O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
3ª Jornada Virtual de Liderança - 2014
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »






16/03/2000
RH » Desenvolvimento » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Formação Ética - ética discursiva de Habermas

Por Paulo Henrique Bolgar para o RH.com.br

Como a última, mas não menos importante das abordagens deste trabalho, somente poderia caminhar para a resolução de problemas e oportunidades através do consenso. Sendo que, se os indivíduos são vistos dentro de uma visão complexa e respeitados como um todo bio-psíquico-social, se tais indivíduos têm o desenvolvimento cognitivo em seu ponto mais elevado, podendo elaborar as possibilidades combinatórias e finalmente tenham o pensamento complexo como diretriz, não há como trabalhar com tais indivíduos através da imposição de idéias ou de manipulação, somente será aceito e considerado como válido o processo argumentativo, o Discurso Prático.

Segundo Habermas(*), a ética discursiva está centrada em dois princípios da moralidade – Justiça e Solidariedade. A nova norma ética só poderá ser aceita, quando as conseqüências são antecipadas, analisadas e aceitas por todos, assegurando o bem estar do grupo e a garantia da dignidade e integridade de cada participante, como participantes autônomos de uma sociedade.

O que se apresenta não é um programa para que se obtenha resultados individuais ou de alguns grupos seletos na organização, vai além das visões simplistas e de pensamento linear, pois em tal cenário não será cabível a utilização de força, seja violência física, ou qualquer forma de manipulação. Os pilares dos relacionamentos estarão sob a influência da justiça, da verdade e da veracidade.

Uma organização que trabalhe com estes princípios, transformará seus indivíduos em co-participantes do processo decisório e com isto passarão de apenas executores de tarefas direcionadas, a colaboradores do processo produtivo e organizacional, substituindo o Dever do fazer pela Responsabilidade do assumir.

Mas será que tal processo é fácil de se alcançar? É muito mais cômodo que as decisões sejam tomadas por quem detêm o poder e que os níveis hierárquicos inferiores sejam apenas obreiros de ações predeterminadas. Mas este é o caminho que deve ser seguido pelas organizações que desejem ter a continuidade de suas operações, pois os indivíduos evoluem, e organizações que permanecerem no paradigma antigo (atual) de Recursos Humanos no trabalho, terão como resposta, a baixa produtividade, falta de engajamento e falta de responsabilidade e sendo assim, como continuar?

A prática de tal processo argumentativo nas organizações, se dará quando os indivíduos estiverem conscientes da importância e da razão de cada uma de suas responsabilidades dentro do processo, quando as mudanças tiverem envolvimento dos indivíduos, para que estes coloquem as suas opiniões, quando tais indivíduos questionarem processos e políticas tenham como respostas os argumentos (a razão) de existirem e que justifiquem o funcionamento destes.

As dificuldades de tal processo, será compensada imensamente, pelo aumento de comprometimento entre os indivíduos e a organização, e pelo reconhecimento da importância dos indivíduos para a empresa.

(*) *HABBERMAS, J. Consciência Moral e Agir Comunicativo

Palavras-chave: | Formação | Ética | Habermas |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (0)
Ainda não há comentários.

Seja o primeiro, clique no ícone disponível logo acima e faça seus comentários.
 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Programa de Autodesenvolvimento

3ª Jornada Virtual de Recursos Humanos



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.