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26/05/2009
RH » Desempenho » Matéria Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Um novo conceito para Seleção por Competências

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

O novo conceito em Seleção por Competências. Com esse tema, Rogerio Leme, diretor da Leme Consultoria e autor de vários livros na área, trouxe essa importante assunto à terceira edição do ConviRH – Congresso Virtual de Recursos Humanos – evento promovido pelo RH.com.br, que acontece no período de 14 a 29 e maio.

Segundo Leme, normalmente as pessoas conhece o famoso CHA, que se traduz em Conhecimentos, Habilidades e Atitudes - método que utiliza o princípio de fazer o mapeamento separadamente do C, o Conhecimento, do H da Habilidade e o A da Atitude. Contudo, afirma o palestrante do ConviRH, na prática, fazer essa separação não é recomendada, pois torna a descrição de função e o mapeamento de competências rapidamente obsoleto.

A alternativa é separar o CHA em dois grupos, defende Leme. “Competências técnicas, formado pelo CHA, devem trazer todos os conhecimentos e as ferramentas necessárias para que o profissional desempenhe sua função. Já no grupo das competências comportamentais, teremos os comportamentos necessários para a função”, sintetiza, ao acrescentar que o problema dos métodos tradicionais de seleção por competências é que eles visam apenas o grupo das competências comportamentais e isso, por sua vez, torna-se insuficiente para um processo de seleção.

Ele aponta como sendo os principais erros ou falta de visão dos métodos tradicionais, usados no mercado:
- O foco apenas nas competências comportamentais, ignorando a existência de outros fatores na seleção, além de comportamentos.
- Estruturam-se na observação de competências.
- E não possuem método claro de mensuração das competências, tornando os processos subjetivos.

Para Rogerio Leme, focar apenas no em competências técnicas e comportamentais dos profissionais serve apenas para a identificação de necessidades de Treinamento e Desenvolvimento. Contudo, isso não dá condições de se obter uma avaliação de desempenho. “Não interessa as competências de um colaborador. Interessa as competências que ele possui, que são necessárias para a minha empresa e que ele efetivamente entrega. Afinal, se ele tem a competência, mas não entrega, isso não resolve e não faz minha empresa atingir as metas”, justifica.

O conceito de entrega do colaborador deve utilizar quatro perspectivas básicas, de acordo com o palestrante do 3º ConviRH. Dentre essas, destacam-se:
Competências Técnicas - composta pela avaliação dos Conhecimentos e Habilidades que o colaborador deve ter para executar suas atividades.
Competências Comportamentais - composta avaliação comportamental, que visa o desenvolvimento e alinhamento das Atitudes e Valores organizacionais.
Resultados - composta pela mensuração das metas individuais e coletivas a ser atingidas, alinhada do planejamento estratégico da empresa.
Complexidade - composta pela avaliação da qualidade de execução das responsabilidades executadas pelo colaborador.

A palestra de Rogerio Leme traz à tona questões que em muitos casos, passam despercebidas por que atua em Gestão de Pessoas. Por esse motivo, vale a pena assistir a apresentação na íntegra, bem como trocar ideias tanto com o palestrante como conhecer a opinião de outros profissionais sobre esse assunto. Não esqueça: o 3º ConviRH ( www.convirh.com.br ) termina na próxima sexta-feira, dia 29, às 12h – horário de Brasília/DF.

 

Palavras-chave: | Rogerio Leme | ConviRH | RH.com.br | palestra |

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COMENTÁRIOS (3)
Dioni Fernandes em 02/07/2009:
Bom dia, De acordo com a tendência do mercado em novos aspectos empresarias, temos como objetivo a implantação de uma gestão cada vez mais apropriadas as necessidades da empresa, mas como implantar uma gestão de competência em uma empresa que não possui nenhum tipo de preocupação com os seus colaboradores? E como fazer para que os colaboradores adotem um espirito de empregabilidade, ou seja, como fazer para que entendam a necessidade de ter um profissional capacitado? aguardo resposta. obrigado

Francisca em 27/05/2009:
Interesso-me por todos os artigos e reflexões que encontro sobre competêcias, especialmente por se tratar ds CHAc de pedagogos não docentes que atuam na educação profissional e na formação de formadores. Que tal escrever algo neste sentido. Parabéns pelo texto e também ao Galileu, autor do comentário I. Francisca

Galileu J. Rabelo em 27/05/2009:
Patrícia, primeiro parabéns pelos seus constantes escritos e pela clareza no tratamento deles. Segundo: Tenho conduzido meus trabalhos nas descrições de cargo, processos seletivos, definição de competências empresariais e treinamento e desenvolvimento baseados no conceito de COMPETÊNCIA e do CHAc (conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos), onde dimensiono o termo "COMPETÊNCIA" como o resultado dos conhecimentos, somados às habilidades de demonstração destes conhecimentos no exercício das funções e responsabilidades do cargo e, ainda, que as atitudes sejam confirmadas e coerentes através de comportamentos (valores, crenças, princípios) já preestabelecidos no Planejamento Estratégico da organização e/ou instituição. Somente no conjunto de respostas do CHAc aplicáveis e vivenciadas é que se conclui que o profissional é competente. Termino meu comentário dizendo: "Não há COMPETÊNCIA onde só há conhecimento (um professor que sabe muito, mas não sabe "dar aula") faltando-lhe , portanto a habilidade de transmissão; ou então que lhe falte a atitude do respeito às diferenças individuais ou dificuldades particulares, que é demonstrada pelo comportamento de compreensão e ajuda direcionada". Patrícia, isso faz sentido? Obrigado! Galileu.

 
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