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24/05/2000
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Sistema Pessoal de Equilíbrio Dinâmico

Por Martius V. Rodriguez y Rodriguez para o RH.com.br

O estado da arte da gestão para a busca da excelência do desempenho pessoal.

APRESENTAÇÃO:
Concebida como uma das mais atraentes questões discutidas no mundo de hoje, a Educação, numa era denominada como sendo a da "economia do conhecimento", se destaca como um grande desafio. Cada vez mais é preciso aprender mais, e mais rapidamente, ao mesmo tempo em que também é necessário desaprender mais e mais, para acertar o passo com as transformações que se apresentam a cada novo dia, para adotar novos conceitos, comportamentos, crenças e valores.

Muito do aprendizado vem diretamente da experiência, na tentativa cotidiana de enfrentar novas situações que se apresentam ou da motivação por uma nova onda de interesses atrativos, que acaba mobilizando para a adoção de novos conhecimentos. Em ambos os casos a situação hoje se apresenta de forma muito diferente daquilo que tendemos a fazer: procurar algo ou alguém que possa nos guiar na situação desejada. O mundo não funciona mais assim. Com o que nos deparamos então? Com um boom de informações disponibilizadas através de diversos canais e possibilidades de empreendermos nosso próprio caminho, observando-se vocações e metas pessoais, perspectivas e situações de sucessos. A grande motivação é a certeza da busca de expansão de novos horizontes e o desejo de substituição de paradigmas que já não nos servem.

AS MUDANÇAS E OS HÁBITOS QUE ELAS DETERMINAM:
Dentro do atual processo de globalização da economia novos hábitos começam a ocorrer e podem ser percebidos na forma de relacionamentos entre os indivíduos, no mix cultural que caracteriza a economia atual, na relação dos indivíduos com as Organizações, que pouco a pouco perdem o papel de "tutor de empregados" e assumem uma chamada parceria orientada por uma missão comum. As premissas da Sociedade Industrial: salário, perspectivas de carreira, e emprego para toda a vida, desaparecem. Surgem valorizados o talento intrínseco ao ser humano, o seu grau de energia para "construi", a dedicação a uma causa e metas de vida, a determinação baseada em uma missão pessoal e valores de desenvolvimento pessoal.

Como dizem Roger Evans e Peter Russel, "o movimento de potencial humano é apenas um lado de um fenômeno social mais amplo". Desde a década de 70, tornou-se evidente que, nos países mais industrializados, os valores e motivações individuais estão mudando regularmente. Essas tendências têm sido tema de inúmeros estudos de longo prazo, sendo um dentre muitos exemplos é o do Programa de Valores e Estilos de Vida do Instituto de Pesquisa de Stanford. Todos revelaram que, embora a maioria das pessoas ainda possa estar voltada para seu bem-estar material exterior, a preocupação com valores interiores e a auto-orientação vêm crescendo regularmente, e tornou-se agora fator significativo para o desenvolvimento social.

A grande equação que surge é: como caminhar em uma estrada em que os indivíduos terão que descobrir e escolher o melhor caminho para atingir sua auto - realização, sem a então habitual interferência do Estado e das Organizações? Surge a necessidade de desenvolvimento do novo homem e do "equilibra a dinâmica" que o levará à conquistas em tempos de terceiro milênio. As caminhadas pelo mundo da educação e dos negócios se darão com base na troca com aliados, parceiros que se auxiliem mutuamente na busca da superação dos desafios nas diversas dimensões dos relacionamentos e necessidades humanas.

Desde o despertar da ciência os filósofos buscam a compreensão do mais complexo dos objetos de estudo: O SER HUMANO. Ao longo dos tempos a lógica mecanicista dominou o mundo, trazendo a idéia de que existe uma linearidade. Às portas da virada do milênio, observa-se um natural e saudável retorno à busca do auto-conhecimento, a volta do ser humano ao encontro do seu próprio ser e da sua verdade individual e social. Esse homem integral é capaz, segundo Weil e Jung, de acoplar em sua visão sistêmica, intuição, razão e pensamento, sentimento e emoção, sensação e percepção, de forma única, singular.

Na esfera social, observam-se mudanças significativas como o que é constatado com os níveis de emprego em todas as sociedades. O trabalho, agora orientado a partir da sintonia entre os interesses dos indivíduos e das organizações começa a surgir no lugar do emprego que na Sociedade Industrial fazia das Organizações guias e tutoras da vida profissional e até pessoal, de cada um dos seus empregados, orientando-os nas suas diversas etapas da vida, sob a égide do predomínio de valores de lucratividade, descartando, em sua maioria, indicadores de qualidade de vida e crescimento pessoal.

NOTA:
Material produzido pelo autor em conjunto com a Renilda Ouro, especialista em Gestão de Mudanças, da – PETROBRAS/E&P.

Palavras-chave: | Sistema | Dinâmico | Equilíbrio |

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