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29/11/2011
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Emprego, capacidade instalada e produção industrial caem

A produção industrial voltou a cair em outubro pelo segundo mês consecutivo, registrando 48,8 pontos. A utilização da capacidade instalada (UCI) também ficou abaixo do usual para o mês, com 43,9 pontos, o menor índice desde junho de 2009. As informações são da Sondagem Industrial de outubro, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira, 24 de novembro. Valores acima de 50 mostram evolução positiva, estoques acima do planejado ou UCI acima do usual.

Mesmo com a queda na produção, a indústria continuou a acumular estoques. O índice de evolução de estoques atingiu 52,4 pontos em outubro, tornando-se um problema ainda maior para as empresas, diz a pesquisa. O índice de estoques realizados em relação ao planejado passou de 52,9 pontos, em setembro, para 53,4 pontos, sinalizando maior retenção de estoques indesejados.

O economista da CNI Marcelo Azevedo diz que o quadro é preocupante, pois esse acúmulo de estoques deve reduzir ainda mais a produtividade da indústria nos próximos meses. "Prevíamos que a produção seria fraca para ajustar os estoques. Mas mesmo com a retração, as empresas continuam acumulando mercadorias", assinala.

Outro aspecto que também preocupa a CNI são as vagas de trabalho na indústria, que começam a recuar em outubro. O indicador atingiu 49,1 pontos no mês passado ante 50,3 pontos em setembro. "Apesar de se encontrar próximo da linha divisória dos 50 pontos, a redução do índice de emprego já chama a atenção, por ser um dos últimos indicadores a sentirem o reflexo de mudanças. A maioria dos setores analisados na pesquisa já começa a reduzir seu quadro de pessoal", relata Azevedo.

Otimismo menor - Essa retração contínua da atividade industrial afeta as expectativas dos empresários para os próximos seis meses. O índice ficou em 53,3 pontos em novembro e é o menor desde 2009. "O otimismo em relação à evolução da demanda está cada vez menos disseminado na indústria", destaca a Sondagem.

Os demais índices de expectativas - compras de matérias-primas, número de empregados e quantidade exportada - se reduziram, ficando abaixo da linha dos 50 pontos, o que sinaliza pessimismo dos empresários para os próximos seis meses.

Em relação às compras de matérias-primas, o indicador registrou 49,7 pontos. As expectativas sobre a exportação atingiram 47,9 pontos, enquanto a perspectiva de evolução do número de empregados marcou 48,7 pontos.

Azevedo diz que, apesar das expectativas serem afetadas pela sazonalidade - os últimos e os primeiros meses do ano são mais fracos para a indústria, porque já foram feitas as entregas das vendas natalinas -, neste mês estão muito abaixo do registrado em novembro de 2010. "Com os estoques se acumulando significativamente, não faz sentido as empresas comprarem matérias-primas nem contratar", conclui o economista da CNI.

A Sondagem Industrial foi realizada entre 1º e 18 de novembro com 1.864 empresas, das quais 1.001 são pequenas, 599 de médio porte e 264 grandes.


FONTE: Imprensa CNI

 

Palavras-chave: | CNI | pesquisa | indústria |

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