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14/10/2011
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Pânico nas empresas e o papel do RH

Por Rute Paixão dos Santos para o RH.com.br

"Pânico em Alto Mar", dirigido por Hans Horn, é um filme que retrata a saída de um grupo de amigos, em um iate luxuoso em direção ao alto mar. No momento em que o barco está à deriva todo o grupo joga-se ao mar, ficando no iate somente um bebê dormindo - filha de um dos casais. Na hora de voltar para o iate os personagens se dão conta de que se esqueceram de colocar a escada do lado de fora do barco.

Desta forma, o grupo começa a culpar o "dono" do iate e a brigar entre eles. O pânico aumenta, consideravelmente, quando o grupo percebe que as horas começaram a passar e eles não conseguiam voltar para o iate. Então, uns se machucam na tentativa de subir no barco, alguns morrem e outros ainda desistem simplesmente de sobreviver diante de uma situação de perigo.

Você leitor, deve estar perguntando-se: e o que isso tem a ver com RH ou desenvolvimentos de pessoas? Posso responder: quase tudo! Podemos fazer uma analogia entre este filme com um momento de crise financeira que empresas estão vivendo. Com a competição acirrada, as empresas adotam estratégias como cortar os custos e reduzir o número de colaboradores para a sua sobrevivência.

Infelizmente diante de qualquer crise, e principalmente a financeira, a maioria das pessoas sempre quer achar um culpado para o problema e esquece aquilo que pode contribuir com o seu próprio trabalho, compromisso e vontade de sobreviver em meio às crises.

Acredito que se o departamento de Recursos Humanos de uma empresa investe no desenvolvimento e na capacitação de seus funcionários, quando a mesma se deparar diante de uma crise, terá ao seu lado colaboradores compromissados e que sabem trabalhar em equipe, pois toda organização começa com pessoas e são elas, as pessoas, que fazem as coisas acontecerem. Caso contrário vamos perceber comportamentos parecidos com os que o filme acima apresenta: pessoas desesperadas, despreparadas, pensando exclusivamente na sua própria vida e não no bem comum da empresa.

Esses comportamentos negativos de alguns colaboradores dentro das empresas - que geralmente passam por crises - podem ser resultado da falta de investimento no treinamento e no desenvolvimento de pessoas, pois o que há de mais precioso dentro de uma companhia, sem dúvida alguma, é o seu capital humano. Não podemos esquecer de que colaboradores capacitados e preparados podem ir embora para outras empresas, a fim de exercer seus dons e talentos que foram tolhidos por uma política excludente.

A empresa que investe no seu capital humano deve ter objetivos claros, visão futurista, missão e valores compartilhados por todos, e os discursos pregados devem ser coerentes com a prática. Como Euclydes Barbulho cita em seu livro Tornando sua Empresa mais Competitiva, Editora Madras, "Quem se une a um grupo de trabalho que possui, transmite e recebe informações claras, transparentes e confiáveis atuará com muito mais probabilidade de acerto no desempenho de suas funções. Podemos ainda afirmar que quem conhece com visão holística a empresa em que trabalha seus problemas, e acompanha o seu desenvolvimento estará a serviço com toda sua criatividade e potencialidade".

No entanto, são poucas as empresas que acreditam em uma política interna aberta e transparente, que transmite sua comunicação do faxineiro ao gerente executivo da empresa, tendo como base o planejamento estratégico e a visão de futuro da empresa. Todo ser humano quer manter e suprir, no mínimo, as suas necessidades básicas e para que possam "tatuar" o nome da empresa em seus corpos, mentes e espíritos será preciso saber onde estão pisando, com quem estão pisando e até quando poderão pisar neste terreno.

Como citei na apresentação do filme, o bebê ficou dentro do iate dormindo, mas chegou um momento em que ele começou a chorar, seja por fome, frio, medo, angústia ou pânico. O importante é que a sua inquietação incomodou os dois únicos sobreviventes que estavam no mar e um destes sobreviventes era a sua mãe que conseguiu voltar ao iate. Essa mãe tinha um objetivo claro que era salvar a sua própria vida e a da filha em meio ao perigo que as cercavam.

Talvez, você acionista, diretor, executivo ou dono de empresa, tenha um "bebê" que ainda se encontra dormindo dentro de cada um e, em meio às crises vivenciadas, será necessário ter os ouvidos sensíveis aos "choros". De preferência deixando claros os seus objetivos, os planejamentos estratégicos e a visão de futuro para os colaboradores das empresas a qual lideram, através de um RH que tenha como norte a capacitação, a valorização e o desenvolvimento de pessoas.

 

Palavras-chave: | equipe | conflito | aprendizagem | estratégia |

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COMENTÁRIOS (2)
Rute Paixão em 18/10/2011:
Obrigada pelo presente de aniversário! Bjos

lenise em 18/10/2011:
Acredito que se todos os líderes trabalhassem a sua sensibilidade para ouvir esse "bebê" interno que existe dentro de cada um de nós, muitas organizações resolveriam suas questões sem entrar em pânico. Parabéns a autora pela excelente analogia entre vida real e ficção.

 
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