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30/03/2009
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Agora, mais do que nunca, é momento de criar. Inovar para se diferenciar

Por Maria Inês Felippe para o RH.com.br

Por questões de sobrevivência, cresce o interesse em despertar e aumentar a capacidade dos funcionários, tornando-os mais criativos na busca de novos produtos, serviços, bem como buscar diferenciação nos processos de vendas, entre outros. Outro dia uma empresa solicitou uma palestra com o objetivo de despertar o potencial criativo dos colaboradores dentro de um cenário repleto de regras e regulamentos.

A criatividade favorece observar, enxergar o que todos estão vendo, visualizando coisas diferentes e aumentando a autoestima, acreditando nos produtos e serviços que estão oferecendo mercado. Outro aspecto interessante é que não basta somente criar, gerar ideias; é preciso analisá-las e implementá-las.

Tenho atendido algumas empresas que criam Banco de Idéias - sistemas integrados de geração de ideias - até mesmo a velha caixa de sugestões como estratégia de incentivo da criatividade e inovação. No entanto, a mesma foi rapidamente transformada em caixa de "queixações". Sinto dizer-lhe que não é por aí que devemos começar.

Agora mais do que nunca a criatividade e a inovação é a solução para a resolução de conflitos, resgate dos valores da empresa e dos colaboradores. Você bem sabe que eu tenho um compromisso com você de trazer sempre alguma experiência que vivenciei, buscando projetá-la em situações que vivemos no nosso cotidiano profissional.

Esse acordo continua firme; e os seus, como estão? Como você está? Cheio de planos? Tem tentado colocar em prática? Continua fazendo atividades que para você não tem sentido? Continua convivendo com pessoas que não lhe agregam nada? Já entrou no grupo dos pessimistas de plantão? Faz parte da equipe "vamos esperar para ver como é que fica"?

É muito comum ouvir, nas minhas palestras, as pessoas comentarem fatos como: "Meu chefe não valoriza as minhas ações. Como mudá-lo?"; "A empresa em que trabalho não possui um plano de carreira e pouco investe nos colaboradores"; "Vivo em um mundo de trabalho hostil"; "Não há como mudar a minha rotina. Tenho de fazer as coisas sempre da mesma forma!"; "Não tenho como criar. Vivo cheio de normas e regulamentos"; "Tenho medo de ser mandado embora por causa da crise"; "Minha equipe não tem iniciativa"; "Os funcionários são descomprometidos"; "Meus resultados estão paralisados, ou até mesmo negativos"; "Estou perdendo clientes!".

Essas questões são fortemente debatidas nos programas de liderança de equipes, administração de conflitos e inovação. E é cada vez mais comum encontrar essas situações dentro das organizações.

Penso muito nesses acontecimentos, reflito e acabo por concluir que não importa o que as pessoas fazem conosco. O que realmente importa é o que estamos fazendo com nós mesmos, com os nossos negócios, com a nossa liderança e o que permitimos que os outros nos façam. Como estão as suas atitudes para com você mesmo, com os negócios e com a equipe? Está entrando nesse Inconsciente Coletivo de que tudo está ruim? Nada poderá fazer? É melhor esperar a "marolinha" passar?

Vivemos constantemente em cenários de conflitos. Não é novidade dizer que vivemos grande parte do nosso tempo com divergências mal resolvidas tanto profissional quanto pessoal. Conflitos mal gerenciados trazem inúmeros custos para a empresa como perda de clientes e bons colaboradores; diminuição do processo de produção, capacidade de entrega e aumento do gasto para resolver problemas, gerenciar desentendimentos e apaziguar os ânimos.

Evitá-los é utopia. Vale a pena utilizar-se das divergências como fonte inspiradora para a criação de alternativas, saídas transformando-as em uma ferramenta de crescimento pessoal e de equipes. Diferenças de pensamentos; personalidades; valores; estresse; carga de trabalho; recursos inadequados; liderança ineficaz; falta de abertura e transparência são as principais causas de conflitos que mais percebo nas organizações em geral.

Os resultados negativos são imensos. No entanto, por outro lado, encontramos os positivos, que quando bem dirigidos, estimulados com técnicas adequadas, tais como: geração de ideias, soluções inovadoras, e aumento da motivação, produtividade, autoestima, eficácia operacional.

É aí que entra a sua enorme responsabilidade em virar esse jogo, seja como Recursos Humanos, líder, empresário, colaborador. O que você preparou para realizar neste ano que, pelo menos, amenize situações como as descritas acima? Bem, junte forças e vamos em frente.

Palavras-chave: | inovação |

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COMENTÁRIOS (2)
Bernardo Effting em 08/04/2009:
Sua colocação está mais clara que água cristalina. Numa equipe, nem sempre todos são pessimistas ou não criativos, porém, assim agem por influência de um ou outro elemento. Temos que identificar e extirpar estes elementos da equipe que são os verdadeiros atravancadores da criação de muitos outros. Feito isto podemos ter equipes menores, porém, com auto-estima e produção elevada. Penso sinceramente que agora é hora da identificação dos elementos desagregadores, para que os demais tenham a liberdade de liberar sua criação. Bernardo Effting Nova Veneza SC 08/04/2009

Gilberto C. Olgado em 31/03/2009:
Concordo com você, "não importa o que as pessoas fazem conosco e sim o que nós estamos fazendo com nós mesmos". Precisamos viver no sistema, seguir as regras das empresas, obedecer uma hierarquia para que a empresa tenha uma "organização". Por isso as vezes nos impõem coisas que não concordamos, que temos outra visão sobre o assunto, mas não temos o poder de mudá-las e seguimos em frente na empresa amarrados pelo sistema. A criação não pode ter amarras, não se cria quando se tem muitos limites, é preciso ter um horizonte livre para a criação. É claro que só isso não é suficiente, o estudo, o empenho, o comprometimento e principalmente o foco nos assuntos da empresa precisam tomar a frente. Vamos desprender as amarras que nos impede de criar e fazer das adversidades, dos conflitos, dos resultados negativos e os problemas diários dentro da empresa um campo fértil para nossa criação. Grande abraço.

 
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