Por Cristiano Cecatto para o RH.com.br 
Portanto, para que o tempo investido nesta ferramenta fabulosa chamada planejamento seja bem empregado, é importante estabelecer o modelo de empreendimento e, mais do que isso, olhar o lado humano, esquecendo um pouco o conceito de que qualquer modelo computacional ou software resolverá todos os problemas. Somente a partir disto, poderá definir-se os valores, a missão, o trabalho e o modelo de atuação da empresa no mercado.
Nos dias atuais, garantir que a equipe, os companheiros, os amigos e as pessoas do relacionamento, evoluam juntos, não deixando ninguém para trás, é sem dúvida o mais importante em nossas vidas. E o mesmo vale para as empresas. Com o trabalho conjunto de um profissional de planejamento e de recursos humanos, fica muito mais fácil fazer isto tudo.
O planejamento é um conjunto de idéias construídas e que precisam ser colocadas em prática. Para isso, as idéias precisam transformar-se em ações, e as pessoas do nosso relacionamento são fundamentais.
As empresas precisam voltar-se mais para o lado humano das organizações, não esquecendo nunca que nós somos movidos pelo contato e que precisamos de atenção, sejamos nós funcionários, clientes ou fornecedores.
Colocando o planejamento em prática
O planejamento estratégico tem como uma de suas funções o estabelecimento da visão do negócio que ocorrerá quando estratégias não convencionais forem consideradas. Quatro componentes são fundamentais para a escolha de uma boa estratégia: clientes, fornecedores, concorrentes e a empresa. Uma estratégia pró-ativa freqüentemente começa com objetivos de negócio e com requisitos de serviço aos clientes. Cada elo da empresa deve ser planejado e balanceado com todos os outros, em um processo integrado de planejamento. O projeto do sistema de gestão e controle deverá completar o ciclo de planejamento da empresa.
Existem vários níveis de planejamentos. Porém, todos devem ser capazes de responder aos questionamentos de: o quê? quando? como? onde?, seja no nível estratégico, tático ou operacional. O planejamento estratégico é considerado como sendo o de longo alcance. Devido ao período de execução maior, o planejamento estratégico opera com dados que são, freqüentemente, incompletos e imprecisos. O planejamento tático envolve um horizonte de tempo intermediário, geralmente um ano ou menos. Já o planejamento operacional é considerado pela tomada de decisão de curto prazo. Nesse último tipo de planejamento, é comum encontrarmos dados muito acurados e precisos e seus métodos devem ser capazes de manipular um grande volume de dados.
Nos próximos anos, as empresas que não forem capazes de ter um planejamento e visão clara de como se diferenciar uma das outras, serão facilmente aniquiladas pelos concorrentes.
Quando consideramos os valores em ordem de importância para uma empresa, qual deve ser a qualidade mais importante e fundamental? No que se baseia a missão da empresa? E como as empresas levam e encaram essa missão? O que as pessoas da organização consideram como sua função na vida e no trabalho? Como elas exercem isso? Mesmo em épocas pré-históricas, quando os seres humanos eram apenas caçadores, havia necessidade de buscar essas respostas e de implantar um planejamento adequado. E até hoje, observamos como é difícil respondermos com clareza essas questões tão importantes na nossa vida pessoal e profissional.
As respostas para essas questões devem ser alcançadas quando o empresário utiliza o planejamento adequado, seguindo a orientação de um profissional de planejamento e de RH, responsáveis pelo mapeamento dos melhores caminhos e dos funcionários certos para executar o planejamento em ação.
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