Kelly Marques Assistente de Vendas do Site RH.com.br.
Atualmente, é estudante de Psicologia da Faculdade Integrada do Recife (FIR) - 7º período. Já atuou em outras organizações de grande porte.
Conjunto de técnicas e instrumentos que focam o fenômeno do comportamento humano em grupos, através da proposta de realização de atividades dirigidas.
Objetivo
Provocar mudanças de comportamento nos indivíduos, tendo em vista a efetividade do desempenho grupal. Permite o desenvolvimento do processo do grupo, através de discussão e reflexões. É um meio que amplia conhecimento individual, coletivo, enriquecendo o potencial e o conhecimento dos indivíduos.
Importância
É um recurso valioso para o RH, pois aproveita as forças poderosas dos grupos para facilitar e incrementar a aprendizagem, a resolução de problemas, a criatividade, o processo decisório, a liderança e a qualidade dos processos produtivos, entre outros fatores relacionados ao campo organizacional.
Ambiente
O ambiente precisa ser adaptado às atividades e às necessidades da dinâmica. As pessoas devem sentir o ambiente como parte integrante da dinâmica proposta.
Consequências
Qualquer trabalho mal conduzido gera prejuízos para a empresa e para os profissionais:
A empresa não realiza seus propósitos com aquele trabalho, perdendo tempo, dinheiro, energia e credibilidade dos colaboradores.
O participante sofre frustração pelo tempo e energia perdidos, podendo ficar com uma sensação de ter sido logrado, exposto a situação constrangedora ou de ter sido "usado" indevidamente.
A sensação negativa afeta a motivação para outras iniciativas da empresa, aumenta a desconfiança e a resistência em relação a novas propostas da organização.
Pré-requisitos
O processo deve ser conduzido por profissional especializado e capacitado em um programa de formação em dinâmica de grupo.
Antes de tudo, é preciso que as pessoas participantes da dinâmica sejam respeitadas, uma vez que alguns profissionais podem se sentir expostos ou até mesmo constrangidos.
É aconselhável que toda dinâmica seja aplicada inicialmente em um "grupo piloto", também chamado de "grupo alfa", "laboratório", "pré-teste". Isso permite a identificação dos pontos fortes e dos que precisam ser trabalhados pela proposta.
Quando as pessoas são informadas sobre os objetivos da dinâmica, a resistência de participação tende a ser menor.
Dificuldades
Conseguir a participação de gestores de primeiro nível (diretores, superintendentes, gerentes "seniores"), pois muitos desses profissionais sentem-se ameaçados pelos próprios colegas de trabalho e pela alta competitividade evidenciada no meio em que atuam.
Escolha das técnicas e aplicação corretas.
Falhas no processamento da aprendizagem.
Benefícios
Facilitar a comunicação e prover segurança psicológica para as pessoas.
Participação real dos membros do grupo.
Comunicação multilateral.
Formação
Para conduzir um processo de dinâmica de grupo, é essencial que a pessoa tenha uma capacitação específica na área. Para isso, há necessidade de realizar um curso de formação, em nível de pós-graduação, a fim de obter os conhecimentos necessários. Para mais informações, procure a Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos: www.sbdg.org.br.
Para saber mais...
Confira a entrevista realizada com a Fela Moscovici, a maior expoente da Dinâmica dos Grupo no Brasil:
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