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01/12/2008
RH » Desempenho » Entrevista Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

O que é preciso para alcançar as metas?

Por Élida Bezerra para o RH.com.br

O alcance ou a superação das metas é algo que vem sendo cada vez mais cobrado no mundo organizacional. Os profissionais que têm foco no desempenho das atividades corporativas, estipulam prazos e mantêm uma agenda organizada apresentam mais chances de atingir os objetivos traçados. Dessa forma, aproveitam melhor o tempo, otimizando a produtividade.
Todavia, na maioria das vezes, a responsabilidade pela concretização do ato incide somente sobre o colaborador. No entanto, para que ele conquiste a meta desejada, é necessário que haja compromisso também da empresa, representada pelos gestores. O esforço de ambos acarretará bons resultados.
Para o palestrante internacional Rodrigo Cardoso, especialista em atitude e comportamento organizacional, além de autor de diversos livros e DVDs, dentre eles, o Best-seller “Ganhando Mais”, publicado pela Editora Fundamento – é preciso que a organização dê condições para que o profissional possa crescer e ter realização. Em entrevista ao RH.com.br, Rodrigo Cardoso apresenta os fatores que levam os profissionais a alcançarem suas metas. Vale a pena conferir. Boa leitura!

RH.COM.BR - Qual a definição mais adequada de “meta” para o meio corporativo?
Rodrigo Cardoso - Meta significa “objetivos específicos que devem ser alcançados”. No meio corporativo as metas podem ser de produtividade, faturamento, custos, vendas, aumento de carteira de clientes, nicho de mercado, market share etc. O fato é que uma boa meta deve ser específica, mensurável, datada e, principalmente, deve fazer sentido para todos os envolvidos; todos devem acreditar que é possível alcançá-las. Uma meta bem definida não deve ser tão fácil que faça com que todos se acomodem, por não gerar uma expectativa de desafio, e nem tão difícil, para que os colaboradores deixem de acreditar nelas e não se comprometam em atingi-las.

RH - Qual a importância da superação de desafios, seja para a vida pessoal ou profissional?
Rodrigo Cardoso - Qualquer ser humano só vai agir se tiver motivo para isso. Com um motivo bem definido, ele entra em ação e isso significa MOTIVAÇÃO. Só conseguiremos que as pessoas superem desafios, vençam seus medos, alcancem metas grandes e visionárias se tiverem um motivo real e forte. Normalmente, o motivo é pessoal e o “veículo” para realizá-lo é profissional. Walt Disney disse uma vez: “Como fazer com que seus sonhos virem realidade? Faça-o por meio de seu trabalho!”.
Portanto, a superação de desafios é absolutamente importante apenas para as pessoas extraordinárias que querem algo mais da vida, que são sonhadoras e não acomodadas, que buscam fazer uma diferença na vida de sua família, das pessoas que amam e da organização onde trabalha.

RH - O alcance ou a superação de uma meta depende mais do profissional ou da organização?
Rodrigo Cardoso - Vai depender de ambos; é um equilíbrio. É necessário que a organização dê condições para que o profissional possa crescer e ter realização. No entanto, é importante que haja treinamentos para isso e uma forte atenção ao ambiente corporativo. Por outro lado, a seleção, o recrutamento do colaborador e o seu perfil de personalidade completa a possibilidade de alcance e superação de uma meta. Tem que ser guerreiro; tem que gostar do que faz, amar, ter paixão. Não adianta ter um sem o outro.

RH - Que fatores geralmente prejudicam os profissionais a superarem suas metas?
Rodrigo Cardoso - Eles são prejudicados por causa de atitudes negativas, boato e fofoca no ambiente de trabalho, pessoas se associando com outras para comentários negativos, liderança desatenta e despreparada, equipe não treinada, falta de um cenário positivo em que todos possam crescer e ter uma competição sadia e produtiva.

RH - Por que as organizações ainda permitem que esses fatores negativos façam parte do seu dia-a-dia?
Rodrigo Cardoso - Muitas vezes isso acontece por falta de visão dos líderes que não perceberam ainda que o cenário mudou. O mundo mudou e os mesmos recursos que os trouxeram até aqui não têm força e capacidade de levá-los para um novo patamar. É preciso se habituar às novas exigências do mercado, que vão desde capacitação, seleção, treinamento à premiação e oportunidades de crescimento aos colaboradores.

RH -Atualmente, quais os recursos mais utilizados pelas organizações para que os colaboradores alcancem resultados desejados?
Rodrigo Cardoso - As empresas utilizam treinamentos técnicos e comportamentais, diferencial competitivo, vender valor e não apenas preço, buscar o seu “oceano azul”, ser tão inovador em seus produtos ou serviços que acabará tornando os concorrentes irrelevantes. Um exemplo disso é o Cirque Du Soleil. Não sabemos se é um circo, teatro, show, música clássica ou balé. Na verdade, é tudo isso e muito mais. As pessoas pagam caro e voltam para ter uma nova experiência emocional mais de uma vez. Tornaram-se a maior empresa exportadora do Canadá com equipes espalhadas pelo mundo inteiro.

RH - O fator motivacional é fundamental para que uma equipe seja bem-sucedida?
Rodrigo Cardoso - Motivação significa: Um motivo para ação! Sem um motivo ninguém pula da cama com brilho nos olhos, com sangue fervendo, com muita vontade de realizar! Para termos uma equipe bem-sucedida é preciso ter uma liderança inspiradora capaz de extrair o máximo da sua equipe mostrando a eles como podem conseguir realizar seus sonhos fazendo o que precisa ser feito.

RH - Caso o colaborador não receba um estímulo da organização, como ele deve proceder para atingir suas metas?
Rodrigo Cardoso - O profissional deverá buscar o estímulo sozinho através de muita leitura, DVDs, cursos, associar-se com pessoas positivas, ter metas pessoais e muita paciência para ser reconhecido e se for preciso mudar de organização para alguma outra que valorize e reconheça o seu esforço pessoal e vontade de vencer.

RH - É possível atingir metas sem a presença da motivação?
Rodrigo Cardoso - Isso é impossível, pois uma está ligada à outra. Meta significa ter esperança no futuro, que proporciona força no presente; e essa força é a motivação. Portanto, meta e motivação são totalmente interdependentes. Se as pessoas não sabem para onde estão indo, qualquer lugar serve - são os chamados mortos-vivos. Eles vivem sem sonhos e apenas repetem suas vidas de forma rotineira, sem esperança, sem vida, sem felicidade interior.

RH - Quem deve estabelecer metas para uma equipe é unicamente o gestor ou esse processo precisa contar com a presença do profissional de RH?
Rodrigo Cardoso - Em minha opinião, as metas devem ser feitas em conjunto, com todos os envolvidos, em comum acordo entre líderes e liderados; claro que deve existir pulso forte da liderança para evitar que os liderados se acomodem ou coloquem metas pouco desafiadoras. Porém, vejo acontecer em muitas empresas a imposição de metas de forma unilateral, ocasionando uma descrença generalizada, o que acaba acarretando um ambiente totalmente desanimador.

RH - De que forma prática o RH pode colaborar para um processo que está diretamente ligado a metas?
Rodrigo Cardoso - O departamento de Recursos Humanos poderá atuar procurando conhecer profundamente as pessoas envolvidas, seus sonhos e metas pessoais, criando um plano estratégico que mostre de forma clara como os profissionais podem realizar seus sonhos pessoais através de sua atividade profissional. Além disso, o RH pode ligar os líderes aos liderados, comprometendo-os com esse plano, proporcionando treinamentos técnicos e comportamentais com a intenção de gerar uma nova energia na empresa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Palavras-chave: | Rodrigo Cardoso | meta | produtividade |

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COMENTÁRIOS (1)
ADM. Janete em 26/01/2009:
Textos desse porte, excelente ferramenta de trabalho, com isso qualquer profissional interado com sua empresa consegue atingir suas metas, seja de vendas ou qualquer outra área. Seus consultores são selecionados minuciosamente,pois veio em cima de alguns assuntos que tive com um gerente recente de uma grande empresa de RO. Vou dá a ele de presente essa grande ferramenta.

 
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