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22/11/2011
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Treinando o comportamento...

Por Danilo Fernando Olegário para o RH.com.br

Deparamo-nos no atual contexto das organizações com diversos tipos de treinamentos, que visam aprimorar e desenvolver competências para o exercício da função. Todo indivíduo que busca a excelência, seja na vida profissional ou pessoal passa por um processo de intenso treinamento, e não me refiro somente ao treinamento formal - aquele que assevera através de um documento (certificado) que a pessoa está treinada. Refiro-me também a um tipo de treinamento que chamo de individual, que é o treinar a mente para ser treinada. Uma simples leitura de um livro pode ser considerada um processo de treinamento, pois nela está o aprendizado independente da intenção que se lê, ou seja, basta praticar a leitura que o aprendizado vem. No entanto, o que irá diferenciar a efetividade ou não desse aprendizado é a sua aplicabilidade.

Um atleta pode tornar-se suficientemente bom naquilo que faz somente com intensos treinamentos físicos, porém os resultados serão catastróficos se ele não passar por um intenso treinamento mental ou comportamental. Por quê? Porque a nossa mente está cheia de pensamentos, muitas vezes inúteis a nós mesmos. Pensamentos que dizem que não vamos conseguir, que esse obstáculo é maior do que nós, de que é impossível... Em resumo a mente "mente" para nós mesmos.

Os mais especialistas no assunto como o Augusto Cury, afirmam que existem quatro armadilhas da mente: o conformismo - acomodar-se e não reagir às dificuldades; o coitadismo - fazer-se de vítima da situação (pobre de mim, não fui promovido...); o medo de reconhecer erros - que consiste basicamente no medo de assumir suas fraquezas e não se aceitar; e o medo de correr riscos - enfrentar novos desafios. Essas armadilhas, segundo o autor, bloqueiam nossa capacidade de agir com inteligência, nos impede, portanto de atingir a excelência.

O processo de treinamento mental exige grande investimento (pessoal), pois não é algo fácil, demanda maturidade e aceitação. Maturidade para entender o que precisa mudar (ou trabalhar) e aceitação para realizá-las.

Basicamente é preciso querer antes de alcançar o poder. Um fumante que não consegue parar de fumar é porque não treinou a sua mente o suficiente. Ele entende que precisa parar, mas não consegue a efetividade e a mente o provoca a cair em tentações. Uma pessoa determinada - que precisa emagrecer - se não treinar a sua mente a recusar o que não serve para tal objetivo, nunca terá êxito. Um sujeito que foi alertado pela esposa que precisa ter mais "paciência" dentro de casa com os filhos e entende que realmente precisa melhorar ou desenvolver essa característica, precisa treinar a mente a "filtrar" o estresse que lhe cerca, sendo mais tolerante.

Tendemos a ser "viciados" no que não agrega conteúdo ou valor. E esse treino do "desvício" não é fácil, pois necessita de uma educação mental, reprogramar o CPU (da cabeça) e esvaziar a lixeira.

Em uma organização o conceito é mesmo. Se um funcionário precisa desenvolver certas habilidades, não será um curso externo que resolverá a questão se ele não está aberto à técnica. Por isso, todo treinamento que é técnico precisa ser encorpado com os conceitos do comportamental também, pois não se desenvolve uma técnica senão através do comportamento - querer.

Algumas organizações percebem essa necessidade e investem alto em treinamentos que estimulem o MOTIV para a AÇÃO, obtendo altos resultados. Se a técnica fosse suficiente não teríamos no mercado tantos profissionais formados, porém poucos qualificados, que, aliás, é uma atual discussão nas organizações. Na verdade existe uma contradição na afirmação de que "falta mão de obra no mercado". Se as universidades formam tantos alunos por ano, por que esses não estão todos empregados? Porque não lhes falta a técnica, mas sim a competência que não aprendem no ambiente acadêmico.

Stephen R. Covey, o autor do Best Seller "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes", defende que toda mudança efetiva ocorre de dentro para fora, portanto não é possível mudar uma pessoa se esta não quiser. Estrategicamente o primeiro hábito da eficácia, nessa obra, é a proatividade.

Tudo é um processo de treinamento mental, educação do intelecto para se aprimorar ou desenvolver qualquer característica. Na verdade, precisamos aprender a estimular a mente a trabalhar para nós mesmos, eliminando o que não presta, concentrando-nos naquilo que precisa ser feito, desenvolvendo novas habilidades e alcançando o que se determina. No filme "O Poder Além da Vida", temos a oportunidade de ouvir uma frase citada por Sócrates (interpretado pelo ator Nick Nolte) que resume bem esse conceito: "A primeira parte do treinamento é se livrar do lixo (mental) que impede de ver o que realmente precisa - esse momento".

 

Palavras-chave: | crescimento profissional | aprendizagem | competência |

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COMENTÁRIOS (7)
Mara C. M. de Oliveira em 06/01/2012:
Ótimo artigo. É pura verdade. Parabéns Danilo. Excelente trabalho!

Raquel Olegario em 17/12/2011:
Muito rico este artigo, ele expressa exatamente uma experiência na qual estou passando no desafio dentro da minha profissão atual. Parabéns!!!

Fernanda em 14/12/2011:
Quanto mais leio esse tipo de coisa, mais acredito no potencial do ser humano...qualquer ser humano! Meus parabéns...é de profissionais como você que a humanidade está sedenta...

Adelia Moreira em 28/11/2011:
Parabéns pela excelente matéria. Gostei muito. Especialmente as pequens empresas precisam ter este conhecimento.

Joyce em 26/11/2011:
PARABÉNS PELO ARTIGO!!!

Patrícia Muniz em 25/11/2011:
Boa tarde! De longe, esta foi a melhor matéria que li no rh.com.br sobre Comportamento. Excelente texto para repensarmos nossa atitude diante de muitas coisas que surgem em nossas vidas e acerca dos próprios obstáculos criados por nossa mente! Pois tudo depende da VONTADE dela – a mente. Muito bom! Parabéns!!!

Ana Paula em 25/11/2011:
Esse artigo serve para uma boa reflexão antes de planejar qualquer treinamento. Gostei muito.

 
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