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12/06/2012
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Uniethos lança relatório da pesquisa "Estratégias Empresariais para a Sustentabilidade no Brasil"

A organização Uniethos lançou, na terça-feira (12/06), na Conferência Internacional Ethos os resultados da pesquisa "Estratégias empresariais para a sustentabilidade no Brasil", realizada em 2011 com as 100 maiores empresas do país e com o conjunto de organizações associadas ao Instituto Ethos.

Empresas brasileiras, pequenas, médias ou grandes e de diferentes setores econômicos, têm promovido importantes mudanças visando a incorporação da sustentabilidade em suas estratégias de negócios. Este estudo buscou mapear esse processo e avaliar a profundidade e abrangência das estratégias adotadas. Na análise de respostas de 250 empresas, as principais mudanças identificadas foram:

Sustentabilidade está no planejamento estratégico das empresas

O grupo de empresas pesquisadas reconhece amplamente que a inserção de sustentabilidade no planejamento estratégico é uma necessidade. A pesquisa revela que 69% das empresas consideram interesses de stakeholders no planejamento estratégico, sendo que as principais questões relacionadas à sustentabilidade são inovação, riscos, impactos na cadeia de valor, oportunidades de negócios e inclusão social. Inovação e reposicionamento dos negócios despontam como objetivo principal para 65% das empresas pesquisadas, mas a principal dificuldade no planejamento estratégico é a capacidade de fazer um planejamento de longo prazo.

Objetivos estratégicos - Os objetivos estratégicos das empresas são muito variados, mas podem ser identificados quatro grandes grupos com diferentes ambições em relação à sustentabilidade: (I) Mimetismo: grupo formado por um quarto das empresas que se caracteriza pela dispersão de objetivos e a imitação dos movimentos de líderes do mercado; (II) Foco em Mercado: grupo com um quinto das empresas, busca no tema sustentabilidade uma forma de ampliar sua participação de mercado por meio de diferenciação e/ou do desenvolvimento de novos negócios; (III) Foco em Desempenho: também com um quinto das empresas, este grupo busca ampliar a competitividade via aumento de desempenho na gestão dos riscos e eficiência em custos, principalmente por meio de redução de emissões, resíduos e impactos em geral; e (IV) Multifocal: o maior grupo, com cerca de um terço das empresas, não está ancorado em um tipo de estratégia apenas, buscando ao mesmo tempo ampliar oportunidades de negócios, aumentar desempenho e reduzir impactos.

Mensuração de impacto - Entre 15% e 20% das empresas pesquisadas fazem a avaliação dos impactos das políticas de sustentabilidade sobre os custos e a competitividade. Este é um avanço parcial, mas importante, e que confere às empresas maior efetividade em suas estratégias de sustentabilidade. Porém, para a maioria das empresas, essa é uma grande demanda de desenvolvimentos futuros.

Relação com stakeholders - A maioria das empresas pesquisadas (68%) desenvolve algum tipo de relacionamento com stakeholders. Geralmente são procedimentos mais tradicionais, como critérios de seleção ou ações pontuais focadas em grupos específicos, como fornecedores e comunidades, sem estratégias consistentes de relacionamento. Destaca-se, porém, um grupo significativo, que conta com 23% das empresas, na maioria de grande porte, que possui processos contínuos de relacionamento com foco na inovação e no desenvolvimento local.

Governança - Um pequeno grupo, com 14% das empresas pesquisadas, promoveu uma importante inovação nos seus sistemas de governança, inserindo stakeholders externos em seus comitês de sustentabilidade. Nessas empresas, a possibilidade de fazer com que as estratégias empresariais estejam alinhadas com as expectativas e tendências da sociedade são muito maiores. Além disso, esforços para alinhar as áreas de negócios com as estratégias de sustentabilidade, por meio de comitês, estão presentes em 60% das grandes empresas. Em 36% das empresas foram também criados sistemas integrados de gestão, com a função de coordenar as ações e políticas para sustentabilidade de todas as áreas.

A grande maioria das empresas pretende ampliar os investimentos em sustentabilidade e os esforços verificados demonstram que um expressivo grupo de empresas brasileiras está alinhado com as tendências internacionais de incorporação dos princípios da sustentabilidade nas estratégias de negócios e de criação de processos e sistemas mais sofisticados de planejamento, gestão e governança. Porém, existem grandes desafios. A pesquisa mostra que são poucas as empresas com estratégias consistentes para enfrentar os principais dilemas da sustentabilidade e, de maneira geral, na maioria das empresas há uma grande lacuna entre objetivos estratégicos e práticas efetivas de sustentabilidade.


FONTE: CDN São Paulo

 

Palavras-chave: | Instituto Ethos | pesquisa | sustentabilidade |

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