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09/03/2010
RH » Criatividade » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Equipes, criatividade e autonomia - um caminho para a cidadania

Por Ricardo Alexandre de Oliveira Mendonça para o RH.com.br

Muito se tem falado sobre participação, desenvolvimento de equipes, criatividade e cidadania. Como pano de fundo desta fala usa-se basicamente os conceitos de Qualidade e Cidadania. Entretanto, para que Qualidade e Cidadania sejam práticas efetivas e construtivas na empresa, é necessário que primeiramente os 4º e 6º princípios da Qualidade Total, "Constância de Propósitos" e "Gerência de Processos" sejam os regentes desta abordagem que se define basicamente pelo comprometimento e participação.

Vemos, todavia, que muitas vezes todo um processo inicial de mudanças e de desenvolvimento de equipes, uma tentativa sincera de implantar a chamada "Renascença Organizacional", tão claramente ilustrada por Fela Moscovici, não consegue atingir seus objetivos.

Tal fato deve-se na grande maioria das vezes à falta de motivação das equipes seja por métodos falhos de buscar a participação por parte dos líderes, seja por um não comprometimento global que acaba por nos remeter à falta de motivação. Esta falta de motivação por sua vez é derivada da não "Constância de Propósitos".

METODOLOGIA

Para que haja a motivação para a continuidade do propósito inicial de participação e mudança, é fundamental uma refinada administração de como se chegar às metas desejadas. Cada organização cria seus próprios métodos de acordo com suas possibilidades.

Os resultados participativos esperados podem ser atingidos usando-se as seguintes propostas:
- Monitoramento constante dos processos setoriais e globais, atribuindo esta tarefa aos líderes e suas equipes.
- Estabelecimento de prazos para se atingir resultados.
- Construção de indicadores temporais de melhorias ou retrocessos.
- Gerenciamento de processos participativos eficazes, que nos sugerem planejamento e comunicação elaborados de forma adequada e produtiva.

RESULTADOS - Temos visto que organizações, com um fluxograma e indicadores satisfatórios na área de RH, desenvolvem suas equipes com uma motivação superior àquelas que não têm uma base sólida em seus programas de melhoria.

Este desenvolvimento torna-se mais consciente e necessário por parte de todos à medida que, de acordo com Edward de Bono, cria-se uma filosofia autossustentável de efetividade, construção, respeito, aprimoramento pessoal e contribuição que se alimentam constantemente de motivação e de criatividade.

CONCLUSÕES - Organizações podem ser pontos de difusão de cidadania.

O (re) descobrir por cada um a capacidade de participar, romper barreiras de medo, pensar e agir em conjunto, desenvolver visão crítica, confiar e entender crises como possibilidade de crescimento e buscar Qualidade e Produtividade estimulam o indivíduo a ser parte saudável de organizações vencedoras, reflexo da autonomia criativa de todos os membros.

Não são necessárias situações mórbidas como fome, enchentes ou desabamentos para que equipes unam-se para a busca da melhoria. Que tal começarmos em nosso próprio trabalho?

 

 

Palavras-chave: | inovação | equipe |

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