Por Margareth Rodrigues Pena para o RH.com.br 
Partindo da premissa de que quando o ritmo de inovação é intenso, as vantagens competitivas não se sustentam por muito tempo, o que irá assegurar o diferencial competitivo são as competências de gestão: técnicas, organizacionais e comportamentais que as organizações vierem a agregar e desenvolver.
Diante das novas exigências, a maioria das empresas depara-se com lacunas significativas da sua força de trabalho, quando percebem que o potencial real de seus colaboradores ainda está distante do esperado, e que tais "gaps" são preocupantes, porque interferem diretamente nos resultados da organização. Considerando que o principal foco do negócio consiste em gerar resultados lucrativos, fica fácil perceber que os "gaps" já existem há algum tempo. O que há de novo é a consciência por parte dos gestores de pessoas da necessidade em reduzir tais lacunas. Alguns colaboradores já sensibilizados, conseguem por meio de suas auto-avaliações, perceberem seus pontos a serem desenvolvidos. Por iniciativa própria buscam aprimorar suas performances profissionais por meio do desenvolvimento de suas competências. Para que atinjam um resultado efetivo no desenvolvimento do perfil de competências, é preciso que os objetivos sejam claros, e que as ações estejam alinhadas com tais objetivos.
Sob a ótica da relação custo x benefício, as organizações que ainda não possuem suas competências mapeadas, continuam investindo em programas de capacitação de maneira aleatória, correndo o risco de se tornarem consumidoras de produtos sem eficácia. Normalmente investem em programas de qualidade, porém não conseguem suprir as reais carências de seus profissionais, justamente porque a empresa ainda não possui um perfil de competências definido.
O mapeamento de competências deve estar atrelado à estratégia da organização e ser definido a partir da missão, da visão, dos valores e do negócio. Tornou-se a base para tomada de decisões na gestão de pessoas. Podemos afirmar que o mapeamento de competências é considerado uma excelente ferramenta estratégica, porque:
* Deve ser realizado em parceria com a alta direção.
* Está alinhado à cultura da organização, à sua missão, à visão, aos valores e ao negócio.
* Serve como norte para a empresa diagnosticar a necessidade de captar novos recursos e investir em novas competências que poderão garantir o seu diferencial competitivo.
* Define todas as ações de treinamento, desenvolvimento e educação corporativa à estratégia da empresa.
* Constitui a base para identificar "gap" de competências, "Assessement Center" e formação do Banco de Talentos.
* Define os indicadores de desempenho para avaliações periódicas.
* Garante a assertividade na escolha dos programas de capacitação acarretando redução de custos, agilidade no desenvolvimento das competências e resultados efetivos para a organização.
* Otimiza o capital intelectual porque define
objetivos claros, para que os colaboradores possam adquirir e/ou aperfeiçoar suas competências.
* O custo/benefício pode ser quantificado pelo custo de não fazer, porque quando a empresa perde sua visão de futuro ela simplesmente perde o futuro.
O mapeamento de competências é realizado a partir de um comitê formado por representantes da direção, da área de gestão de pessoas e de representantes de todas as áreas da empresa. Cabe a este comitê elaborar, validar e aprovar junto à alta direção da organização as competências que farão parte do perfil institucional.
O resultado do mapeamento consiste na definição das competências básicas, necessárias para manter a organização funcionando, essenciais, definidas como as mais importantes para o negócio, diferencias, ou seja, aquelas que irão estabelecer o diferencial competitivo da organização e as terceirizáveis, que não estão ligadas à atividade fim, e que podem ser repassadas para as fontes externas de maior competência.
O mapeamento de competências direciona a empresa para investir em suas lacunas que muitas vezes a impedem de alcançar resultados e fazer o diferencial no mercado. Além disso, ele se torna um guia de orientação para a tomada de decisões estratégicas relativas à gestão de pessoas.
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