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17/07/2012
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Qual a relação entre competência comportamental e voluntariado?

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

É interessante vermos como o voluntariado cresce no Brasil. Para se ter uma ideia de como essa realidade posiciona-se na vida do brasileiro, em dezembro de 2010, a pesquisa Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil, realizada junto a mais de 100 companhias pelo Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE), apontou que o percentual de organizações que investiam mais de R$ 200 mil/ano em ações voluntárias passou de 19%, em 2007, para 36% em 2010.
E mais: quase 60% pesquisadas valorizavam a experiência em trabalho voluntário na seleção de novos funcionários. Outro indicador relevante: a participação dos dirigentes nas ações voluntárias é considerada fator estimulante para que os colaboradores abracem os programas de voluntariado.
Mas, por que tanto interesse das empresas em levar seus funcionários para o universo do voluntariado? Um deles está no fato de que pessoas que atuam em algum tipo de ação voluntária têm a oportunidade de desenvolverem competências comportamentais que agregam valor tanto para a sociedade quanto para a própria organização. Confira abaixo quais são essas competências que o voluntário gera ao colaborador:


1 - Trabalho em equipe - Quem se dispõe em dedicar parte do seu tempo a uma ação voluntária terá que trabalhar em equipe e, consequentemente, aprender a lidar com o diverso.


2 - Otimização do tempo -
Quando um profissional compromete-se em realizar alguma atividade junto a uma instituição, mesmo que seja uma vez por semana, ele precisará programar bem o seu tempo. Isso permitirá que ao sair da empresa para ir a uma entidade beneficente, ele tenha em mente que ao retornar no dia seguinte para o trabalho, a sua agenda estará em dia. Ao otimizar o tempo na empresa, a sua entrega à ação voluntária será, sem dúvida alguma, muito mais positiva.


3 - Comunicação -
Muitas pessoas que são consideradas tímidas têm uma bela oportunidade de trabalhar a comunicação intra e interpessoal em suas ações voluntárias. Isso acontece naturalmente. Sem que percebam passam a exercitar o hábito de falar em público, de ouvir, de expressar suas opiniões, ações que quando tentavam realizar durante uma reunião, por exemplo, parece uma "missão impossível".


4 - Assertividade -
Geralmente, as pessoas não assertivas sentem extrema dificuldade de defenderem suas ideias, através de argumentos plausíveis e sempre respeitando o espaço de terceiros. Em um ambiente que o voluntariado pode ser trabalhado, algumas pessoas conseguem entender o quanto é valioso manifestarem seus desejos, mas sempre respeitando as opiniões dos outros. O exercício contínuo de conviverem de situações diversas às vivenciadas nas organizações pode abrir-lhes o caminho para darem os primeiros passos rumo à assertividade.


5 - Consciência cidadã -
O trabalho voluntário permite que a pessoa exercite a sua cidadania e contribua efetivamente para a melhoria da sociedade. Suponhamos que os funcionários, de uma empresa "X", reúnam-se em um parque, no final de semana, para plantarem mudas de uma determinada espécie de árvore que está ameaçada de extinção. Depois de algum tempo, caso esses colaboradores retornem a esse local com seus filhos, por exemplo, terão o sentimento de que contribuíram para a melhoria daquele espaço de lazer. Se alguma criança tentar danificar alguma das mudas que foram plantadas por eles, provavelmente ele intercederá junto à criança e explicará a importância de se preservar a natureza.


6 - Ética -
Outro valor gerado pelo voluntariado está diretamente relacionado ao sentimento de ética. Não são poucos os casos de pessoas que passaram a ter uma visão diferenciada da vida e a terem uma postura muito mais ética junto aos colegas de trabalho, ao dedicarem algumas horas da semana em uma ação voluntária. Lógico que um trabalho voluntário não muda a essência da pessoa, mas permite que vários conceitos sejam revistos e, por vezes, substituídos por outros bem melhores.


7 - Pró-atividade -
Essa tem sido uma competência que se destaca muito nas empresas que procuram por profissionais que façam a diferença para o negócio. Mas, o que significa ser pró-ativo? É se anteceder a um problema e já chegar com a solução para o seu gestor, por exemplo. Isso difere os pró-ativos dos ativos, que só agem quando o problema já se faz presente. Quem já teve a chance de participar de um trabalho voluntário sabe que a todo o momento a pró-atividade é necessária, para a continuidade de um trabalho possa beneficiar muitas pessoas.


8 - Criatividade -
O estímulo à criatividade surge no trabalho voluntário, quando menos se espera. Ele vem quando se está com pouco material para realizar uma atividade com um número significativo de crianças ou, então, é preciso oferecer um lanche saboroso, mas que não exija ingredientes obrigatoriamente caros. E vale destacar que ser criativo não é ter ideias consideradas "mirabolantes", mas sim até mesmo usar o que já se tem em mãos, mas de uma forma diferenciada e mais produtiva.


9 - Comprometimento -
Encontrar pessoas comprometidas é algo que toda empresa deseja. E quem abraça uma causa voluntária mostra-se comprometido e determinado em suas decisões.


10 - Auto-motivação -
Abraçar uma ação voluntária requer também pessoas que se auto-motivem e estejam dispostas a motivar os demais membros da sua equipe. Inúmeras vezes, esses herois do anonimato se veem em situações que fariam muitos mostrarem "a bandeira branca" e se darem por vencidos. Contudo, quando menos se espera eles não apenas mostram-se motivados, mas contagiam positivamente quem está ao seu lado. E como sabemos, estimular as equipes em momentos difíceis é tarefa para poucos cumprirem com louvor.

 

Palavras-chave: | voluntariado | competência |

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COMENTÁRIOS (1)
Cris Meinberg em 19/07/2012:
Patricia Bispo, olá! Como ótima opção para empresas que queiram envolver seus colaboradores em ações voluntárias, recomendo conhecerem o projeto FORMARE - Fundação Iochpe. Abraços

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