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26/09/2016
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PAS 2014: Copa do Mundo impulsiona empresas esportivas em três regiões do país

Em 2014, a receita bruta das empresas dedicadas às atividades culturais recreativas e desportivas mostrou a maior variação real anual, entre todas as atividades do setor de Serviços, nas regiões Norte (18,0%), Nordeste (37,8%) e Sul (20,2%), devido à Copa do Mundo de futebol.

Em relação a 2013, o pessoal ocupado no setor de Serviços aumentou 4,5%, enquanto a receita operacional líquida cresceu 6,5% e a massa salarial, 8,0%, ambas em termos reais. O segmento que deu a maior contribuição ao crescimento da massa salarial (2,8 pontos percentuais) foi serviços profissionais, administrativos e complementares, que cresceu 7,6%.

As três atividades que mais contribuíram para a variação de 8,0% da massa salarial (todas com 1,1 ponto percentual) foram serviços de alimentação (impactados pelo aumento de contratações para a Copa), tecnologia de informação (pela entrada de novas empresas no mercado) e transporte rodoviário de cargas (com a safra recorde de grãos em 2014).

De 2013 para 2014, oito das 35 subdivisões dos Serviços mostraram queda no seu número de pessoas ocupadas: Telecomunicações (-8,0%), Agências de viagem, operadores turísticos e outros serviços de turismo (-7,5%), Manutenção e reparação de objetos pessoais e domésticos (-6,6%), Transporte dutoviário (-2,6%), Seleção, agenciamento e locação de mão de obra (-2,6%), Agências de notícias e outros serviços de informação (-2,3%), Edição e edição integrada à impressão (-0,5%) e Esgoto, coleta, tratamento e disposição de resíduos e recuperação de materiais (-0,5%).

Em 2014, a região Sudeste continuou predominando nos Serviços, com as maiores parcelas da receita bruta (64,9%), das remunerações (65,2%) e do pessoal ocupado (58,4%), além de pagar o maior salário médio (2,6 salários mínimos). Nesse período, entre as unidades da federação, Roraima mostrou a maior taxa de crescimento real (20,3%) da receita bruta dos Serviços.

Entre 2007 e 2014, o Centro-Oeste teve o maior crescimento real em receita bruta de Serviços (87,8%), embora o Sudeste continue a ter o maior peso no setor. Essas são algumas informações da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2014, que analisa a estrutura produtiva do setor de Serviços não financeiros no país.

Em 2014, segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do IBGE, o país tinha cerca de 1,3 milhão de empresas de Serviços não financeiros, que totalizaram R$ 1,4 trilhão em receita operacional líquida e R$ 842,1 bilhões em valor adicionado. Essas empresas ocuparam 13,0 milhões de pessoas e pagaram R$ 289,7 bilhões em remunerações. A produtividade (divisão do valor adicionado pelo total de ocupados) média dessas empresas chegou a R$ 64.010.

O estrato certo da PAS, composto por empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas, reunia 5,4% das empresas dos Serviços, mas gerou 76,1% da receita operacional líquida do setor (R$ 1,1 trilhão). As empresas deste estrato também foram responsáveis por 70,6% do valor adicionado (R$ 594,4 bilhões), 78,9% dos salários, retiradas e outras remunerações (R$ 228,6 bilhões) e 65,2% do pessoal ocupado (8,5 milhões de pessoas) do setor.

Receita dos Serviços teve crescimento real de 6,5% em relação a 2013

De 2013 para 2014, em termos reais, isto é, já descontados os efeitos da inflação, a receita operacional líquida do setor de Serviços cresceu 6,5% e a massa salarial, 8,0%, enquanto o número de pessoas ocupadas aumentou 4,5%.

O segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceu 10,7% no período e deu a maior contribuição, de 3,0 pontos percentuais (p.p), para a taxa de crescimento (6,5%) da receita dos Serviços.
De 2013 para 2014, massa salarial dos Serviços cresceu 8,0%

O segmento que deu a maior contribuição para o crescimento da massa salarial (2,8 p.p.) foi o dos Serviços profissionais, administrativos e complementares, que cresceu 7,6%.

As três atividades que mais contribuíram para a alta de 8,0% da massa salarial (com 1,1 p.p, cada) foram Serviços de alimentação (pelo aumento de contratações relacionado à Copa do Mundo), tecnologia de informação (com a entrada de novas empresas no mercado) e transporte rodoviário de cargas (com a safra recorde de grãos, em 2014). Essas três atividades tiveram crescimento real de, respectivamente, 14,0%, 11,8% e 14,8%.

Copa impulsionou atividades culturais, recreativas e esportivas em três regiões

De 2013 para 2014, as atividades culturais, recreativas e esportivas tiveram o maior crescimento real em receita bruta nas regiões Norte (18,0%), Nordeste (37,8%) e Sul (20,2%). Isso é coerente com a evolução da taxa de investimento nessas atividades, que passou de 4,8% em 2011 para 10,0% em 2012, 12,3% em 2013 e 12,0% em 2014, principalmente devido à Copa do Mundo de futebol, realizada em 2014. As atividades culturais, recreativas e esportivas ainda foram responsáveis pelos maiores aumentos percentuais em postos de trabalho nas regiões Norte (25,1%) e Sul (12,9%).

Ainda em relação a 2013, as atividades culturais, recreativas e esportivas também mostraram a maior alta real dos salários (19,3%), com as atividades de ensino continuado logo a seguir (19,1%). Ambas cresceram bem acima do terceiro colocado, transporte rodoviário de cargas (14,3%).

De 2013 para 2014, ocupação recuou em oito subdivisões dos Serviços

De 2013 para 2014, a população ocupada nas empresas de Serviços cresceu 4,5%. Nesse período, entre os 35 segmentos, divisões e subdivisões da PAS, oito tiveram queda na ocupação: Telecomunicações (-8,0%), Agências de viagem, operadores turísticos e outros serviços de turismo (-7,5%), Manutenção e reparação de objetos pessoais e domésticos (-6,6%), Transporte dutoviário (-2,6%), Seleção, agenciamento e locação de mão de obra (-2,6%), Agências de notícias e outros serviços de informação (-2,3%), Edição e edição integrada à impressão (-0,5%) e Esgoto, coleta, tratamento e disposição de resíduos e recuperação de materiais (-0,5%).

O salário pago pelas empresas de Serviços teve crescimento real de 8,0%. No entanto, quatro das 35 subdivisões investigadas tiveram queda real: Transporte dutoviário (-8,2%), manutenção e reparação de objetos pessoais e domésticos (-2,1%), Edição e edição integrada à impressão (-1,7%) e Correio e outras atividades de entrega (-1,4%).

Em 2014, Sudeste manteve sua predominância nos Serviços

O Sudeste concentrou a maior parcela da receita bruta (R$ 1,0 trilhão, 64,9%), das remunerações (R$ 188,9 bilhões, 65,2%) e do pessoal ocupado (7,6 milhões de pessoas, 58,4%) nos Serviços em 2014. O salário médio mensal pago pelas empresas de Serviços no Sudeste (2,6 salários mínimos) foi o maior entres as cinco grandes regiões e acima da média do país (2,3). No outro extremo, com média de 1,7 salário mínimo, estava o Nordeste.

De 2013 para 2014, Roraima cresceu mais e São Paulo teve o maior peso

Entre as unidades da federação, Roraima apresentou a maior taxa de crescimento real (20,3%) da receita bruta dos Serviços, graças à atividade de transporte, serviços auxiliares aos transportes e correio, que contribuiu com 7,0 p.p. para essa taxa.

Outro destaque foi São Paulo, onde a receita bruta dos Serviços cresceu 5,7%, dando a maior contribuição (2,4 p.p.) para a taxa de crescimento da receita do setor no país (6,5%).

De 2007 a 2014, receita bruta de Serviços cresceu mais no Centro-Oeste

Entre 2007 e 2014, o dinamismo do Sudeste foi relativamente menor que o das demais regiões e a média no Brasil (tabela 3). O Centro-Oeste destacou-se com o maior crescimento da receita bruta de Serviços (87,8%) e o Nordeste, com o maior crescimento em pessoal ocupado (77,3%) e massa salarial (106,1%).

Entre 2007 e 2014, a receita bruta dos Serviços cresceu 66,0%, dos quais 40,9 p.p. foram responsabilidade da região Sudeste. A massa salarial teve crescimento de 83,9%, para os quais o Sudeste contribuiu com 52,4 p.p. O pessoal ocupado, por sua vez, evoluiu 56,8%, com contribuição 30,4 p.p. do Sudeste.

De 2007 para 2014, informação e comunicação perderam a liderança

Em 2007, os serviços de informação e comunicação eram o maior segmento do setor de Serviços do país, gerando 31,1% da sua receita operacional líquida. Mas esse segmento perdeu participação ao longo da série e, em 2014, estava na terceira posição (23,1%), atrás dos serviços de transportes, serviços auxiliares e correio (29,1%) e dos serviços profissionais, administrativos e complementares (26,5%).

Em número de empresas, os serviços prestados principalmente às famílias mantiveram-se com a maior participação, tanto em 2007 (32,6%) quanto em 2014 (31,2%). Nesse período, a participação dos serviços profissionais, administrativos e complementares variou de 29,6% para 30,8%, se aproximando bastante da liderança.

Em pessoal ocupado, os serviços profissionais, administrativos e complementares mantiveram a maior participação: 40,1%, em 2007, e 40,5%, em 2014. No mesmo período, contudo, mudaram as posições dos serviços prestados principalmente às famílias e dos transportes e correio no ranking do setor


FONTE: Comunicação Social IBGE

 

 

Palavras-chave: | IBGE | pesquisa | mercado de trabalho |

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