Por Norma Barbosa de Souza para o RH.com.br 
Historicamente, percebe-se que antes dos anos 90 a maior parte das organizações já passava por transformações. Na entrada do novo milênio ocorre uma mudança substancial e se percebem alterações dos processos, estruturas e a forma como as pessoas comportam-se nas organizações. Por outro lado, a visão clássica de administração pressupõe o uso do lado racional do ser humano para lidar com os problemas diários e, conseqüentemente, superar as crises. Porém, não é só com características racionais e uniformes que o ser humano supera obstáculos. Deve-se considerar que emoções, sensações e sentimentos interferem significativamente em determinadas situações cotidianas. Principalmente, considerando a nova realidade imposta mundialmente que afeta sobremaneira a forma de se administrar, exigindo a adoção de posturas estratégicas visando à obtenção da competitividade organizacional em função de sua sobrevivência.
Nesse contexto, emerge uma característica do ser humano considerada como mais um diferencial: a criatividade. Afirma-se que a criatividade, inerente ao ser humano, não tinha tanta importância há tempos atrás. As organizações podiam seguir regras e decidir baseadas em fatos considerados fundamentais e seguros.
Entretanto, no momento atual, deve-se observar que para se tornar uma organização competitiva deve-se integrar colaboradores que assumam com responsabilidade suas tarefas, que tenham disciplina e se possível que sejam criativos. Deve-se ater ao fato de que cada realização da administração é a realização de uma pessoa, conseqüentemente cada fracasso é o fracasso de um colaborador integrado na organização. Logo, são as pessoas nas organizações que fazem à diferença e não forças e nem fatos do cotidiano dessas organizações. Assim, é por meio da dedicação e da integridade dos colaboradores das organizações que se determina se as mesmas são ou não competitivas.
Assim, o cenário do início do século XXI é de pura competitividade. É nesse ambiente que parece surgir o grande desafio para administradores e empreendedores. Visando diminuir riscos organizacionais surge a estratégia de valorização máxima das pessoas nas organizações.
O novo milênio é marcado por diferentes formas de gerir pessoas nas organizações. Algumas características marcantes devem ser discutidas com maior atenção. Estruturas flexíveis, nas quais ocorra a participação efetiva de equipes de trabalho multifuncionais e autogerenciadas com uma maior orientação para o aprendizado organizacional, são exemplos de organizações atuais, sempre em busca da criatividade.
As organizações, através de seus administradores e colaboradores, que apresentarem uma preocupação com a Gestão de Pessoas, possuirão um diferencial necessário para a sobrevivência. Questões como qualidade de vida no trabalho, desenvolvimento contínuo dos colaboradores, desenvolvimento de equipe, valorização da criatividade e da inovação e tratamento adequado às informações gerando conhecimento interno são ferramentas que possibilitam, em princípio, uma forma de se tornarem organizações competitivas em termos de Gestão de Pessoas.
As organizações voltadas a preencher as lacunas da modernidade são aquelas que entendem e respondem positivamente à pressão feita pelo ambiente em que estão inseridas e que buscam técnicas e conceitos inovadores que valorizem o seu lado humano. E a conscientização de novas técnicas e formas de administrar e a valorização constante da criatividade parece ser o caminho para não se tratar os colaboradores como mais um recurso organizacional.
Palavras-chave: | critividade | criativo |
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