José Emilio Menegatti Profº Menegatti é administrador de empresas, pós-graduado em Produtividade e Qualidade Total, MBA em Gestão Empresarial, Professor em Graduação e Pós-Graduação. Coordena o projeto Sem@nal, um newsletter motivacional gratuito com grande sucesso no Brasil e exterior, com assinantes na França, Japão, Alemanha e Portugal. Iniciou sua carreira profissional na Nestlé. Aos vinte e quatro anos assumiu a direção de uma empresa de varejo, a qual lhe proporcionou um grande conhecimento na gestão de pessoas. É presidente da ACATS - Associação Catarinense de Supermercados. Considerado por conferencistas de renome nacional como um dos melhores palestrantes que surgiu nos últimos anos, A cada palestra, o Profº Menegatti vem conquistando platéias de Norte a Sul do País. Autor dos Livros "Desperte seu Potencial Emocional", "Valores da Vida" do CD Motivacional "Marcado para Vencer" e do DVD Campeão de Vendas. Seus artigos vem sendo publicados em jornais, revistas especializadas e sites de todo o Brasil.
Em um curso de liderança o professor pediu para que os alunos fizessem uma breve apresentação e dissessem as razões que os levaram a participar deste treinamento. Quando chegou à quinta pessoa do grupo, o professor pediu para que ele dissesse o que sua colega que acabara de se apresentar havia dito.
"Ah?", foi o único som que saiu da sua boca. Ele estava tão ocupado pensando no que iria dizer a seu respeito na hora da sua apresentação que teve que pedir desculpas a sua colega, pois não havia escutado uma só palavra.
Então fui pesquisar o que interfere, para que você ouça com atenção: - Você está esperando para falar. - Você está aborrecido. - Você está pensando em outro assunto. - Você pensa que sabe o que a outra pessoa vai dizer. - Você está com pressa. - Você está zangado. - Você está cansado, com fome ou sede, sentindo calor ou frio.
Muitos líderes, mesmo anunciando que as portas estão abertas, não sabem ouvir e os subordinados em contrapartida deixam de expor seus sentimentos por medo do que poderá acontecer ou por receio de serem totalmente ignorados. "Meu chefe adora ouvir nossa opinião; ele costuma sempre dizer. Nas nossas reuniões nossos funcionários entram com suas ideias e saem com as minhas". Em resumo, ele não ouviu nada.
Por que nos tornamos tão maus ouvintes? A grande falha ocorreu no sistema escolar, dando muita ênfase a ensinar, a ler e a escrever. O treinamento para ouvir vinha por forma de advertência: "prestem atenção", "ouçam", "abram os ouvidos". Ingressamos no mercado de trabalho lendo, escrevendo bem, sendo que a necessidade do mercado por bons ouvintes é três vezes maior.
Então o que podemos fazer para nos tornar bons ouvintes? - Esteja atento e demonstre isso. Mantenha um bom contato visual, acenando com a cabeça. - Preste atenção não só ao que é dito, mas também como é dito. - Interprete o que as mensagens não verbais querem dizer. - Não adianta só ouvir, mas entenda o que está sendo dito. - Faça um resumo do que você ouviu, para checar se você entendeu a mensagem corretamente.
Na prática, aprender a ouvir requer paciência, disciplina e autocontrole, o que não é fácil. Mas sabemos que a única maneira de mantermos pessoas ao nosso lado é ouvindo o que elas têm a dizer.
Flavius Júnior em 23/10/2009: Como diria o avô da minha esposa, "nós temos duas orelhas e uma boca por uma razão". É duro, mas ouvir faz de nós pobres ouvintes em pessoas mais inteligentes. Ótimo texto.
Jair de Oliveira em 22/10/2009: Gostei muito do texto e igualmente dos comentários do Rodrigo que enriquerceram-no.
José Emilio, permita-me fazê-lo circular entre meus colegas de trabalho e particulares, porque precisamos de puxões de orelhas, vez outra, para nos lembrarmos de coisas, que não são mas que parecem ser, óbvias.
Grato.
Rodrigo Nery em 21/10/2009: Seu texto é muito mais relevante do podem imaginar. Principalmente em nosso país. Aqui as pessoas estão tão concentradas em sobreviver que se esquecem de viver e de simplesmente aproveitar os recursos que nos são dados de graça. Saber ouvir, além de ser a melhor forma de colaboração, é a melhor forma de crescer, pois se somos fortes sozinhos, imagina o que podemos fazer juntos. A resposta nunca está muito longe, na maioria das vezes ela se encontra no diálogo e em nosso corações. Tive a oportunidade de estudar no exterior e foi muito marcante para mim a forma como as culturas mais desenvolvidas priorizam a escuta, a opinião do outro. Desde de meu retorno nunca encontrei no Brasil um ambiente profissional que estimulasse o diálogo. Aqui sempre foi uma questão de quem venceria aquela discussão. Quem teria o ponto de vista mais forte. Esse sempre foi o cara mais admirado. Triste ver como desperdiçamos nosso potencial.
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