O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Em breve as inscrições para o 6º ConviRH estarão abertas.
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »
22/06/2009
RH » Desempenho » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Subjetividade e avaliação de desempenho

Por Fernando Freitas para o RH.com.br

No mercado existem muitos modelos de avaliação de desempenho e softwares que mensuram a performance do profissional, geram estatísticas, sugerem gaps de competências, enfim, indicam informações acerca dessa pessoa. Com isto, o profissional em Gestão de Pessoas deve ter consciência que há a necessidade da realização de um trabalho preliminar antes da escolha do modelo, da metodologia e do instrumento de avaliação, para com isso não ficar refém a modismos impostos pelo mercado.

Sabemos que cada pessoa tem suas idiossincrasias, ou seja, possuem sua própria maneira de ver, sentir e pensar as coisas. Além disso, também têm seus valores e sua personalidade. Isto é um fator complicador na elaboração de um sistema de avaliação de desempenho, pois nos deparamos com a subjetividade.

Por outro lado, temos as organizações. Podemos inferir que elas também possuem suas idiossincrasias, sua individualidade - representada por sua cultura - e seus valores. Esses aspectos são importantes e devem ser observados na implantação de um sistema de avaliação de desempenho. Além disso, aponta para a necessidade de relativizarmos e analisarmos o contexto ao qual estamos propondo fazer uma implantação de um sistema desses.

Em face ao exposto, chamo a atenção para duas grandes vertentes que devem ser consideradas e analisadas profundamente antes da implantação de um sistema de avaliação de desempenho: a subjetividade do avaliador e a cultura organizacional a qual os profissionais estão inseridos.

A escolha do modelo, da metodologia e do instrumento deve ser pensada de forma a procurar minimizar a subjetividade do avaliador e estar em comunhão com os valores, os objetivos e a cultura organizacional. Os resultados oriundos deste tipo de análise devem: ser estratégicos para a organização; mapear competências; agregar valor e retroalimentar os demais sistemas ou subsistemas da empresa com feedbacks, no intuito de promover melhorias contínuas de processos, otimização de custos e identificação de talentos.

Para desenvolver e implantar um sistema de avaliação de desempenho demanda do profissional uma visão sistêmica da empresa e de seu quadro de gestores para então traçar ações e propor a avaliação do que realmente irá agregar valor ao avaliador, ao avaliado e à companhia.

Acredito ser ponto pacífico que o que é valorizado para a Empresa A pode não ter o mesmo valor para a Empresa B, em virtude de vários aspectos como: segmento de mercado, localização geográfica, planejamento estratégico, entre outros. O mesmo ocorre com o avaliador - o que é estimado ao gestor A pode não ter a mesma importância para o gestor B.

A questão do treinamento dos avaliadores é de fundamental importância. Conforme já mencionamos, deve-se procurar dirimir a subjetividade na avaliação. Fechar os olhos para esta questão é transformar um sistema de avaliação de desempenho em um processo de julgamento de performance. Julgar não é avaliar. As organizações não precisam de julgamentos permeados com pressupostos e pré-concepções que o "grande Zeus" - o gestor -, aponta e sentencia o avaliado. Ela precisa de uma avaliação dialogada que gere um sistema de informação para tomada de decisão.

As tendências contemporâneas de gestão de desempenho apontam para a importância da democratização de desempenho, regras claras e metas tangíveis com o intuito de estimular o comprometimento do profissional e valorizar o capital intelectual da empresa.

Gestão de desempenho é um assunto vasto e também polêmico, mas acredito que um grande desafio para as lideranças das organizações é conseguir, dentro de um contexto ético, isentar-se de suas idiossincrasias para buscar uma maior excelência em sua gestão de resultados e, com isto, focar suas avaliações e ações no que realmente seja relevante para a companhia.

Palavras-chave: | avaliação de desempenho | cultura organizacional |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (3)
KARLA REGINA PACHECO em 21/07/2009:
Fernando, Seu artigo (Subjetividade e Avaliação de Desempenho), o profissional em Gestão de Pessoas deve realmente ter consciência na realização de um trabalho preliminar. Está muito bem esclarecido, PARABÉNS!!

Eduardo Bastos em 25/06/2009:
Parabéns, encontramos neste artigo a sensibilidade que precisamos ter e na maioria das vezes, não alcançamos onde esta a dificuldade para implantar um sistema de desempenho e ai fica claro o que precisamos ficar atentos e não somente a formulários.

ADEMILTON ALVES DOS SANTOS em 25/06/2009:
Estou encantado com esse artigo muito apropriado para o nosso sistema de gestão atual brasileiro. Quando as organizações estão entregando um papelzinho com um simples questionario dizendo ser está uma avaliaçao de desempenho.parabéns!

 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Programa de Autodesenvolvimento

Seminários RH.com.br



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.