Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 
Através deste game, é possível avaliar a capacidade de liderança, comunicação, estratégia, trabalho de equipe, tomadas de decisão, administração de recursos e coragem para assumir riscos vividos no dia-a-dia das organizações. "Por se uma atividade vivenciada ao ar livre, o "paintball" também pode identificar tendências de comportamento dos participantes. Este jogo pode ajudar no desenvolvimento de uma auto-consciência das pessoas em relação ao planejamento, à estratégia e à ética", complementa o consultor de desenvolvimento, Alfredo Posse Lago.
Segundo ele, quando bem trabalhada, como foco e discussões sobre o que foi evidenciado nas atividades, esta ferramenta pode ainda facilitar o aprendizado e a mudança comportamental das pessoas. A utilização deste game, no entanto, não é restrita apenas aos treinamentos e seleção de executivos. O jogo pode ser trabalhado em qualquer área de atuação e organização. Outra peculiaridade do "paintball" é que este pode trabalhar o fator integração, pois nas partidas ficam evidenciados o respeito às regras, aos erros e aos limites dos participantes. "A integração é trabalhada sempre, pois não se pode ganhar o jogo individualmente", ressalta Lago.
Um comentário que, quase sempre, surge é se este jogo não estimula a violência entre os participantes. No entanto, o consultor explica que isto não ocorre porque não há contato físico entre os jogadores e vários árbitros acompanham os participantes a todo o momento. Além disso, continua Alfredo Posse Lago, é importantíssimo administrar as balas de tinta, pois o jogador sem munição pode fazer muito pouco pela equipe. E se o grupo estiver muito estressado, pode-se recorrer a uma competição de tiro ao alvo.
Por ser uma atividade que estimula a adrenalina, o "paintball" é um jogo que exige raciocino rápido e a partir daí, as pessoas revelam como são. Se alguém demora para atirar, isso pode significar que este participante está analisando o momento certo para agir. E se o tipo "Rambo" parte para cima do adversário, dura pouco no jogo e não contribui para a equipe. "Algumas características podem aflorar durante as partidas, assim como em dinâmicas de grupo ou entrevistas individuais. Como são situações de relativa pressão, as pessoas tendem a se comportar da mesma maneira que fariam na realidade", afirma Alfredo Lago.
Mas o "paintball" não é utilizado como ferramenta isolada nos treinamentos. Além deste esporte, outras atividades de integração e desafio também são apresentadas ao grupo. Normalmente, são realizadas discussões e palestras de abertura e de encerramento, para homogeneizar conceitos e estimular a reflexão sobre o aprendizado ou ainda como momento de preparação para as atividades que serão conduzidas.
O jogo - O "paintball" teve sua origem no Canadá, em 1989, através de uma brincadeira dos madereiros, que marcavam com bolinhas de tinta as árvores que seriam derrubadas. No Brasil, recebeu o nome de "Capture a Bandeira".
É um esporte de ação, no qual um time procura capturar a bandeira no terreno da equipe adversária. Os participantes são equipados com uma arma que atira cápsulas de gelatina recheadas com tinta solúvel, um colete de proteção e uma máscara apropriada. Se um competidor leva um tiro e se a bolinha estoura e suja a roupa, ele será eliminado da competição.
O campo onde são realizadas as partidas do game possui barreiras infláveis, placas de madeira, sacos de areia e obstáculos para deixar o jogo mais emocionante.
Palavras-chave: | paintball | treinamento | executivo |
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