A Companhia Brasileira de Alumínio - empresa pertencente ao Grupo Votorantim - possui 13 filiais que estão localizadas nas cidades de Belém/PA, Caxias do Sul/RS, Contagem/MG, Curitiba/PR, Esteio/RS, Fortaleza/CE, Gaspar/SC, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, São José dos Campos/SP, Campinas/SP, Ribeirão Preto/SP e São Paulo/SP. Conta com 17 usinas hidrelétricas, nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os departamentos minerais da CBA localizam-se em Minas Gerais, um no município de Poços de Caldas e outro em Itamarati de Minas, na região de Cataguases. A fábrica integrada da CBA está localizada no município de Alumínio, próximo à cidade de Mairinque/SP. O escritório central situa-se no centro da capital paulista. Emprega cerca de 5.200 funcionários que atuam nas atividades de mineração, geração de energia elétrica, fabricação de alumínio e área de natureza administrativa e comercial.
O passo inicial da CBA na área de treinamento e desenvolvimento foi dado em 1998, ocasião em que a empresa implantou o Projeto Telecurso 2000. De lá para cá, os investimentos foram intensificados e os resultados podem ser sentidos através dos números registrados pela área de Recursos Humanos da organização. Para se ter uma idéia, no ano de 2005 foram mais de 31 mil treinandos, o que corresponde a uma média de seis treinamentos por funcionário. De acordo com Paulo Henrique Paiva, analista de RH da CBA/Grupo Votorantim, o maior motivo desse investimento na área de T&D aconteceu devido às expansões e às contratações que a companhia vem realizando nos últimos anos e como novas tecnologias estão sendo agregadas ao negócio, a CBA precisa contar com profissionais altamente qualificados. "Treinar e desenvolver tornou-se a ordem do dia", reforça Paiva.
No que se refere à escolaridade, a empresa conta com duas iniciativas. A primeira delas é o Projeto Telecurso 2000 que auxilia os funcionários que não tiveram a oportunidade de concluir o ensino fundamental e médio. Esse projeto é realizado em parceria entre o SESI/SENAI. A outra iniciativa é o PAI, um projeto intensivo de alfabetização que foi iniciado em 2005 e atende a um pequeno grupo da companhia. Para as chefias imediatas e os supervisores a empresa oferece curso de inglês, com aulas realizadas no próprio ambiente de trabalho. Essa medida foi tomada porque, em algumas situações, esses profissionais necessitam dominar o idioma para auxiliar suas atividades.
Devido à natureza das ações desempenhadas pelos colaboradores, na área de saúde e segurança, a companhia promove treinamentos voltados para a proteção dos olhos, das mãos, prevenção e combate a incêndios. "A área de saúde também realiza campanhas contra gripe, obesidade, diabetes e AIDS", complementa Paulo Paiva, ao acrescentar que essas ações têm influenciado na diminuição do índice de absenteísmo por afastamento médico, por exemplo. Além disso, a empresa investe em treinamentos destinados à gestão da qualidade que servem de suporte para a implantação das Normas ISO. Já para a área operacional, os treinamentos estão diretamente ligados à produção, à embalagem, ao laboratório da organização, entre outros. Para a área técnica são realizados trabalhos específicos para tecnologias que agreguem valor ao negócio com, por exemplo, cursos de fundição e laminação de chapas e folhas.
Vale ressaltar que a CBA também está preocupada em investir na área comportamental e esta, por sua vez, é relacionada ao desenvolvimento de cada colaborador, auxiliando no aprimoramento de novas competências como, por exemplo, liderança, comunicação e relacionamento interpessoal. Um bom exemplo de investimentos nas competências comportamentais foi uma parceria firmada com o SENAC de Sorocaba, onde foi realizado um projeto que beneficiou mais de 700 líderes, entre gestores e supervisores. "Há ainda programas voltados para técnicas de apresentação, administração do tempo, entre outros", explica o analista de RH.
Quando questionado sobre a preocupação da organização em investir em competências, Paulo Paiva diz que a empresa compreende que a Gestão por Competências dá uma maior visibilidade para a CBA e que, quando bem definida, oferece aos colaboradores uma linguagem mais fácil sobre o que a empresa espera de cada um. O que antes era específico da área de Recursos Humanos tornou-se mais claro e de fácil compreensão para todos os que participam da gestão da companhia. Por esse motivo, os investimentos em competências vêm tornando-se mais dinâmicos. "Estamos apenas no início de um longo e ótimo trabalho", reforça.
Mais de 90% das atividades em T&D são desenvolvidas pela própria organização. Isso faz com que os treinamentos saiam de acordo com as necessidades da empresa, de maneira mais rápida e lucrativa. Por outro lado, Paiva ressalta que existe um grande investimento na contratação de consultorias de treinamento, inclusive na área comportamental. Um dos maiores parceiros da CBA hoje é o SENAI que está presente em diversos cursos técnicos, oferecidos aos profissionais da companhia.
Sobre os mecanismos que a Companhia Brasileira de Alumínio utiliza para avaliar os investimentos em T&D, o analista de RH afirma que a pesquisa de clima organizacional tem sido uma importante aliada, pois através dos resultados a companhia pode avaliar que treinamentos comportamentais ou específicos estão sendo mais necessários. Em relação à receptividade dos colaboradores aos treinamentos, Paiva comenta que a satisfação interna tem sido bastante evidenciada. Por outro lado, ele destaca que sempre existe uma pequena porcentagem de funcionários, com cerca de 20 a 30 anos de casa, que em determinados momentos desconfiam das novas tecnologias. Mas, isso tem sido desmistificado no dia-a-dia, pois a área de RH sempre está presente na abertura dos cursos para falar sobre a importância de cada programa a ser desenvolvido na organização. "Isso eu mesmo fiz e faço muito a cada programa. E sempre estou disponível para tirar dúvidas. Observamos também que todo esse investimento tem sido responsável pela retenção dos nossos talentos humanos, pois o nosso percentual de turnover é considerado baixo", finaliza Paulo Paiva.
Palavras-chave: | Companhia Brasileira de Alumínio | desenvolvimento | treinamento |
Seja o primeiro, clique no ícone disponível logo acima e faça seus comentários. 



