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23/04/2007
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A valorização da criatividade e inovação aplicada ao negócio

Por Maria Inês Felippe para o RH.com.br

Atualmente, e por questões de sobrevivência, percebemos a grande demanda e o interesse pelo tema criatividade e inovação. Segundo pesquisa realizada pela Pricewaterhouse Coopers, publicada na Gazeta Mercantil os profissionais mais valorizados são os realizadores éticos e criativos. A criatividade favorece observar, enxergar o que todos estão vendo, visualizando coisas diferentes.

Muitos problemas que víamos sem solução, começamos a perceber para eles novas saídas através da presença da criatividade. Outro aspecto interessante é o fato de que não basta somente criar, gerar idéias, é preciso analisá-las e implementá-las. Também podemos perceber a criatividade não somente como um instrumento de soluções de problemas, mas também como alavancagem de negócios e surgimento de novos serviços.

Identificamos durante os programas de criatividade que realizamos, que na grande maioria, a importância de criar vem seguida de necessidade, problemas, dificuldades e curiosidades ou a busca de estratégias para se manter competitivo. Constantemente, somos chamados para trabalhos de treinamento em criatividade e inovação e as empresas alegam ter um programa de inovação, citando como exemplo caixa de sugestões e percebemos que por trás deste discurso há frustração, insatisfação, pois nem sempre apresenta resultados, ou seja, os funcionários não apresentam idéias realmente criativas e inovadoras que agreguem valor ao negócio. Cabe ressaltar que somente este procedimento é insuficiente para gerar resultados para a organização do ponto de vista de geração de idéias, é preciso pensar em gestão de inovação e não apenas em atos isolados.

Veja que interessante! Podemos observar a criatividade como habilidade indispensável, devendo ser cultivada tanto do ponto de vista pessoal como organizacional, especialmente, neste momento da história que é marcada fundamentalmente por mudanças. Qual a nossa participação: devemos preparar funcionários, gestores para essa realidade, capacitando-os e os potencializando no pensar criativo, fortalecendo, inclusive, uma liderança criativa. Tais pessoas precisam estar comprometidas e envolvidas com o negócio da organização, ser autônomas, formar times de trabalho, ter visão do futuro, estar em contínuo aperfeiçoamento e abertas para um novo pensar, novas idéias. A atuação do consultor interno é fundamental neste contexto.

Temos que perceber os programas de T&D como um processo global, devendo existir uma visão de totalidade nos vários níveis de conhecimento tais como: expressão sensorial, intuitiva, afetiva, racional e transcendental e, acima de tudo, focado em resultados, ou seja, observar globalmente e agir localmente. O estabelecimento de objetivos claros e precisos é uma estratégia fundamental para que os treinamentos possam ser vistos como investimentos e com retorno garantido. Aí sim, podemos medir resultados.

Este profissional deve agir como fornecedor interno, desenvolvendo melhorias nos serviços oferecidos, bem como os adequando às necessidades de seu cliente interno, identificando necessidades e propondo soluções criativas ou até mesmo contratando consultores externos. Portanto, conhecer a empresa, seu negócio, objetivos, competências críticas e resultados esperados são fundamentais para a contratação do consultor adequado e será cada vez mais a sua prática habitual.

A visão de RH deverá estar voltada para o negócio da organização, para os funcionários, assim como para o seu próprio comportamento, portanto temos que ser criativos. A receita da competitividade permanente está na capacidade de definir competências, estratégicas, assim como uma organização voltada para o aprendizado e sua aplicação, desenvolvendo ações que possibilitem a busca de outras alternativas, saídas para antigos e novos problemas, desenvolvimento do pensamento criativo, abertura para ações criativas , uma "learning organizacion".

A área de Recursos Humanos, junto com os gestores, tem uma grande parcela de responsabilidade que é gerenciar e desenvolver a criatividade como fator de competência, tendo claro a situação atual da organização, identificar necessidades futuras, estabelecer planos de ação e corrigir os gap’s. Surge assim, a necessidade de alterações em padrões de valorização social e cultural, bem como das condições de vida, pois somente dessa forma conseguiremos integrar as expectativas dos empresários com as dos funcionários.

A requalificação dos funcionários para atender todas as necessidades, aberturas às novas idéias, através de uma gestão criativa, quebra ou reformulação dos modelos mentais entre outras necessidades são o grande desafio. Devemos entender a competência criativa, como capacidade de agregar valor ao negócio, através do patrimônio pessoal, estimulando tanto o desenvolvimento pessoal, quanto o grupal e empresarial.

A objetividade é um traço criativo e abrange a capacidade de:
* Gerar idéias;
* Resolver problemas;
* Utilizar-se de coisas de forma não rotineira;
* Buscar respostas prontas e perspicazes;
* Dar forma às idéias novas;
* Vencer obstáculos.

Palavras-chave: | criativo | criatividade |

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COMENTÁRIOS (1)
vanessa bobbio alves em 11/07/2012:
Eu sou estagiária de RH, e trabalho em uma empresa que já inova muito, mas particulamente na minha área, por eu ainda não conhecer muito, tenho grande difilculdade em inovar. Talvez pelo fato de que eu ainda não me senti confortável em meu ambiente de trabalho. O que faço dentro da minha limitação como estagiária para ser mais proativa?

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