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06/04/2009
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O valor da Inteligência Emocional nas organizações inteligentes

Por Marco Antonio Lampoglia para o RH.com.br

Nos últimos cinco anos, de acordo com nossos estudos e pesquisas, o investimento das organizações no treinamento e desenvolvimento dos profissionais em Inteligência Emocional cresceu na ordem de 48%. As empresas que têm um RH forte e estratégico estão influenciando as lideranças na percepção de que podemos lidar com as emoções, assim como lidamos com a matemática e a física.

Controlar e dominar os impulsos negativos emocionais como ansiedade, frustração, raiva e tristeza fazem com que as pessoas tenham foco para incorporar o autoconhecimento, a autoconsciência, empatia, e isso traz benefícios até mensuráveis para a qualidade de vida e a produtividade.

Quem demonstra controle emocional, autoestima elevada e autoconfiança têm capacidade para identificar muitas soluções para os problemas enfrentados no dia-a-dia. É notório, por exemplo, que administrar conflitos é uma das competências que mais exige o uso da habilidade ou capacidade emocional, uma vez que no ato de uma negociação a pessoa demonstra ou não equilíbrio entre razão e emoção. As duas se complementam, pois técnica, experiência e visão são fundamentais, porém tudo isso se torna poderoso quando aliado à Inteligência Emocional.

O conjunto destas competências é o que podemos chamar de Inteligência Emocional. Elas têm cinco componentes principais:
* Autopercepção - que é a capacidade da pessoa conhecer a si própria, em termos de seus comportamentos frente às situações de sua vida social e profissional, além do relacionamento consigo mesmo.
* Autocontrole - ou capacidade de gerir as próprias emoções, seu estado de espírito e seu bom humor.
* Automotivação - capacidade de motivar a si mesmo e realizar as tarefas e ações necessárias para alcançar seus objetivos, independente das circunstâncias.
* Empatia - habilidade de comunicação interpessoal de forma espontânea e não verbal, e de harmonizar-se com as pessoas.
* Práticas sociais - capacidade de relacionamento interpessoal e de trabalho em equipe.

Em várias sessões de coaching com executivos, alguns demonstram a dificuldade de se relacionar com pares e principalmente superiores instáveis emocionalmente. A partir do autoconhecimento, autocontrole e domínio das emoções negativas durante a prática da liderança e negociações, torna-se evidente a percepção intrapessoal - que é a habilidade de entrar em contato com o seu mundo interior - e a percepção interpessoal - que é utilizar a capacidade intrapessoal para interagir com os outros.

Desenvolvendo a Inteligência Emocional
Um programa de coaching para desenvolver a Inteligência Emocional de uma pessoa tem as seguintes etapas:
- Relacionar as principais competências comportamentais desta pessoa em relação ao seu contexto, pessoal e profissional.
- Fazer uma avaliação destes comportamentos, comparando o grau atual destas competências com o grau desejável naquele contexto.
- Executar um plano de capacitação em relação aos comportamentos pouco desenvolvidos com ações práticas e com sessões de feedback programadas.
- Realizar avaliações 360 graus para medir a evolução e as mudanças efetivas.
- Controlar os resultados até conseguir atingir as metas pretendidas.

Depois de saber quais os pontos fortes e as limitações, a pessoa deve ser orientada a desenvolver as competências comportamentais que mais estão prejudicando seu desempenho pessoal e profissional. Habilidades como empatia, flexibilidade, espírito de liderança, poder de persuasão, negociação, comunicação e relacionamento interpessoal, entre outras, devem fazer parte do programa de desenvolvimento de Inteligência Emocional. É preciso que a pessoa faça uma planilha com as competências que precisa desenvolver e aproveite todas as situações de sua vida pessoal e profissional para praticá-las.

Ciclo de Aprendizagem
É como aprender a andar de bicicleta. É preciso praticar até tornar estas competências algo natural na vida. Se você tem dificuldade de negociar e esta capacidade é fundamental para o desenvolvimento da sua profissão, então é necessário exercitar o processo até tornar-se competente. Segundo pesquisas, o cérebro emocional aprende através de experiências repetidas. Portanto, depois de identificar seus pontos fracos, é preciso centrar forças neles até desenvolvê-los. É necessário enxergar as oportunidades do dia-a-dia para praticar suas competências em desenvolvimento.

Investir nas atividades que possam lhe trazer maior equilíbrio emocional é valorizado cada vez mais por toda e qualquer empresa, mesmo que estas atitudes venham disfarçadas com outros nomes e descrições, como "uma equipe com iniciativa" e "um líder que alcance resultados e que gerencie conflitos e processo de mudança". Estamos falando de pessoas com a capacidade de melhorar os relacionamentos dentro do ambiente de trabalho, o que, por sua vez, irá gerar melhores resultados. E você, usufrui de sua inteligência emocional?

Palavras-chave: | inteligência emocional |

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COMENTÁRIOS (2)
Eliane Apolinário em 28/09/2009:
Boa tarde, pesquisando sobre empreendedorismo: bem colocados os tópicos inseridos no contexto. Parabéns, estarei eventualmente visitando este portal.

Virginia em 08/04/2009:
Caríssimo Marco Antonio e equipe do site, Meu trabalho de conclusão de curso foi embasado na Inteligência Emocional. Presenciei em meu ambiente de trabalho a gritante diferença de desempenho de uma pessoa emocionalmente preparada e outra sem nenhuma noção do que é Inteligência Emocional. E realmente há um abismo que as separa. Por isso, acredito que é imprescindível para uma organização ser "Inteligente" e trabalhar seus recursos humanos da melhor maneira possível. Certamente os resultados serão maximizados e o ambiente se tornará cordial.

 
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