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16/01/2006
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Mapeamento de competências como diferencial competitivo nas organizações

Por Margareth Rodrigues Pena para o RH.com.br

A competitividade por recursos e mercados e o ritmo acelerado das transformações tecnológicas estão colocando um novo desafio para as empresas brasileiras, que até os anos 90 não se preocupavam com tais aspectos. Atualmente já não basta mais às organizações desenvolverem e capacitarem seus profissionais para responderem às demandas da gestão contemporânea. É preciso definir quais são as competências que serão capazes de assegurar a liderança do mercado, cuja competitividade está cada vez mais acirrada.

Partindo da premissa de que quando o ritmo de inovação é intenso, as vantagens competitivas não se sustentam por muito tempo, o que irá assegurar o diferencial competitivo são as competências de gestão: técnicas, organizacionais e comportamentais que as organizações vierem a agregar e desenvolver.

Diante das novas exigências, a maioria das empresas depara-se com lacunas significativas da sua força de trabalho, quando percebem que o potencial real de seus colaboradores ainda está distante do esperado, e que tais "gaps" são preocupantes, porque interferem diretamente nos resultados da organização. Considerando que o principal foco do negócio consiste em gerar resultados lucrativos, fica fácil perceber que os "gaps" já existem há algum tempo. O que há de novo é a consciência por parte dos gestores de pessoas da necessidade em reduzir tais lacunas. Alguns colaboradores já sensibilizados, conseguem por meio de suas auto-avaliações, perceberem seus pontos a serem desenvolvidos. Por iniciativa própria buscam aprimorar suas performances profissionais por meio do desenvolvimento de suas competências. Para que atinjam um resultado efetivo no desenvolvimento do perfil de competências, é preciso que os objetivos sejam claros, e que as ações estejam alinhadas com tais objetivos.

Sob a ótica da relação custo x benefício, as organizações que ainda não possuem suas competências mapeadas, continuam investindo em programas de capacitação de maneira aleatória, correndo o risco de se tornarem consumidoras de produtos sem eficácia. Normalmente investem em programas de qualidade, porém não conseguem suprir as reais carências de seus profissionais, justamente porque a empresa ainda não possui um perfil de competências definido.

O mapeamento de competências deve estar atrelado à estratégia da organização e ser definido a partir da missão, da visão, dos valores e do negócio. Tornou-se a base para tomada de decisões na gestão de pessoas. Podemos afirmar que o mapeamento de competências é considerado uma excelente ferramenta estratégica, porque:

* Deve ser realizado em parceria com a alta direção.
* Está alinhado à cultura da organização, à sua missão, à visão, aos valores e ao negócio.
* Serve como norte para a empresa diagnosticar a necessidade de captar novos recursos e investir em novas competências que poderão garantir o seu diferencial competitivo.
* Define todas as ações de treinamento, desenvolvimento e educação corporativa à estratégia da empresa.
* Constitui a base para identificar "gap" de competências, "Assessement Center" e formação do Banco de Talentos.
* Define os indicadores de desempenho para avaliações periódicas.
* Garante a assertividade na escolha dos programas de capacitação acarretando redução de custos, agilidade no desenvolvimento das competências e resultados efetivos para a organização.
* Otimiza o capital intelectual porque define objetivos claros, para que os colaboradores possam adquirir e/ou aperfeiçoar suas competências.
* O custo/benefício pode ser quantificado pelo custo de não fazer, porque quando a empresa perde sua visão de futuro ela simplesmente perde o futuro.

O mapeamento de competências é realizado a partir de um comitê formado por representantes da direção, da área de gestão de pessoas e de representantes de todas as áreas da empresa. Cabe a este comitê elaborar, validar e aprovar junto à alta direção da organização as competências que farão parte do perfil institucional.

O resultado do mapeamento consiste na definição das competências básicas, necessárias para manter a organização funcionando, essenciais, definidas como as mais importantes para o negócio, diferencias, ou seja, aquelas que irão estabelecer o diferencial competitivo da organização e as terceirizáveis, que não estão ligadas à atividade fim, e que podem ser repassadas para as fontes externas de maior competência.

O mapeamento de competências direciona a empresa para investir em suas lacunas que muitas vezes a impedem de alcançar resultados e fazer o diferencial no mercado. Além disso, ele se torna um guia de orientação para a tomada de decisões estratégicas relativas à gestão de pessoas.

Palavras-chave: | mapeamento | competências |

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COMENTÁRIOS (1)
Democrito Rocha Crisostomo em 22/02/2011:
A alta direção aonde trabalho apoia a gestão por competência. Mas a dificuldade está em conseguir os instrumentos para poder mapear as competências. Como operacionalizar? Que sugestões você daria?

 
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