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12/04/2011
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Coaching: o sonho de consumo de 10 entre 10 profissionais

Por Rubens Gustavo Gurevich para o RH.com.br

Quem nos disse que crescer era fácil nos enganou, pois o crescimento pode ser mais difícil do que imaginamos. Para entender como nos desenvolvemos, vale à pena relembrar o conceito das fases da vida, que podemos dividir em cinco etapas: infância, adolescência, fase adulta, amadurecimento e terceira idade.

Na infância somos totalmente dependentes, o que muda radicalmente na adolescência, quando lutamos desesperadamente pela nossa independência. Próximo aos 20 anos, entramos na fase adulta, onde o que nos motiva é a liberdade, o poder, o sucesso, a vontade de ganhar dinheiro. Nessa fase temos energia de sobra e, na grande maioria das vezes, é onde se inicia nossa vida profissional.

A primeira reflexão verdadeira ocorre aproximadamente aos 40 anos, na fase do amadurecimento, quando questionamos tudo: se a profissão que exercemos é mesmo a que nos realiza e nos completa, se estamos casados com a pessoa certa, se educamos bem nossos filhos, se fazemos as coisas que nos dão prazer... Enfim, se estamos conduzindo bem nossas vidas.

A resposta só virá na terceira idade, lá perto dos 65 anos, quando todos nós iremos pagar as contas de tudo que fizemos ao longo de nossas vidas, e que é apresentada em quatro áreas: como tratamos da nossa saúde (nosso corpo é o passaporte para o futuro), nossos relacionamentos (como nos relacionamos com nossos pais, cônjuges, filhos, amigos, colegas de trabalho etc.), nossas finanças pessoais (como tratamos nossos recursos financeiros, nosso bolso) e nossa carreira (como gerenciamos nossa vida profissional).

Vale agora uma reflexão de como você está gerenciando essas quatro áreas da vida. Mas, vamos nos restringir a área Carreira, e para falar de vida profissional irei traçar um paralelo com o que existe de mais atual em processo de desenvolvimento: o coaching, o sonho de consumo de qualquer profissional.

Coaching é um processo que se dá por meio de um facilitador treinado, um coach (técnico, em inglês), cujo objetivo é fazer com quem seu coachee (pessoa que recebe o processo de coaching) alcance seus objetivos de desenvolvimento pessoais e profissionais, encontrando soluções para os seus problemas.

Todo processo de coaching busca levar a pessoa do ponto A ao ponto B. A pessoa é instigada a traçar um plano de ação para que as mudanças de ordem comportamentais aconteçam, ou seja, deve-se implementar, no dia a dia, novas atitudes, baseadas em como estou hoje e como irei agir no futuro.

Assim, é possível identificar quais competências é preciso desenvolver. Essas características são diagnosticadas de várias formas - como, por exemplo, por análise de perfil comportamental, auto-análise etc. - sempre de comum acordo entre coach e coachee.

Juntos, irão estabelecer o plano de ação para uma competência específica, que geralmente é a mais crítica, que deverá ser implementada no prazo de três meses. A cada 15 dias, terão reuniões de ajustes do plano identificando possíveis correções para que o planejamento aconteça na prática. O sucesso dessa metodologia está mais que comprovada e as pessoas acabam por identificar e implementar novas atitudes em suas vidas, o que facilita exponencialmente o desenvolvimento profissional e até pessoal.

Entretanto, esse processo tem dois grandes inconvenientes. O alto custo envolvido, não é novidade que os processos de coaching são muito caros e elitistas, e a necessidade de tirar o colaborador do seu ambiente de trabalho, isto é, deslocamento físico do coachee até o local de trabalho do coach. Portanto, hoje, esse processo está restrito ao topo da pirâmide nas empresas, que inclui somente o presidente e a alta gestão.

O desafio é permitir que essa metodologia possa ser utilizada por todos os colaboradores dentro de uma empresa, independente do seu porte, e não existiria outra forma de fazê-lo a não ser desenvolver o mesmo processo do coach presencial, porém de forma virtual. Incluindo-se, ainda, a realização do diagnóstico para identificar as competências a serem desenvolvidas, a elaboração do plano de ação, os ajustes quinzenais do planejamento e o mais importante, a facilidade de definir uma rede de avaliadores para cada participante que irão "acompanhar" a evolução de seus avaliados através de sessões de feedbacks eletrônicos e anônimos.

Está nascendo uma nova forma de coaching, chamada de e-coaching ou coaching digital, que certamente irá revolucionar a forma de como as pessoas irão se desenvolver, com inúmeras vantagens de custo e de facilidade na utilização, utilizando a internet como melhor aliada no processo de autodesenvolvimento e de autogestão de qualquer pessoa.

 

Palavras-chave: | crescimento profissional | coaching |

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COMENTÁRIOS (2)
Aurilene Sousa em 23/04/2011:
Adorei a matéria, Rubens. Atualmente trabalho em uma rede de varejo e pretendo me especializar em Coach, o curso é bem caro por isso gostaria de saber se o mercado para essa área está realmente promissor e se há prossibilidade de crescimento profissional. Abraço e Boa Páscoa.

Alvaro Monteiro PhD em 19/04/2011:
O formato E-Coaching é uma forma eficaz de utilizar o tempo, sem perdas em deslocações. É muito flexível e conveniente, ao alcance de um qualquer Coachee que entenda de TI, podendo continuar com as sessões em qualquer lugar, mesmo quando se está fora do ambiente da empresa (Business/Executive Coaching). É particularmente útil para quem tem agendas muito preenchidas. Proporciona uma atmosfera mais reflexiva, mais intimista, sem distrações por estímulos visuais com o Coach, mais livre, menos invasiva que permite um maior à vontade para abordar assuntos mais delicados. Porém, pergunta-se: Como vamos gerenciar o RAPPORT/RAPPORT DE ALMA; A PSICOGEOGRAFIA; A DESCONEXÃO? Abraços AM, Phd, Professor, Coach, Consultor Sênior Pessoas&Negócios

 
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