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16/08/2004
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Programa de imersão pode ser solução para treinamento de executivos

Por Solange Macedo Caramel para o RH.com.br

Preparar um executivo para uma viagem internacional, quando ele não domina o idioma-alvo, não é tarefa fácil para a área de RH. Sabe-se que os cursos regulares não podem suprir essa necessidade e, nesse momento, a melhor estratégia é focar o aprendizado nas necessidades primordiais de comunicação do executivo: reuniões, apresentações, negociação, socializing etc.

A luta contra o tempo (geralmente curto) e o aprendizado complexo (que é um processo naturalmente longo) cria uma pressão muito grande para o executivo e a área de Recursos Humanos. Nessa hora, o mais importante é manter um equilíbrio entre as reais possibilidades de aprendizado do executivo (existe um limite de absorção de informações que todo ser humano tem, além de uma tensão criada nesse momento de urgência), para que todos tenham uma visão realista: não há milagres no aprendizado de um idioma, há ferramentas que podem ser utilizadas para "treinar" habilidades específicas num momento como esse.

Levando-se em conta que muitos desses executivos apresentam resistência ao idioma-alvo, (principalmente inglês) e por essa razão adiaram o aprendizado até torná-lo inevitável, ou realmente não tiveram tempo para dedicar-se a um curso regular, uma solução encontrada por algumas empresas, que tem trazido resultados satisfatórios, é a imersão empresaria. É um programa de imersão no Brasil, onde a empresa contrata um curso customizado para as necessidades do executivo, de forma a tornar o aprendizado mais rápido e objetivo. O nível de conhecimento de inglês e as necessidades traçadas pela empresa e o executivo vão determinar o tempo de duração da imersão, que pode ser de 3 até 30 dias.

Essa imersão geralmente é individual, (podendo também ser aliada a imersões em grupo, para que haja exposição direta com outras pessoas além do professor) de forma a otimizar o aproveitamento, já que somente as dúvidas e as dificuldades do executivo estarão sendo tratadas. Se as aulas puderem ser ministradas por um professor nativo do país para onde o executivo está indo, será mais um passo a favor do sucesso do treinamento.

Para garantir um bom programa de treinamento, o material didático deve utilizar vocabulário equivalente ao nível de inglês do aluno e tratar de temas diversos relacionado a apresentações de negócios, atualidades, reforço gramatical para os pontos críticos do aluno, assuntos de inglês geral, material trazido pelo aluno (job related material) e intervalos regulares para conversas informais, de forma a descontrair o aluno, já que a carga horária é normalmente de 10 a 15 horas diárias. Também é importante que, nesse período, o executivo fique o mais isolado possível do contato com a língua portuguesa, pois é o caráter intensivo da imersão que ativa o mecanismo da conversação e acelera o processo de aprendizagem, tornando a comunicação mais fluente. Portanto ele deve ir para um hotel, junto com o professor durante o período da imersão, mas esse não deve exceder a 5 dias para não prejudicar a absorção de informações.

Não existem muitas empresas que prestam esse tipo de serviço com conhecimento em business, portanto dê preferência àquelas que já realizam programas de imersão regularmente e que tenham um foco em negócios, não em imersão "recreativa". Também é importante conhecer os temas que serão tratados e a carga horária diária com antecedência, para que se possa fazer adaptações que sejam necessárias de modo a atender às necessidades do executivo.

Sabe-se que é difícil mensurar os resultados de um treinamento como esse quantitativamente, mas é possível fazê-lo qualitativamente. Uma opção é pedir à empresa contratada que filme as apresentações do aluno do primeiro ao último dia, para que alguém na empresa venha a assistí-las, podendo perceber a evolução na desenvoltura e no vocabulário do executivo.

Sabemos que não há uma fórmula mágica nessa solução, esta é apenas uma sugestão para "apagar incêndios". Assim como adquirimos conhecimento rápido, esquecemos mais rápido ainda se não o utilizamos mais. O ideal é manter os executivos-chave da empresa sempre em dia com o inglês, através de cursos ou imersões regulares, pois sabe-se que quanto maior a exposição, maior será a absorção de conhecimento e segurança para se comunicar. E para qualquer executivo, comunicar-se bem é essencial para negociar ou defender idéias. Principalmente numa viagem de negócios...

Palavras-chave: | executivo | treinamento | inglês |

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