Por Mônica Mello para o RH.com.br 
A conscientização dos direitos do cidadão e a consequente exigência, cada vez maior, pela qualidade têm levado às empresas a aprimorar seus processos e resultados. A melhoria de processos e resultados passa pela qualificação e atualização constante e o sistema de ensino tradicional não mais consegue atender a essa demanda.
Apesar das resistências, a década de 90 foi muito significativa para a educação brasileira, com a aprovação da nova Lei e Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 20/12/1996), que aprovou a Educação a Distância como uma modalidade para o sistema de ensino. Com a aprovação da nova LDB, ampliaram-se as possibilidades para a democratização do acesso às universidades e também pelas discussões acerca da inclusão dos novos paradigmas educacionais em educação.
Como a sociedade moderna está inserida num processo de reestruturação para adequação do modelo industrial para um modelo onde o conhecimento é visto como a maior riqueza para uma organização, que reconhece uma nova arquitetura organizacional e de gestão coletiva, a solução está na utilização de ferramentas tecnológicas voltadas à construção de um canal de comunicação adequado, que possibilite o fortalecimento das relações.
O grande volume de informações que se precisa obter e gerenciar num curto espaço de tempo impõe a necessidade de romper com as distâncias espaciais e temporais. Neste contexto, a Educação a Distância contribui sobremaneira com a qualificação dos profissionais que passam a não mais depender apenas do meio tradicional de aprendizagem.
A economia globalizada e a forte influência dos meios de comunicação e dos recursos de informática aliados à mudança de paradigma da ciência não comportam um ensino que se caracterize por uma prática pedagógica conservadora, repetitiva e acrítica.
A educação, frente a essa nova realidade, deve refletir sobre seu papel e propor novos rumos que atendam não só as exigências do mercado de trabalho no qual os alunos estão inseridos, mas também, e principalmente, que promovam o desenvolvimento de cidadãos críticos, criativos, autônomos, que possam solucionar problemas em contextos imprevistos, que sejam agentes de transformação do meio em que vivem - sujeitos de seu próprio ambiente.
Num caráter mais amplo, a Tecnologia da Informação, entendida como os recursos de hardware, software e redes de computadores, pode ajudar a melhoria da qualificação profissional, a tornar mais acessíveis e conhecidas as políticas educacionais dos países, os projetos pedagógicos das escolas de todos os níveis e melhoria dos serviços prestados à população brasileira.
Neste cenário há, sem dúvida, uma crescente valorização da Educação a Distância - EaD devido à crença na sua capacidade de cumprir metas de instrução com uma baixa razão custo/benefício e largo alcance territorial.
A Educação a Distância é uma modalidade de educação em que as atividades de ensino-aprendizagem são desenvolvidas majoritariamente sem que alunos e professores estejam presentes no mesmo lugar, à mesma hora fisicamente, mas podem estar interligados por tecnologias, principalmente a internet, podendo ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax etc.
A Educação a Distância depende para o seu êxito - além de sistemas e programas bem definidos - de recursos humanos capacitados, material didático adequado e, fundamentalmente, de meios apropriados de se levar o ensinamento desde os centros de produção até o aluno, devendo existir instrumentos de apoio para orientação aos estudantes através de pólos regionais. Essa conjugação de ferramentas permite resultados altamente positivos em qualquer lugar do mundo. Neste contexto, destaca-se a importância do ambiente virtual de aprendizagem.
É importante destacar também que o ensino a distância depende bastante da maturidade do aluno e do quanto ele aprecia assumir responsabilidades pela solução de seus próprios problemas. Isto requer um maior esforço e empenho dos alunos que optam pela Educação a Distância, haja vista que é ele o ator principal do processo ao imprimir o ritmo da sua aprendizagem.
Independente do aprendizado acontecer em sala de aula ou à distância, faz-se necessário uma mudança profunda no processo de comunicação entre alunos e professores. O professor precisa estimular um contexto comunicativo participativo, interativo e vivencial. Os sistemas de ensino rígidos, burocráticos e autoritários não cabem mais no contexto atual, em contrapartida o aluno precisa estar pronto, maduro para incorporar o real significado que as informações têm para ele, visando experienciá-las, vivenciá-las, transformando-as em conhecimento.
Palavras-chave: | ensino à distância | aprendizagem |
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