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20/07/2010
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Quem é o maior beneficiado no processo de CoachingCoach ou Coachee?

Por Lúcia Batista do Nascimento para o RH.com.br

Há uma enorme expectativa sobre os resultados que o processo de Coaching propicia para vida das pessoas ou grupos que recorrem a esta forma de desenvolvimento. E quando bem conduzido, por meio de ferramentas e técnicas adequadas, cada vez mais é constatado sua eficiência.

Sabemos que este processo pode ajudar e muito na análise de problemas e na tomada de decisões; no controle de estados emocionais; trabalhar crenças limitantes; desenvolvimento de novos comportamentos, habilidades e competências.

E neste contexto muito se fala de como este processo atua sobre o Coachee (cliente/performer), o quanto pode levar o indivíduo a aumentar sua performance, sair do lugar em que se encontra e caminhar, passo a passo, em direção aos seus objetivos.

Entretanto, gostaria de abordar o quanto o exercício desta prática pode e deve afetar o Coach. Para essa reflexão podemos partir da seguinte frase de Martin Luther King, que diz: "Todos os homens estão interligados numa teia sem escape de mutualidade, entrelaçados no tecido singular do destino. O que quer que afete alguém diretamente, afeta a todos indiretamente. Não posso nunca ser o que deveria ser até você ser o que deveria ser e você não pode nunca ser o que deveria ser até que eu seja o que devo ser".

Assim, o que podemos constatar é que, de fato, para que possamos colaborar neste processo de desenvolvimento pessoal e profissional, não há outra forma senão a de promovermos transformações profundas em nossa própria "casa". Revisitarmos nossas crenças e nossos valores, verificando sinceramente como anda nossa auto-estima e motivação, nossos conhecimentos, habilidades e como está o cumprimento de nossa missão de vida.

É preciso planejamento, clareza de objetivos, mantendo o foco com disciplina e perseverança. Muita perseverança! E tem outro ingrediente muito importante nessa caminhada: Coragem! Coragem de colocar o pé na estrada... Coragem de questionar, duvidar, afirmar, agir, confirmar, refletir, atuar, criar, reafirmar. Enfim, coragem de arriscar a se envolver para desenvolver, sempre embasado e fundamentado na ética e na responsabilidade necessárias a este processo.

Tudo isso é essencial, pois é preciso coerência entre o que orientamos e praticamos, entre o que falamos e o que fazemos, instigando o indivíduo a buscar saídas saudáveis na construção de possibilidades reais para o alcance de seus sonhos. Sim, sonhos porque sonhar é preciso assim como viver é preciso, sabendo que quando estabelecemos um prazo para este nosso sonho, já estamos transformando-o em metas. E aí é só navegar, porque navegar é preciso e viver nem se fala!

Uma pessoa que tenha sido estimulada, ou se dedicado a desenvolver somente um determinado papel ou aspecto, como, por exemplo, o cognitivo, enfrenta sérias dificuldades em integrar as dimensões humanas do pensar, sentir e querer que levam ao agir. Esta pessoa tem muito conhecimento teórico, mas não consegue fazer a ponte para a prática, ou seja, não transporta todo aquele conhecimento adquirido para a ação.

É na construção desta ponte que o Coach, passando por um processo de aprendizagem profundo e maravilhoso, pode contribuir e muito para o desenvolvimento humano. E, com certeza, para isso precisa necessariamente trabalhar as várias dimensões e papéis de sua vida e a do Coachee. Um ser humano precisa crescer nos vários papéis - individual ou coletivo - e a organização articulada destes possibilita o alcance de seus objetivos como pessoa e como integrante de uma coletividade.

A consequência dessa interligação e mutualidade, com certeza, será de profissionais com capacidades e possibilidades infinitamente maiores. Para finalizar esta viagem, recorro ao trecho final do poema Mude de Clarice Lispector que diz o seguinte:

"Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!".

 

Palavras-chave: | coaching | aprendizagem |

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COMENTÁRIOS (2)
Gisele dos Santos Nascimento em 31/08/2010:
A leitura do texto me lembrou uma passagem do livro Arquitetura da Felicidade de Alain de Botton onde diz “... a beleza é tipicamente o resultado de algumas qualidades trabalhando em conjunto, pode ser preciso mais do que força para garantir o encanto de uma ponte ou de uma casa.” Uma obra arquitetônica precisa da ajuda do entorno para ser eficiente e bela, assim como a vida cotidiana e o ambiente de trabalho precisa de todos, cada um com sua competência, habilidade e conhecimento para tornar o ambiente agradável e gerando bons resultados. Ótimo texto tratou o tema com muita clareza.

KLEBER RODRIGUES DE ARAUJO em 27/07/2010:
O texto deixa bem claro como devemos nos preocupar com o todo, pois quem pensa que o colega de trabalho que não se desenvolve, não o prejudica, está enganado, pois fazemos parte do todo, e certamente com todos envolvidos com as mudanças constantes, com muito dinamismo e energia certamente teremos uma empresa muito melhor, não somente para se trabalhar, mas também para se viver através da importância dada a cada pessoa à qual certamente ela tem. Com certeza este texto bem objetivo foca a base da importância do viver e trabalhar em equipe, muito bom!

 
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