O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Agradecemos a participação dos congressistas no 7º ConviRH.
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »






03/04/2012
RH » Desempenho » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

A vaca sagrada corporativa

Por Flávio Moura para o RH.com.br

Os hindus têm a vaca como um animal sagrado, dando a elas o direito de circular livremente pelas ruas das cidades sem serem molestadas. Sua proteção deve-se também ao fato de serem consideradas um símbolo de abundância dentro dessa cultura.

No mundo corporativo essa expressão também existe, mas com uma conotação bem diferente, pois as pessoas intituladas como "vacas sagradas" não são exatamente exemplos de abundância em conhecimento, habilidades e/ou entregas nas organizações. Pelo contrário, são funcionários que por motivos diversos não podem ser demitidos ou cobrados com maior rigor. Geralmente possuem muito tempo de empresa, já tiveram ou ainda tem poder considerável na estrutura hierárquica, têm influência de parentesco, cresceram com a organização ou existe uma grande gratidão pela sua contribuição no passado, fazendo com que muitas vezes a direção não saiba exatamente como lidar com esse tipo de profissional.

Em alguns casos, essas figuras apresentam práticas obsoletas em suas rotinas de trabalho, sendo resistentes às mudanças exigidas pelo atual contexto organizacional. Tal posicionamento pode estar relacionado à sensação de perda de poder ou à necessidade de justificar sua presença no cargo, mas, independente do motivo, acaba gerando perdas, incertezas e/ou instabilidades no resultado final apresentado.

Ao se prender aos hábitos do passado, criamos barreiras ao desenvolvimento e a inovação da organização, podendo inclusive contaminar a equipe, caso existam subordinados a esse colaborador. Com o tempo, esse "protecionismo" fica evidente e a equipe começa a questionar se a direção está vendo o que está acontecendo e por que não fazem nada para resolver a situação.

Para a organização, manter pessoas com essas características significa concordar com o retrabalho, visto que grande parte das atividades delegadas a esses indivíduos precisam ser iniciadas ou revisadas por outros profissionais a fim de corrigirem possíveis falhas, gerando assim um círculo vicioso de ineficiência e/ou desperdício de recursos.

Quem está nessa posição às vezes é convidado a participar de tudo, mas não se compromete efetivamente com nada. Adora dar opiniões, mesmo que sejam ideias de ontem, não sendo adequadas para os problemas atuais.

O consultor americano Robert Kriegel, autor de um livro com um tema bastante sugestivo "As vacas sagradas dão os melhores hambúrgueres", afirma que é necessário romper os paradigmas para desenvolver pessoas e organizações. No cenário competitivo atual, a empresa não pode se dar ao luxo de manter esse tipo de profissional, pois se uma atividade, processo ou pessoa não contribui com os resultados da organização é necessário promover uma mudança imediata.

Uma empresa competitiva busca colaboradores produtivos, independente da área, função ou experiência. Avalie qual é a realidade da sua empresa.

 

Palavras-chave: | produtividade | retrabalho |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (3)
jose ramos de melo em 10/04/2012:
Interessante a abordagem dessa realidade existente nas organizações. Se o profissional foi importante no passado e possui experiência, é dever da organização buscar situações que resgatem a sua autoestima. Se existem questões de apadrinhamento, a organização deverá definir se quer continuar com a situação. Se apesar de todos os esforços, o profissional se mostra apático, então, a melhor alternativa é o seu desligamento da organização. Pois um profissional assim, pode contaminar o clima e demonstrar para aqueles que são produtivos, a injustiça da organização, o que é pior. Não é demais lembrar que pessoas com muito tempo de casa e mesmo profissionais com muitos anos de experiência, não significam pessoas improdutivas, descartáveis, principalmente nesses tempos escassos de profissionais qualificados, quando muitos que estavam aposentados, retornaram a ativa. Parabéns. Flávio!

Marta Torres em 05/04/2012:
Excelente colocação, esse tipo de pessoas (porque capacitados geralmente não são) considero uma traça no ambiente corporativo.

Milena em 05/04/2012:
Gostei muito do texto e em alguns aspectos as "vacas sagradas" são semelhantes em todos os lugares (iniciativa pública ou privada), creio que a diferença maior seja o por quê de manter essas pessoas que são incompetentes em cargos de chefia. O que vejo na iniciativa privada é que estamos fadados a "cultuar" essas vacas sagradas por muito tempo tempo, pois as coisas aqui acontecem muito mais por interresse político (ou a falta deste) do que por competência.

 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

7º ConviRH

Seminários RH.com.br



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.