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03/03/2008
RH » Blog Alberto Ruggiero Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Qual o impacto da intuição no contexto da liderança?

Por Alberto Pirró Ruggiero para o RH.com.br

Olá,

esta é a segunda e última parte do texto que teve início na semana passada (edição de 25.02):


INTUIÇÃO E LIDERANÇA: VISÃO

Logo de início, a intuição afeta a qualidade de um líder naquilo que alguns consideram sua função mais importante: desenvolver e disseminar a visão maior relacionado ao objetivo da organização. Visão é algo essencial em momentos de turbulência. Essa é uma atividade altamente dependente de intuição.

As partes do cérebro especializadas no raciocínio linear são capazes de organizar novas informações dentro de esquemas que já conhecem, mas não de gerar novas idéias. As partes do cérebro responsáveis pela intuição vêem o contexto maior, e assim compreendem o significado das coisas. Cada descontinuidade, cada avanço depende da habilidade holística do cérebro de detectar anomalias, processar novidades e perceber relacionamentos. Soluções criativas começam a partir de uma visão, um "sonho", que é fruto principal da intuição.

Alguém que assuma uma posição de liderança mas não saiba desenvolver e usar a própria intuição tenderá a ser um burocrata. Não criará, não inovará, não saberá dar rumo e orientação à sua equipe.

INTUIÇÃO E LIDERANÇA: DECISÃO

Tomar decisões é outro papel essencial dos líderes. Alguns especialistas acreditam que a intuição é sempre responsável pela tomada de uma decisão. Pesquisas recentes na área de neurofisiologia sugerem que, ainda que alternativas de ação sejam criadas e avaliadas pelas funções racionais do cérebro, o impulso final em direção a uma das opções é sempre dado pela parte intuitiva.

Um exemplo são os gestores que operam a maior parte do tempo em circunstâncias "caóticas", saltando de tópico para tópico, sendo capazes de atentar profundamente a cada um deles. Absorvem as informações referentes a esses tópicos e estão continuamente processando-os. Quando soluções aparecem repentinamente ou "inexplicavelmente", elas são, na verdade, fruto de um intenso trabalho mental.

A utilização da intuição na tomada de decisões traz um impacto positivo em sua velocidade. Na tentativa de evitar más decisões, muitos líderes acabam por não tomar decisão alguma. A intuição reduz a possibilidade de que isso ocorra. Uma decisão do tipo "sim/não", tomada com base na intuição (depois que as informações foram trabalhadas e os raciocínios adequados feitos dentro do tempo disponível) não permite longas ponderações de prós e contras, que frequentemente se equivalem, "empurrar com a barriga" que faz o processo "encalhar".

Uma barreira a que se tomem mais decisões dessa forma é a eventual dificuldade de explicar/justificar a decisão para outras pessoas. Mas, na verdade, quando intuição é utilizada na maneira e no tempo corretos, boas razões suportam igualmente as alternativas disponíveis. Dessa forma, não haverá problemas em justificar uma decisão intuitiva com base em uma boa lógica.

INTUIÇÃO E LIDERANÇA: PESSOAS

Liderança eficaz exige, além de visão e decisões acertadas, sensibilidade a aspectos humanos. Líderes dependem de outras pessoas para que suas visões sejam concretizadas. Eles precisam fazer as pessoas alinharem-se em torno de um objetivo maior, conquistando sua confiança, um elemento essencial em processos de mudança. Além disso, líderes devem saber identificar os pontos fortes e os talentos das pessoas e desenvolvê-los continuamente.

Para atuar em todas essas dimensões, líderes precisam de intuição. O processo de interações pessoais não é exato. Ele envolve muitos aspectos sutis, em sua maioria impossíveis de serem captados e decodificdos pelas partes predominantemente lógicas do cérebro.

Frequentemente, o sucesso de relacionamentos interpessoais é descrito por líderes como a ocorrência de uma "boa química" com o outro lado. Eles não sabem definir o que seja essa "boa química", e também não conseguem provocá-los intencionalmente, pois inúmeras dimensões provocam conjuntamente esta impressão geral. Por exemplo, nem tudo é comunicado por meio de palavras: gestos, posturas, tons de voz são elementos vivos do processo de relação entre pessoas e influenciam sua qualidade. Essas dimensões são trabalhadas basicamente pela parte intuitiva do cérebro, que deve ser "ouvida" com atenção.

LIBERAR A INTUIÇÃO LATENTE

Embora a intuição seja um elemento essencial à liderança, a maioria das pessoas em nossa sociedade, e os executivos com maior intensidade, atuam preponderantemente com base na parte mais racional/lógica de seu cérebro. Principalmente os assuntos considerados "sérios/importantes" são tratados estritamente de um ponto de vista lógico/linear, sem espaço para a intuição.

Esse descuido e preconceito em relação à intuição é reflexo de condicionamentos sociais, e não de limitações físicas. Na sociedade ocidental os indivíduos, principalmente os homens, são educados para comportar-se de forma estritamente "racional" em todas as situações.

Esse preconceito acaba por "castrar" o desenvolvimento da intuição na maioria das pessoas. Mas, ela existe, ainda que latente, e pode ser desenvolvida em qualquer um por meio de diversos caminhos. O mais importante para essa mudança é a convicção de que efetivamente se deseja buscar um aprimoramento contínuo da intuição.

Até a próxima!!!
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