O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
A Jornada de Liderança termina em 19/dezembro
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »






15/10/2007
RH » Comunicação » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Feedback: sem retorno não há comunicação

Por Gustavo Gomes de Matos para o RH.com.br

"Em muitas de minhas pesquisas e experiências, que se revelaram um verdadeiro sucesso, tive de esperar em vão qualquer tipo de retorno que pudesse ajudar o processo de rapidez do meu trabalho. É impressionante como o ser humano não se importa em responder às suas cartas e questionamentos enquanto você não é uma pessoa reconhecida e famosa"
Thomas Edison (1847-1931), inventor e físico norte-americano, com mais de mil patentes registradas, entre elas a do fonógrafo e a da lâmpada incandescente.

A comunicação, antes de ser instrumental, é humana. Necessita de resposta para se realizar, pois a mensagem sem retorno é uma comunicação falha e incompleta. Infelizmente, de um modo geral, é a comunicação formal e burocrática que as empresas mais utilizam no seu cotidiano. Há uma grande preocupação com a eficácia dos mecanismos de transmissão da mensagem e não, propriamente, com a reflexão e a compreensão do seu conteúdo. Dessa forma, fica difícil motivar pessoas e equipes para superar desafios e alcançar metas.

Em geral, toda a preocupação está centrada na notícia escrita, nas circulares, nos boletins, nos memorandos, nos avisos, nas ordens de serviço e nos manuais de procedimentos. É comum, inclusive, encontrarmos comunicações deficitárias em empresas com sofisticadas estruturas e diversificados produtos de comunicação empresarial, como jornais de funcionários – impressos e eletrônicos –, Intranet e circuito interno de rádio e televisão.

Ao pesquisarmos o conhecimento real dos destinatários, sobre as informações veiculadas por esses meios, verificamos que o nível de ignorância era bem maior do que o imaginado. Chegava-se ao ponto de alguns funcionários desconhecerem até mesmo as nomenclaturas e objetivos dos principais projetos e processos da sua área de atuação na empresa. A falta do hábito de leitura, curiosidade e motivação estavam diretamente relacionadas à cultura da empresa, que não incentivava a troca de idéias e o compartilhamento de informações entre os seus funcionários, embora, para o público externo, passasse a idéia de uma organização moderna e aberta à comunicação, pois possuía muitos produtos de divulgação institucional e endomarketing (jornais, revistas, boletins, sites, Intranet, blogs, folhetos, vídeos e anúncios em revistas e televisão).

Tantos eram os instrumentos de informação, que em alguns casos nem se sabia identificar qual o objetivo específico da sua existência ou, tampouco, avaliar a sua relação de custo e benefício. A falta de retorno, e do contato pessoa a pessoa, acabava gerando erros e falhas de comunicação que comprometiam seriamente a produtividade e resultados da empresa. Não se pressentiam as insatisfações acumuladas, por falta do fluxo de retorno. A informação ocorria por via descendente e, as respostas, quando não formalmente provocadas, advinham ao acaso.

Nenhuma tecnologia, por mais sofisticada que seja, envolvendo todo o rigor científico, supre as deficiências no relacionamento humano, geradas muitas vezes por culturas que não privilegiam a abertura para o diálogo e a conversação. Não adianta e-mails, Intranet e telefones celulares. Sem feedback e contato humano a comunicação é sempre precária e ineficaz.

Sem feedback não há realimentação na comunicação, o que acaba por inviabilizar a eficácia do ato, ou seja, o receptor compreendendo o que o emissor quis transmitir. Sem contato humano não há interação com o interlocutor ou compreensão das diversas nuanças e facetas que uma mensagem pode conter, além das palavras que a compõem.

A comunicação é um processo que se realiza em dois sentidos. As mensagens caminham em uma conversação em ambos os sentidos. Todos são codificadores e decodificadores simultaneamente, quando em um ato de comunicação. Isto significa dizer que devemos encontrar o caminho para expressar nossas idéias e, ao mesmo tempo, ouvir o que o outro tem a dizer. Além disso, devemos perceber o que significa o que o outro está dizendo, dentro do seu ponto de vista e contexto de vida. Podemos ter repertórios e bagagens culturais diferentes e nos fazermos compreender perfeitamente.

O feedback é um processo que promove mudanças de atitudes, comportamentos e pensamentos. É a realimentação da comunicação a uma pessoa ou grupo, no sentido de fornecer-lhe informações sobre como sua atuação está afetando outras pessoas ou situações. O feedback eficaz é aquele que ajuda pessoas ou grupos a melhorarem seus desempenhos e assim alcançar seus objetivos e metas.

Se as diferenças são aceitas e tratadas em aberto, a comunicação flui fácil em dupla direção, as pessoas ouvem as outras, falam o que pensam e sentem e têm possibilidades de dar e receber feedback.

O sucesso máximo numa situação de feedback ocorre no momento em que ao dar feedback para você, eu me torno consciente de que ele também é útil para mim. Como falou nossa grande poeta goiana Cora Coralina, "feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina".

Palavras-chave: | comunicação | feedback |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (0)
Ainda não há comentários.

Seja o primeiro, clique no ícone disponível logo acima e faça seus comentários.
 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Programa de Autodesenvolvimento

3ª Jornada Virtual de Recursos Humanos



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.