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05/12/2011
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Por que resistimos ao sucesso?

Por Jerônimo Mendes para o RH.com.br

Durante os últimos anos tenho me dedicado com mais afinco ao estudo do empreendedorismo e do desenvolvimento pessoal e profissional. Adoro isso. Procuro entender cada vez mais de negócios, de pessoas, de relacionamentos e, mais do que ninguém, quero que as pessoas ao meu redor cresçam e prosperem.

Tenho dito e disseminado com frequência que empreender é uma prática que vai além da ciência, um exercício constante de aprendizado. Virtudes como perseverança, disciplina e excelência são importantes, mas, para ser bem-sucedido na vida e nos negócios é necessário bem mais do que isso. Você precisa ir além do qualquer um já foi.

Você já deve ter lido em inúmeros livros que, para conseguir mais do que conseguiu, precisa fazer mais do que já fez. Porém, quero propor uma mudança de viés. Talvez você não precise fazer mais, tampouco se matar de trabalhar. O que você precisa é trabalhar com paixão e criatividade.

Antes de prosseguir, quero relembrar Confúcio: "encontre o que você gosta de fazer e nunca mais vai trabalhar na vida". Para mudar, é necessário parar de seguir modelos prontos. Os parâmetros utilizados pelas pessoas de sucesso que admiramos não são os mesmos que nos levarão a obter sucesso.

Se você tentar imitar o Silvio Santos, por exemplo, talvez se torne bom camelô ou bom comediante. Não há nenhum mal nisso, desde que agregue valor à sua vida e à vida das pessoas ao seu redor. Para ir além do Silvio Santos, sem tentar imitá-lo, deve-se abrir mão de vários elementos e criar algo diferente, inovador e desejado pelas pessoas.

Quando você encontrar o que realmente deseja na vida, vai iniciar uma experiência excitante e interminável. O seu talento é único. Fazer sacrifícios e perseverar é importante, porém existem pessoas que fazem tudo isso e não saem do lugar.

Além do mais, eu e você conhecemos milhares de talentos desperdiçados que se entregaram aos feitiços irreversíveis do salário fixo, dos concursos públicos, da estabilidade e do apadrinhamento. Uma boa parte deles abriu mão dos sonhos, dos desejos e da própria vocação.

Testemunhamos isso em todos os campos da atividade humana, pessoas que seriam excelentes biólogos, cientistas, artistas, esportistas, mas, por várias razões, abriram mão do sonho em troca de um salário mediano, de benefícios e da bendita estabilidade no emprego.

Trezentos anos de Revolução Industrial foram suficientes para sufocar o espírito empreendedor do ser humano. Na Era Industrial, os donos de fábrica queriam engrenagens substituíveis, submissas e mal remuneradas para operar suas máquinas com eficiência. As fábricas criaram a produtividade e esta, por sua vez, gerou lucros. Foi bom enquanto durou, mas o mundo mudou.

Por que resistimos ao nosso próprio sucesso? Quando digo sucesso, refiro-me aos resultados positivos que podemos alcançar com o fruto do nosso trabalho, da nossa dedicação e da nossa criatividade. Se o sucesso significa alcançar um objetivo, seja ele qual for, podemos enumerar um somatório de pequenos objetivos que nos levarão ao alcance do objetivo maior: a felicidade.

Inicialmente, pare de desperdiçar tempo e dinheiro com bobagens, de jogar fora as oportunidades. Esse negócio de cumprir as regras, fazer apenas o que lhe mandam, cumprir horários e trabalhar duro já não funciona mais. A era dos empregos maravilhosos em que alguém lhe diz exatamente o que fazer acabou.

Se você procurar um emprego onde seguir as regras é tudo o que você precisa fazer, ótimo, isso é o que vai conseguir: bater cartão-ponto, entrar e sair no horário todos os dias, dizer amém, cumprir políticas, seguir normas, digitar dados e assim por diante.

Por outro lado, se você quiser um emprego onde sua inteligência possa ser colocada em prática, onde você possa assumir riscos e ir além do manual, comece a pensar no seguinte:

* Descubra o que você quer da vida: trinta minutos diários de solidão são suficientes para amadurecer uma ideia e encontrar o seu objetivo de vida; ele não surge do além; é necessário pensar, pensar, pensar, amadurecer, amadurecer, amadurecer...
* Pare de reclamar da economia: as lideranças políticas e o apetite voraz do capitalismo não vão ajustar-se à passividade dos empregos formais e à indisciplina geral do ser humano; algumas empresas sempre vão continuar buscando pessoas que só seguem as regras, porém outras estão em busca da sua inteligência.
* Quebre os padrões: a importância do trabalho mecanizado acabou, portanto, é necessário obter mais conhecimento e trabalhar com mais criatividade para se tornar indispensável; coloque a cabeça para funcionar e crie algo de valor para a sociedade.
* Nunca deixe de aprender e experimentar: a perseverança é sua maior aliada; tente outra vez, mude de emprego, mude a equipe, busque novas fórmulas, novos nichos, novos mercados, até conseguir o que procura.
* Crie uma nova perspectiva de futuro: nas palavras de Seth Godin, escritor e guru do marketing, seja notável, generoso, artista, tome decisões com frequência, conecte pessoas e ideais e o mundo não terá outra escolha a não ser recompensá-lo.
* Mude antes que seja necessário: não há mais espaço no mundo para pessoas inflexíveis diante da mudança e resistentes diante do conflito, portanto, ser mais humano, criativo, conectado e maduro é uma grande vantagem competitiva.

Agora que eu escrevi tudo isso, quero ser solidário contigo. Passo pelos mesmos dilemas. Há dias em que eu levanto e penso em desistir, porém eu lembro que ainda estou na metade do caminho e a minha desistência serviria apenas para fortalecer a concorrência.

Ser bem-sucedido não é apenas uma questão de esforço ou de fé. É uma questão de escolha, de atitude e de tempo. Por que você continua resistindo ao sucesso? Por que você continua resistindo aos seus insights?

Pense nisso e seja feliz!

 

Palavras-chave: | crescimento profissional | aprendizagem | meta |

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COMENTÁRIOS (1)
Renata Melo em 11/12/2011:
Que texto inspirador, caiu como uma luva para mim. Estou no processo de abrir mão de um emprego público e investir na carreira de consultora de RH, pois esta área é minha paixão. Tenho estado estagnada durante quatro anos e sinto um forte desejo de mudança. Tenho sentido meus talentos desperdiçados. Este texto foi muito encorajador para mim. Agradeço a Jerônimo pelas palavras.

 
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