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30/04/2004
RH » Criatividade » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Uma questão de atitude

Por Joseane Assunção para o RH.com.br

O incentivo à criatividade e à inovação tem sido uma constante na realidade das organizações. É crescente o número de empresas que investem em reestruturações físicas, mudanças culturais, redefinições estratégicas, implantações de programas de sugestões, de recompensas, de incentivos e uma série de outras ferramentas que estimulam a participação e possibilitam o desenvolvimento ou a manutenção de ambientes propícios ao surgimento de novas idéias. Elas revitalizam, dão fôlego às organizações, além de promover o surgimento de diferenciais competitivos. São agentes impulsionadores no processo de construção de novos conceitos, perspectivas e realidades. Cada idéia tem seu significado, timing e valor.

O significado é sua essência, o propósito a que se destina. Dada às limitações de tempo e de recursos, não há como dissecarmos todas as idéias surgidas. Temos que concentrar nossos esforços naquelas que apresentam maior relevância frente aos objetivos pretendidos e à cadeia de valores. O significado nos fornece subsídios para o estabelecimento de prioridades. E assim, direcionamos nossas ações de maneira focada.

O timing corresponde ao tempo de maturação das idéias. Não deve ser muito longo, pois quando não trabalhadas em tempo hábil, as idéias podem perder a relevância, tornando-se obsoletas. Também não deve ser um período demasiadamente curto, as idéias precisam ser consolidadas. Enfim, não existem regras para determinação do timing, não há tempo certo nem errado. Cada um possui e dita seu próprio ritmo, o importante é estar em sintonia com o ambiente, as circunstâncias e as oportunidades.

O valor da idéia é atribuído conforme os resultados gerados por ela, quanto mais representativos, mais valorizada ela será. Um exemplo dessa afirmativa foi o valor atribuído a idéia da criação do post-it, produto lançado pela 3M. Surgiu de uma necessidade pessoal e foi fruto de uma idéia aparentemente sem importância. Art Fry, pesquisador do departamento de criação de novos produtos da empresa, integrava o coral da igreja e necessitava marcar as páginas de seu livro de cantos, por este motivo pensou na criação de algo que pudesse mantê-los fixos ao hinário. Por meio da adaptação de estreitas faixas de fitas adesivas com baixa fixação a pequenos pedaços de papéis, desenvolveu o post-it. O produto foi amplamente utilizado pelo público e se tornou sucesso. A viabilização do sucesso decorreu da concretização, sem ela a idéia de criar o post-it não teria gerado resultados. Isso nos mostra que o valor dado às nossas idéias depende, em grande parte, das atitudes que tomamos.

Idéias não trabalhadas e executadas tendem a perder o significado, conseqüentemente o espaço. Por este motivo, busque a realização. Isto requer força de vontade, coragem, determinação, além de foco e objetividade. Estruture suas ações:

Consolide a idéia. Saiba seu significado, acredite nela, ninguém luta por algo que não acredita. A descrença do criador representa o fracasso de sua criação. Antes de defender sua idéia externamente, ela precisa ser massificada internamente e você precisa estar pronto para responder aos questionamentos. Tudo que é novo gera incertezas e as pessoas procurarão segurança em suas palavras.

Planeje as ações. Elabore estratégias que possibilitem a implementação de sua idéia. Considere os recursos necessários, formas de operacionalização, tempo de execução, resultados esperados e principais envolvidos. O planejamento fornece foco às ações e tende a otimizar os resultados.

Determine o comportamento. Depois de consolidadas e planejadas as idéias precisam ser compartilhadas, isto requer habilidades de comunicação e poder de argumentação. No entanto, tenha em mente que nem sempre as pessoas compartilharão de sua visão, isso faz parte do processo de difusão da idéia. Ouça as opiniões e as críticas, pois elas podem agregar valor e preencher algum gap existente.

Realize. Quem nada faz, nada gera. Não tenha medo de executar sua idéia. O primeiro passo é sempre o mais difícil, porém sem ele não existe caminhada. Respeite seu momento e o tempo dos acontecimentos.

A capacidade de realizar o que pensamos nos transforma em autores de nossas próprias realidades. Escrevemos nossa história a partir do momento que transcendemos os limites da existência. O que já existe é comum, o novo é a grande oportunidade. Quando acreditamos nisso, o insucesso de nossas realizações passa a ser visto como uma nova maneira de recomeçar. Idéias não são um fim em si mesmas, se assim fossem não seríamos surpreendidos com tantas inovações e realizações. Elas são meios que nos despertam para os caminhos que podemos seguir, cabendo a nós, única e exclusivamente, a decisão de trilhá-los. É uma questão de atitude.

Palavras-chave: | criatividade |

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