí, é que entra a capacidade individual de cada um para negociar!
Podemos ser meramente manipulados, tornando-nos fantoches ou marionetes, ou podemos "trabalhar" nosso lado medroso para aceitar e encarar possíveis desafios. E isso serve para qualquer situação.

Fazendo um flashback, pergunto: não desafiamos o desconhecido desde que nascemos? Pare para pensar... Ao nascermos, não choramos apenas pelo ar que num rompante invade nossos pulmões ou pela perda do aconchegante e protetor útero de nossas mães... Choramos, também, pelo desconhecido que teremos de enfrentar... Demonstramos através do choro que somos carentes e dependentes para resolver sozinhos nossas dores, a fome, o frio... Na juventude decidimos, com ajuda ou não, qual direção tomar... Um pouco mais crescidos, extraímos e obtemos de nossas vidas o que achamos ser melhor para nossas necessidades, sejam elas físicas, intelectuais, morais, profissionais, financeiras... Choramos felizes pelo que fizemos de bom ou amargamente pelo que deixamos de fazer... Então, mais adiante, com base em tudo aquilo que alcançamos no trajeto da vida, novamente enfrentamos nossa capacidade de poder andar, ouvir, comer, adoecer, entre outros para, finalmente, "descansarmos em paz".

Portanto, mãos a obra! Não devemos ter medo de nada, muito menos para negociar nosso ponto de vista. O medo deve apenas servir como um sinal interno de que estamos correndo ou vamos correr algum perigo. Sabe aquele alerta interno do tipo "frio na barriga"? Ao sentimos este "sinal", e quando a situação permitir, devemos parar, pensar, analisar e traçar nova estratégia. Isto é indicativo de que ainda não estamos preparados para atingir nossos objetivos a contento.

Ter ambição e traçar objetivos para alcançarmos alguma meta específica não é sinal de fraqueza. É sinal de que queremos crescer, de que queremos vencer, no sentido mais amplo das palavras! Parafraseando Isaac Newton, filósofo inglês e pai da física moderna (1642-1727): "Pensar, mas não agir, é o que gera o medo".

Boa sorte e, se por acaso não conseguir êxito porque os sintomas persistem, procure orientação médica ou exercite seu lado paciente aguardando a segunda parte deste artigo!

Palavras-chave: | idéia | compartilhar |

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