Os empregadores do setor de Serviços são os mais otimistas do país quanto a contratações de funcionários no terceiro trimestre de 2010, aponta estudo realizado pela Manpower, empresa de recursos humanos líder no mercado. Nas Américas, empregadores do Brasil são os mais otimistas, com uma Expectativa Líquida de Emprego de 40%, dois pontos percentuais acima do resultado referente ao trimestre atual. Na lista geral, o país fica atrás apenas da Índia, que aparece com um índice de 42%. Os dados são da Pesquisa de Expectativa de Emprego da Manpower (Manpower Employment Outlook Survey), que ouviu 61 mil empregadores de 36 países. No Brasil, quase mil empresas foram entrevistadas.
De acordo com a pesquisa, empregadores do setor de Serviços são os mais otimistas sobre novas contratações, com Expectativa Líquida de Emprego de 52%. Atrás vem Finanças/Seguros e Imobiliário, com 49%, e Construção Civil, com 43%.
Na comparação regional, empregadores da cidade de São Paulo e do estado do Paraná estão entre os mais otimistas do país dentre as pesquisadas, com Expectativas Líquidas de Emprego de 44% cada. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, os índices permanecem altos, em 38% para ambos. O estado de São Paulo aparece com 37%, um ponto percentual acima do último trimestre.
No mundo todo, empregadores de 31 dos 36 países pesquisados pretendem aumentar sua força de trabalho de julho a setembro. Na comparação com o atual trimestre, a expectativa melhorou em 23 países - indicativo de que a crise econômica está cada vez mais distante. Além de Índia e Brasil, as previsões são mais fortes em Taiwan (35%), China (27%), Peru (26%) e Austrália (24%). As únicas expectativas negativas estão na Itália (-9%), Irlanda e Espanha (-6%) e Grécia (-5%). Nas Américas, os dez países pesquisados apresentam otimismo em relação a novas contratações. Os Estados Unidos aparecem em último lugar no continente, com um índice de 6%, número que está oito pontos acima na comparação com o mesmo período do ano anterior.
"Podemos notar que, no país, os investimentos públicos e privados, nacionais e estrangeiros dos últimos meses vêm criando expectativa de aumento da mão-de-obra em todos os setores da economia", afirma Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower no Brasil. "Na construção civil, por exemplo, as facilidades no financiamento e a chegada de novos investidores já se refletem no aumento de empregos. Na indústria, a cada mês o nível de emprego bate recorde, e a FIESP prevê a manutenção do crescimento, encerrando 2010 com o melhor aumento da série histórica", constata.
Para Guimarães, o aumento do acesso ao crédito, aliado a um aumento da massa salarial e da expectativa de consumo, contribuem para mais contratações. "Outro ponto importante é que o setor de infraestrutura também se desenvolve a todo vapor, por conta da forte demanda em áreas como aeroportos, estradas e energia elétrica", aponta. Ele cita ainda a indústria automobilística, que vai investir em 2010 4,4 bilhões de dólares no país. "Esses e outros fatores corroboram a expectativa do governo de gerar mais dois milhões de empregos até o fim de seu mandato", finaliza.
Os resultados completos da pesquisa, além dos comparativos regionais, podem ser encontrados em www.manpower.com/meos. Todos os gráficos e tabelas estão disponíveis para publicação em www.manpower.com/library. A próxima edição da pesquisa (quarto trimestre de 2010) vai estar disponível no dia 7 de setembro.
Sobre a Expectativa Líquida de Emprego - A expectativa líquida de emprego é resultado da diferença entre as porcentagens positiva e negativa presentes nas respostas dos entrevistados quanto à expectativa de crescimento da empregabilidade no mercado de trabalho para o próximo trimestre. No caso do Brasil, 44% acreditam que aumentarão sua força de trabalho, e 4% prevê reduzir a mão-de-obra. Logo, a Expectativa Líquida de Emprego no Brasil é de 40%.
Sobre a Pesquisa - A Manpower Employment Outlook Survey é realizada a cada três meses para medir a intenção das empresas de aumentar ou diminuir o número de trabalhadores no trimestre seguinte. O levantamento é um das mais abrangentes da categoria, tanto pelo número de entrevistados quanto pela amostragem e a longevidade. Considerada um importante indicador econômico e uma das pesquisas mais confiáveis sobre empregabilidade do mundo, é realizada há mais de 47 anos. Este trimestre, contou com entrevistas de mais de 61 mil empregadores dos setores público e privado no mundo todo.
A pesquisa da Manpower abrange 36 países e territórios: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Cingapura, Colômbia, Costa Rica, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Guatemala, Holanda, Hong Kong, Hungria, Índia, Irlanda, Itália, Japão, México, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Peru, Polônia, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Suécia, Suíça e Taiwan. O estudo começou nos Estados Unidos e no Canadá em 1962, e o Reino Unido foi incluído em 1966. México e Irlanda entraram em 2002, e mais treze países foram adicionados em 2003. A Nova Zelândia foi incluída em 2004, China, Índia, Suíça e Taiwan em 2005, e Argentina, Peru, Costa Rica e África do Sul em 2006. Colômbia, República Tcheca, Grécia, Guatemala, Polônia e Romênia entraram em 2008 e Hungria e Brasil em 2009. Panamá foi adicionado em 2010.
Palavras-chave: | mercado de trabalho | rotatividade |
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