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13/04/2009
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Gestão do conhecimento

Por Luciana Horta para o RH.com.br

Atualmente, em um mercado competitivo, as empresas buscam a todo tempo maneiras de sobreviver a este cenário mercadológico como também se diferenciar em seus serviços ou produtos oferecidos. Passam, então, a articular novas propostas de gestão, dentre elas a gestão do conhecimento e a gestão da informação. O conceito dessas gestões é visto sob óticas diferenciadas, como podemos observar nas colocações dos autores a seguir.

Segundo Davenport, a gestão do conhecimento pode ser vista como uma série de ações gerenciais constantes e sistemáticas que facilitam os processos de criação, registro e compartilhamento do conhecimento nas companhias. Para Alvarenga Neto, ela deve ser entendida como gestão da organização na era do conhecimento. Na concepção do autor, as empresas não gerenciam o conhecimento; este se encontra incorporado em cada ser humano e na fronteira periférica existente entre as mentes de várias pessoas que atuam dentro de uma mesma corporação.

O que as empresas fazem é gerenciar as condições ambientais necessárias à criação e à troca de conhecimento novo, favorecendo o processo de inovação, necessário à sua sustentabilidade. A ideia de que não se gerencia o conhecimento na concepção estrita da palavra se aproxima da visão de Albrecht, quando diz que o conhecimento não deve ser disciplinado.

Aqui, toma-se emprestada a opinião de Von Krogh, Ichijo, Nonaka, quando dizem que não se gerencia conhecimento, apenas capacita-se para o conhecimento, facilitando-se os relacionamentos, as conversas e o compartilhamento do conhecimento localizado em toda a organização, independentemente de suas fronteiras geográficas e culturais.

Em relação à gestão da informação, conforme defende Alvarenga Neto, ela é considerada como um dos componentes da gestão do conhecimento. Para o autor, a gestão da informação deve ser vista como o ponto de partida para qualquer iniciativa relativa à gestão do conhecimento. No entanto, ela não tem a preocupação com a criação, uso e compartilhamento de conhecimentos, o que faz a gestão do conhecimento ir muito além da gestão da informação.

Não se nega que a gestão da informação é apontada como uma ferramenta essencial à gestão do conhecimento. As empresas, sem dúvida, podem ser mais inteligentes promovendo o entendimento do seu business entre todos os empregados, fazendo a informação "girar". Mas, para tanto, precisam transformar seus dados em informação e depois em inteligência ou conhecimento, conforme processo a seguir:

DADO: reflete as operações diárias da organização; são "brutos".
INFORMAÇÃO: são os dados processados e consolidados.
INTELIGÊNCIA OU CONHECIMENTO: entendimento dos dados processados.

Entretanto, para que a gestão do conhecimento seja considerada um marco estratégico, torna-se necessário investir na geração e disseminação do conhecimento por meio de pesquisas, estudos, artigos, palestras e aulas, que tornam uma instituição reconhecida como geradora de conhecimento próprio. Desta maneira, a instituição estaria trabalhando de forma pró-ativa, dinâmica e engajada ao objetivo - Gestão do conhecimento.

Alguns pontos podem ser considerados no intuito de reconhecer se uma instituição tem mesmo uma gestão voltada para o conhecimento. São eles:
- estabelecimento de uma visão estratégica para o uso da informação e do conhecimento;
- aquisição, criação e transferência de conhecimentos tácitos e explícitos;
- promoção da criatividade, da inovação, da aprendizagem e da educação contínua;
- promoção de um contexto organizacional adequado.

Apoiando nas ideias de Carvalho e Tavares, "para implementar um estado de gestão do conhecimento uma organização precisa saber:
- identificar e disseminar o conhecimento já existente, o seu capital intelectual;
- utilizar esse conhecimento já existente, aplicando-o com eficácia em seu negócio;
- estimular a produção de novos conhecimentos;
- identificar o momento em que os novos conhecimentos são produzidos;
- utilizar o novo conhecimento, direcionando-o para o seu negócio, tornando-o essencial para o mesmo".

Alvarenga Neto propõe que a GC deve ser compreendida como "o conjunto de atividades voltadas para a promoção do conhecimento organizacional, possibilitando que as organizações e seus colaboradores possam sempre se utilizar das melhores informações e dos melhores conhecimentos disponíveis, com vistas ao alcance dos objetivos organizacionais e maximização da competitividade".

Neste sentido, vale ressaltar a importância do benchmark em instituições que já têm a excelência da gestão do conhecimento, considerando que as informações levantadas poderão vir a ser excelentes instrumentos de comparação, além de efervescente fonte de novas idéias. Desta forma, espera-se a proximidade de boa parte dos movimentos e dos ambientes nos quais se produzem a criação, a retenção, o compartilhamento e a disseminação dos conhecimentos, movimentos estes que dão suporte à implementação de um estado de gestão do conhecimento na organização.

Palavras-chave: | gestão do conhecimento |

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COMENTÁRIOS (3)
Daniel Bernardes Pereira em 15/09/2009:
Conforme relatado no artigo, a gestão da informação é considerada como uma ferramenta essencial para a obtenção do conhecimento no ambiente organizacional. Embora esta afirmativa seja verdadeira, surgem algumas questões: Será que as nossas organizações estão sabendo utilizar e disseminar as informações em seu ambiente de trabalho? Será que realmente as nossas organizações estão utilizando a gestão da informação como uma forte aliada na era do conhecimento? Entendo que além de disponibilizar informações, as organizações devem também gerenciar as informações.

DANIELA FERNANDA PEREIRA SILVA em 10/05/2009:
Boa noite. Muito bom o artigo, entretanto, é muito importante informar o referencial bibliografico que a autora utilizou.

Renato Onofre de Andrade Frambach em 15/04/2009:
Muitos artigos são muito bons e fazem a gente querer saber mais sobre o assunto. Alguns artigos poderiam ter, ao final, leitura sugerida (livros, por exemplo).

 
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