Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 
De acordo com Luciana Carvas, gerente de RH do Abbott, o treinamento foi dividido em duas etapas realizadas em horário de expediente. A primeira ocorreu dentro de uma sala de aula, onde os funcionários tiveram a oportunidade de aprender sobre a origem da organização, sua atuação no Brasil e no Exterior, bem como peculiaridades da indústria farmacêutica e conhecimentos referentes às categorias de medicamentos.
Em seguida, os colaboradores participaram de uma dinâmica, onde o passo-a-passo do processo fabril foi apresentado. A primeira turma foi formada apenas por gerentes e as restantes foram compostas aleatoriamente, a fim de que fosse gerada uma melhor integração e uma maior troca de informações. "Nessa fase, formamos turmas de 12 pessoas e verificamos a disponibilidade de cada colaborador. Também tivemos o cuidado para que eles fossem de setores distintos", salienta a gerente de Recursos Humanos.
Neste momento inicial, conduzido por dois consultores externos, os alunos não participaram apenas como ouvintes, pois eles também puderam apresentar suas dúvidas e questionamentos.
Na etapa seguinte, que compreendeu uma visita à fábrica, foram criadas turmas com apenas quatro pessoas e os funcionários tiveram a oportunidade de conhecer todas as fases do processo produtivo, desde a previsão de vendas até a expedição do medicamento final. Essa visitação, salienta Luciana, foi de muito valor principalmente para aqueles que trabalham em áreas de apoio como finanças e informática.
As aulas foram bem recebidas pelos colaboradores do Abbott e a prova foi que eles avaliaram o treinamento com nota média 91, de um máximo de 100 pontos. "É uma avaliação pouco comum, principalmente se considerarmos a heterogeneidade do público, que vai desde funcionários da linha de produção até os diretores. Um conceito importante que usamos é de que todos aprendem com todos. Saímos do modelo professor-aluno, para um modelo onde o jogo não-competitivo une as pessoas de níveis e de áreas totalmente diferentes", afirma Carvas.
Para avaliar o DNA, ao término das visitas, cada colaborador preencheu um formulário com questões sobre todo o treinamento. No entanto, o funcionário não precisava identificar-se e, de mãos dos resultados, o departamento de RH realizou uma apresentação final, mostrando um balanço com gráficos e outros itens.
"Geralmente, quando falamos de conhecimento para melhorar processos, pensamos em temas técnicos. O DNA está nos provando que acertamos ao valorizar o engajamento do funcionário na atividade da empresa. O ser humano se interessa, melhora e defende o que acredita e faz parte. Por isso, temos certeza que estamos dando um passo importante em direção à produtividade", finaliza a gerente de RH do Laboratório Abbott.
Palavras-chave: | integração |
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